Falta de previsão e “muito mês para pouca renda” descontrolam finanças, diz pesquisa

Sete em cada dez brasileiros entrevistados em pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) reconhecem: não têm capacidade para lidar com imprevistos no orçamento pessoal e familiar. “É muito mês e pouca renda, o que leva ao descontrole das finanças”, nota o professor Daniel Weigert Cavagnari, coordenador do curso de Gestão Financeira do Centro Universitário Internacional Uninter.

Para superar os baixos índices de “saúde financeira”, o especialista enumera sete dicas de planejamento e gestão que podem ser úteis para que o mês termine com equilíbrio nas contas:

1. Antes de tudo, assuma sua dificuldade para controlar as finanças ou procure um curso que o auxilie neste sentido. Se você e seus familiares controlam sem problemas as finanças, continuem dividindo as tarefas, estão no caminho certo. Mas lembrem-se de fazer um investimento para a família. Um fundo obrigatório de pelo menos 10% da renda de cada um é aconselhável.

2. Esqueça a cultura, preconceito ou hábito que coloca o controle das finanças da casa na mão de alguém por qualquer outro motivo que não seja o de ter essa habilidade. O gestor das finanças na família deve ser o que tem mais afinidade com o assunto.

3. Impulsividade também é um sinal de descontrole financeiro, muitas vezes patológico, que deve ser tratado. É melhor que as finanças da casa sejam entregues ao indivíduo de maior equilíbrio. A felicidade instantânea de uma compra pode significar a tristeza de um futuro sem dinheiro.

4. Quem está sozinho na administração do próprio orçamento, mas não tem controle sobre os gastos, deve recorrer a quem domine o assunto. Isso também vale para os casais em que ambos não sejam dotados de habilidades de gestão financeira.

5. O gestor financeiro pessoal (personal financeiro ou coach financeiro) é o profissional ideal para atender às famílias ou pessoas que não têm a habilidade de controlar suas finanças.

6. Fique atento aos profissionais, que devem ser formados na área (Gestão Financeira) ou ter outra formação sólida como Economia, Contabilidade e Administração com especialização em Finanças. A Uninter forma, todos os anos, centenas de profissionais aptos a prestar consultoria a quem necessita.

7. Entenda que o controle das finanças é composto de orçamento familiar, preferencialmente anual, investimento (poupar), planejamento de gastos e, acima de tudo, prestação de contas. Não importa quem ou quantos da família controlam as finanças, essa atitude só vale se todos participarem. Prestar contas e didática evitam conflitos desnecessários.

Vale lembrar que ganhar dinheiro demanda tempo e esforços preciosos. “Quanto mais descontrolados ou omissos formos com os nossos recursos financeiros, mais tempo precisaremos despender para trabalhar e cobrir as necessidades que criamos”, diz o especialista, observando que mais importante do que o tamanho de nossa renda é como administramos o dinheiro disponível. “Há famílias que ganham salário mínimo e nunca se endividam. E há também muitos milionários que veem suas fortunas desaparecerem”, lembra.

Não esqueçamos ainda – acrescenta Cavagnari – que a tecnologia está a nosso favor, seja nos aplicativos de controle ou administração de gastos e investimentos, seja para adquirir conhecimento. “O futuro é promissor, só depende de cada um”, observa.

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