Como as empresas devem se preparar para a Black Friday?

Já não é novidade para ninguém que saber aproveitar a Black Friday é um ótimo negócio para varejistas e e-commerces. Neste ano, os consumidores brasileiros pretendem gastar até R$ 3 mil na data, de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa de cashback Méliuz. Apesar de ser um dos momentos mais esperados no calendário comercial, a tradicional sexta-feira de descontos precisa ser olhada com atenção.

“Se você estiver pensando nisso só agora já está atrasado, o planejamento deve vir de antes”, alerta Guilherme Lippert, sócio da V4 Company, assessoria de marketing que aprimora e potencializa o processo de vendas pela internet. “A ideia é gerar um êxtase em cima da promoção, tentar gerar um clima de escassez”, destaca. Ele explica, também, que é fundamental abaixar o preço dos produtos.

“As pessoas esperam sempre descontos e não outras ativações, mas elas também são importantes”, aponta. Guilherme comenta que é essencial definir qual é a estratégia a seguir e ir preparando o público para o momento. “Usar e-mail marketing, mandar mensagens prévias no whatsapp, usar as redes sociais todos os dias e até colocar um timer no site são boas táticas para ‘aquecer’ o seu consumidor”, enumera.

“Começamos, há meses, a traçar preços, metas de cada categoria, canais de venda prioritários, planejamento de estoque, ações promocionais, plano de marketing e todas as estratégias comerciais”, explica Paula Gusmão, CEO da eÓtica, maior e-commerce de óculos do Brasil. “Já realizamos ajustes em processos e na infraestrutura dos sites, desenhamos o cronograma de atendimentos e contratamos pessoal para trabalhar na Black Friday”, pontua.

Para a CEO, é importante olhar para o passado e entender o que funcionou bem e no que erraram para extrair insights positivos para a data. “É fundamental reunir pessoas de todos os times para pensar nos cenários possíveis e se preparar para eventualidades. O zelo deve ser o mesmo tanto na escolha dos canais de marketing, no investimento em estoque e no suporte para áreas como TI, logística e atendimento”, indica.

Indo pelo mesmo caminho, Priscilla Erthal, cofundadora da Orgânica, e com passagens por Netshoes, B2W e Hotel Urbano, defende que as empresas sejam transparentes com os consumidores. “Se você apresentar uma promoção que não é verdadeira estará destruindo sua marca”, comenta. “Na Nova Economia, o cliente está cada vez mais empoderado. Tenha uma comunicação clara do que está sendo oferecido. Pense que ele está com dez sites abertos ao mesmo tempo e não pode enrolar muito”, assinala.

A segurança do site é outro aspecto primordial para o melhor aproveitamento da Black Friday. “No Brasil, há uma tentativa de fraude a cada quatro segundos”, esclarece Patrick Negri, CEO da iugu. Para ele, alguns pontos devem ser priorizados neste momento. “Tome cuidado no cadastro de clientes aplicando uma triangulação de dados para evitar ações criminosas com informações de terceiros”, ressalta.

“Entenda o comportamento do consumidor rastreando seus desejos e intenções para ficar alerta caso ele não faça tanta busca ou pause o processo antes da finalização; dobre a atenção quando houver várias pequenas compras e períodos curtos, é possível que sejam testadores de cartão verificando a vulnerabilidade do site e cuide da infraestrutura completa do seu e-commerce para minimizar as tentativas de fraudes”, elenca.

Por ser uma das datas mais importantes do varejo no ano, o impacto da Black Friday vai além da própria data em si, como explica Tomás Duarte co-fundador e CEO da Tracksale, startup que monitora e gerencia indicadores de experiência de clientes. “Sua loja virtual está intrinsecamente ligada à logística e entrega – e esses pontos podem se tornar gargalos. Não esqueça que a Black Friday só acaba quando o cliente recebe o produto em casa e, caso haja alguma reclamação, quando o conflito for totalmente resolvido”, finaliza.

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