A inteligência de dados e a revolução dos negócios

imagem_release_1289669Márcio Viana

Nem sempre é possível prever o futuro. As necessidades dos clientes mudam, e com isso muda o status quo, desafiando as empresas a ofertarem soluções diferenciadas. Acompanhar toda essa competitividade para alcançar e conquistar clientes requer uma capacidade de inovação muito grande, que pautada e suportada por uma grande massa de dados disponíveis nas mais diversas transações da rede, nos possibilita ajudar nossos clientes a serem mais competitivos e terem suas necessidades atendidas de forma mais completa.

Quando se está liderando um negócio, é preciso ter uma visão holística de mercado, mas também minuciosa sobre sua atividade, bem como agilidade e assertividade nas tomadas de decisão. Porque a todo momento você está competindo para ganhar a atenção dos potenciais clientes. E quando você precisa decidir de maneira estratégica se deve abrir uma filial ou mudar a empresa responsável pela logística, é fundamental ter a resposta de forma rápida para não ficar atrás dos concorrentes. E sem uma análise correta dos dados será impossível extrair as informações que podem determinar o sucesso ou impedir o fracasso de sua decisão.

As empresas estão começando a se atentar para a importância de terem acesso a dados disponibilizados em ferramentas de Business Intelligence (BI), que agregam os principais indicadores e auxiliam na tomada de decisões. Com a disponibilidade dessas informações em nuvem, o uso desse tipo de recurso parou de ser luxo exclusivo de grandes empresas com equipes enormes para a análise de dados. Isso fez com que o número de empresas que contratam esse tipo de serviço subisse de 29%, em 2013, para 43%, em 2016. Dentre os usos mais comuns estão as análises avançadas e preditivas, isso sem contar ainda o planejamento operacional e até simulações para os próximos períodos.

Com plataformas robustas, mas acessíveis para qualquer um, as pequenas e médias empresas passaram a se beneficiar da inteligência de dados, revolucionando a maneira de se posicionar e tomar decisões no mercado. Antes, as decisões se apoiavam em especulações, achismos ou em pesquisas limitadas e carregadas de conceitos ultrapassados. Agora, essas companhias podem acompanhar o perfil de seus clientes, entender quais os horários prediletos de compras, identificar os produtos mais procurados e até entender se será realmente benéfico reduzir o valor de venda para atrair os consumidores – afinal, será que em todos os casos as empreitadas dos concorrentes são sustentáveis?

Nessa era da informação é preciso aproveitar todos os recursos existentes e fazer diferente, mesmo que esse diferente seja uma versão melhorada do que você já faz. Com dados que mostram as principais respostas sem nem precisar fazer perguntas, você se torna capaz de revolucionar seu negócio apenas fazendo bem aquilo que já sabe fazer. Mas isso pode ser exatamente aquela mudança que vai determinar a sobrevivência de sua empresa.

Márcio Viana é diretor executivo da TOTVS Curitiba

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