Grupo Bitcoin Banco lança plataforma para auxiliar Justiça em investigações que envolvem criptomoedas

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O Grupo Bitcoin Banco anunciou a criação de uma plataforma que permite que juízes possam consultar dados relacionados a investidores de criptomoedas que respondam a processos judiciais. Com a plataforma BitScoreCoin, apenas as autoridades com um mandado judicial podem consultar rapidamente se os réus possuem contas nas exchanges NegocieCoins e Zater, pertencentes ao grupo.

A plataforma já está pronta e será apresentada nos próximos dias ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo é que a instituição homologue a ferramenta e firme um Termo de Cooperação Técnica nos moldes do convênio existente com o Banco Central (Bacenjud) e Departamento Nacional de Trânsito (Renajud). Com estes sistemas, os magistrados brasileiros consultam os saldos em contas bancárias e veículos dos réus. A ideia é que o CNJ possa realizar o mesmo entendimento com as criptomoedas, sem que haja qualquer violação à privacidade dos dados dos usuários.

“Esse é um esforço do Grupo Bitcoin Banco para colaborar com a Justiça brasileira. De um lado, considero um ato de responsabilidade social, afinal uma organização privada está entregando sua base de dados para consulta pelo Poder Judiciário. Por outro lado, entendo que quanto mais abertura tivermos nesse cenário, mais respeito e credibilidade terá essa atividade econômica, favorecendo a circulação da moeda digital”, afirma o diretor jurídico do Grupo Bitcoin Banco, Ismair Júnior Couto.

A plataforma, inédita no mercado de criptomoedas, busca aumentar a transparência e a credibilidade da atividade ao colaborar para a solução de crimes diversos. “Essa é uma necessidade para a justiça e é algo que o mercado de criptomoedas já pede. Nosso objetivo é expulsar os criminosos que estão no mercado financeiro digital, mas sem que haja uma centralização no mercado de criptomoedas nem qualquer violação de privacidade dos dados dos investidores”, explica o presidente do Grupo Bitcoin Banco, Claudio Oliveira.

Atualmente, os diversos órgãos de Justiça expedem ofícios às exchanges pedindo a consulta a CNPJ ou CPF vinculados a processo judicial. Com isso, os magistrados esperam que as exchanges realizem a pesquisa e o bloqueio dos saldos presentes nas eventuais contas dos réus. Processos judiciais envolvendo grandes operações, como a Lava Jato, já demandaram esse tipo de procedimento. Com a plataforma BitScoreCoin, o acesso a essas informações será simplificado e a consulta das criptomoedas pode ser executada pelo próprio julgador.

“Isso já é um material público porque está na blockchain, qualquer um pode consultar. O problema é que não está agrupado em uma ferramenta só. As consultas são feitas aleatoriamente e as ligações entre as transações exigem um conhecimento aprofundado de navegação dentro da blockchain. Com essa ferramenta, a autoridade não precisa se preocupar com isso. O próprio sistema vai fazer todas as pesquisas”, afirma Oliveira.

A plataforma atualmente permite, a partir do CPF e data de nascimento da pessoa, consultar se o réu possui uma conta em alguma das exchanges do grupo ou no próprio Bitcoin Banco. Uma segunda fase de implantação, que ainda está em testes, oferece inteligência artificial e algoritmos especiais que possibilitarão o acompanhamento da carteira do cliente. Ao clicar na chave pública, a autoridade poderá acessar a blockchain e o sistema exibirá todas as transações financeiras e contatos realizados. Assim, o julgador poderá fazer a análise e pedir ou não o bloqueio das contas.

“À medida do tempo, vamos aperfeiçoar e exibir uma análise do movimento dando valores anteriores e valores do momento atual para que a pessoa veja exatamente quais são as quantias movimentadas”, afirma Oliveira, ressaltando que no futuro também será disponibilizada uma API (conjunto de rotinas e padrões de programação) para que outras exchanges se conectem à plataforma.

O sistema, desenvolvido em 90 dias, envolveu a participação de 15 pessoas dos departamentos de compliance e tecnologia do grupo, incluindo representantes da Zater Tecnologia, braço de criação e desenvolvimento de plataformas tecnológicas da nova exchange do grupo, a Zater Capital.

Confira mais informações no site: http://www.bitscorecoin.com/

Identificadas duas novas falsas carteiras de criptomoedas. Saiba como se proteger

No mesmo ritmo que cresce o interesse pelas criptomoedas, também aumentam as tentativas dos cibercriminosos para inserir aplicativos maliciosos que fingem ser falsas carteiras nas lojas de aplicativos. Recentemente, usuários do Reddit relataram a existência de carteiras falsas de criptomoedas chamadas “ADA Cardano Crypto Wallet” e “All Crypto Currency Wallet” na Loja do Google Play. Os aplicativos são do desenvolvedor “CryptoWallmart” e estima-se que foram baixados entre 100 a 500 vezes cada, com o objetivo de fraudar e roubar o dinheiro dos usuários.

A Avast, líder global em produtos de segurança digital, compartilha como esses aplicativos maliciosos agem para enganar os usuários. O “ADA Cardano Crypto Wallet” representa a carteira de criptografia oficial Daedalus, usada para a criptomoeda ADA Cardano. Identificado com o logotipo da própria Daedalus, o aplicativo diz ser capaz de converter outras moedas como o Bitcoin e o Litecoin na moeda ADA Cardano. Porém, quando o usuário envia suas criptomoedas para os endereços listados no aplicativo, elas simplesmente desaparecem.

Já o app “All Crypto Currency Wallet” afirma ser uma carteira de várias moedas. No entanto, ao invés do aplicativo armazenar as criptomoedas enviadas pelos usuários, sua intenção é na verdade roubá-las. Este app oferece ainda um link de afiliado da Changelly, para ajudar os proprietários de criptomoedas a obter o melhor câmbio para a troca. Neste caso, porém, o que ocorre é que o desenvolvedor acaba recebendo aproximadamente 50% da receita gerada com esse tipo de transação.

A Avast aponta o que os usuários devem fazer para se proteger e proteger suas criptomoedas contra esses aplicativos maliciosos de carteiras falsas:

Antivírus mobile – O primeiro passo fundamental com relação à proteção dos dispositivos móveis é fazer o download de um aplicativo de antivírus, que funcionará como uma rede de segurança para proteger o usuário contra um falso aplicativo. O Avast Mobile Security, por exemplo, remove os aplicativos maliciosos.

Download do app nas lojas oficiais – Usuários devem baixar aplicativos somente diretamente das lojas oficiais de apps, pois aplicam verificações rigorosas de segurança antes que qualquer aplicativo seja disponibilizado publicamente.

Desenvolvedor confiável – É preciso certificar que o aplicativo desejado é de uma fonte confiável, pois eventualmente falsos apps podem passar pelas verificações das lojas oficiais. Portanto, a recomendação é visitar o site oficial do desenvolvedor, para obter o link correto da loja e baixar o aplicativo legítimo.

Atenção às recomendações do aplicativo – O usuário deve sempre ler as críticas, tanto positivas quanto negativas, antes de fazer o download do app. Mesmo em meio às avaliações positivas, podem existir críticas negativas com relatos de que o aplicativo é falso.

Atenção às permissões solicitadas pelo app – Recomenda-se verificar detalhadamente todas as permissões que são requisitadas pelo aplicativo. Quando o app requerer uma permissão que não faz sentido, ou seja, que não pareça ser necessária para que ele funcione, o usuário deve pensar duas vezes se realmente deseja baixá-lo.

A Avast alerta que os aplicativos que oferecem criptomoedas em troca de uma taxa de câmbio mais baixa, devem ser considerados golpes.