Como uma cidade pode se tornar mais inteligente?

0274f3e14d2449cce2a9a97569e7a959

O que faz uma cidade ser inteligente? Quais os indicadores e aspectos que devem ser levados em conta para que uma cidade seja considerada uma Smart City? Essas e outras perguntas podem ser respondidas pela Bright Cities plataforma que gera um roadmap que orienta as cidades a se tornarem Smart Cities. A ferramenta foi lançada recentemente, durante o Smart City Expo World Congress, realizado em Barcelona, na Espanha.

A plataforma teve origem com a empresa Bright, cuja equipe de pesquisadores – um time oriundo da Unicamp – criou uma metodologia que diagnostica a situação atual das cidades e cria um roadmap para transformá-las em Smart Cities. “Hoje, os desafios das cidades são tão grandes que os gestores públicos precisam de um diagnóstico especializado que o ajude a priorizar as ações para tornar-se uma cidade inteligente”, afirma Raquel Cardamone, diretora da Bright Cities e criadora da metodologia. “Nenhuma cidade torna-se inteligente de uma hora para a outra. É necessário evoluir gradativamente, priorizando ações alavancadoras e de melhor custo benefício. Nosso papel é fazer o mapa para as cidades tornarem-se mais inteligentes a cada dia”, completa.

A Action Labs, laboratório focado em inovação, design de produtos e serviços digitais, foi a responsável por tornar a metodologia um serviço digital completo para prefeituras de todo o mundo. “O diagnóstico de uma cidade depende do levantamento e análise de centenas de indicadores, comparação com benchmarkings regionais e mundiais, e a priorização de milhares de soluções possíveis – cada uma com um nível diferente de adequação a cada cidade. Processar todas estas informações e entregar conhecimento aplicável para as cidades é um grande desafio. E a plataforma Bright Cities viabiliza isso para cidades de todos os portes, no mundo inteiro”, afirma Paulo Renato Oliveira, diretor criativo da Action Labs.

Ele explica que a ferramenta utiliza uma metodologia baseada em centenas de indicadores reconhecidos por entidades internacionais como a ONU, ISO e WCCD para recomendar estratégias, soluções e fornecedores que melhor se adaptam aos pontos fortes e fracos das cidades. “Esses dados coletados, mais as informações que o gestor cadastra na plataforma, são analisados e colocam as cidades em um ranking, onde é possível ver o nível de desenvolvimento, comparado a outras localidades, em 10 aspectos: governança, tecnologia e inovação, saúde, segurança pública, energia, meio ambiente, mobilidade, urbanismo, educação e empreendedorismo”, destaca.

“Este diagnóstico ajuda o gestor a avaliar os principais problemas e potencialidades de sua cidade. A ferramenta traz ainda sugestões de ações e quais os possíveis resultados que as aplicações podem trazer. É um roteiro tornar as cidades mais inteligentes”, observa Paulo.

Mais informações sobre a ferramenta no site http://www.brightcities.city/

Adicionar aos favoritos o Link permanente.

Os comentários estão desativados.