Quatro questões fundamentais sobre o compliance

A sociedade vem debatendo cada vez mais sobre questões éticas, morais e sociais. Junto disso, as empresas têm adotado o compliance, que funciona como uma norma interna, que coloca a empresa em conformidade com as leis e regulamentos.

Em evento para gestores e empresários, realizado na Amcham-Curitiba, na última semana, Alexandre Martins, sócio da KPMG, falou sobre as quatro principais questões do compliance. Confira abaixo:

1. O compliance vai pegar?

Não é moda, as manchetes atuais mostram isso dia a dia. O compliance é um alicerce fundamental para impedir uma conduta antiética, um viabilizador da ética dentro das empresas.

2. Custo x benefício?

Quando me questionam se vale a pena implementar o compliance, eu respondo: “Você acha o custo elevado? Tente não ter compliance”. Olhem o exemplo da Lava Jato, quantas empresas não precisaram demitir, fechar, vender o passivo. A empresa que opta por não ter um compliance robusto assume um risco muito grande, então compensa e muito. O investimento é muitas vezes inferior ao risco de não ter compliance.

3. Qual o nível do compliance atual?

Estamos na metade do caminho. Ainda há muito espaço a ser percorrido. Muita coisa está sendo feita, mas ainda é preciso evoluir muito. A grande maioria das empresas já investem nisso. Em breve, lançaremos uma pesquisa que traz dados relevantes sobre esse assunto.

4. O que minha empresa deve fazer?

Os que já iniciaram, que têm uma área de compliance, devem monitorar a efetividade disso, o processo de atualização do inventário, agir sobre os riscos, aplicar os treinamentos e definir e aplicar as ações disciplinares relacionadas ao código de ética e conduta. Para os que não têm compliance, é necessário buscar o patrocínio da alta administração, definir o que é crítico (mapeamento), o código de ética e de conduta, o canal de denúncia e os treinamentos dos terceiros.

“O compliance é uma proteção financeira e de imagem. Seja por força de lei ou sociedade, não tem como pautar o código da empresa sem avaliação de ética”, conclui Martins.

Efetividade e responsabilidade

Também convidados do encontro, Carlos Fernando dos Santos Lima, Procurador-Regional do MPF e um dos principais nomes da Força-Tarefa Lava-Jato, e Sandra Ornelas, CCO LATAM Bank of America – Merrill Lynch, concordaram e acrescentaram mais informações e opiniões em torno do compliance, com toda sua efetividade, continuidade e responsabilidade.

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