SENDI 2016 recebe 3 mil pessoas em Curitiba

José Augusto Araújo de Noronha, Presidente OAB/PR, Deltan Dallagnol, Procurador do Ministério Público Federal, Antonio Raimundo dos Santos, Coordenador Comitê de Ética da Copel, Zaki Akel, Reitor da UFPR e Maximiliano Andres Orfali, Superintendente de Gestão Copel Distribuiação participaram do Painel sobre Ética. Foto: Roberto Gilliard

As maiores distribuidoras públicas e privadas do País discutiram e debateram o futuro do setor de energia elétrica no SENDI 2016 – XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica, que aconteceu de 7 a 10 de novembro, no Curitiba ExpoTrade, na capital paranaense. Considerado o maior evento do segmento na América Latina, o SENDI reuniu cerca de três mil pessoas nos quatro dias de realização.

Promovido pela ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) e coordenado pela Copel, o Seminário foi palco da apresentação de novas tecnologias, relacionamento de negócios, debate sobre novas tendências e integração de profissionais das principais concessionárias brasileiras. Composto por painéis com mostra e debates de trabalhos técnicos, o encontro centralizou a programação em quatro eixos: inovação, ética, gestão regulatória e clientes.

De acordo com Nelson Fonseca Leite, que há seis anos preside a ABRADEE e já participou de sete edições do evento, o SENDI nunca recebeu tantas pessoas desde a primeira edição, há 54 anos. “Além da quantidade, é importante destacar o interesse do público presente, que lotou os auditórios e marcou presença nas apresentações dos trabalhos técnicos”, afirmou o presidente. O público também agradou aos 85 expositores presentes, que demonstraram otimismo em relação à recuperação do país. “As empresas perceberam, durante a feira, a retomada da confiança dos investidores no País, projetando um novo momento da economia”, ressaltou Fonseca Leite.

É o caso da multinacional Siemens que, apesar de não ter sofrido tanto os efeitos da retração, acredita que 2017 será de retomada do crescimento do setor elétrico. “Percebemos um aquecimento dos negócios durante o SENDI, que nos proporciona uma aproximação com os clientes, gerando futuros negócios”, ressaltou o engenheiro de vendas da empresa, Luiz Braga Júnior.

A WEG, que fornece soluções para geração, transmissão e distribuição de energia, também comemorou os resultados da XXII edição do evento. “É sempre muito bom participar, pois nossos principais clientes estão na feira. E o evento é ideal para a prospecção de novos negócios. Aqui plantamos a semente para depois efetivarmos os projetos”, argumentou o gerente de vendas da empresa catarinense, Marco Antônio de Azambuja. Ainda de acordo com ele, o aplicativo para celular disponibilizado aos visitantes e expositores facilitou o acesso à informação sobre os painéis e palestras. “Foi muito proveitoso, não só em termos de geração de negócios, mas também para estreitar relacionamentos e ficar informado sobre as tendências do mercado. Estamos otimistas e acreditamos que o setor elétrico voltará a crescer no próximo ano”, completou.

O evento contou com a presença de duas missões internacionais – uma do Reino Unido e outra do Canadá, que promoveu uma roda de negócios com empresários canadenses e brasileiros no setor de distribuição de energia e saiu do SENDI muito satisfeita com a forma com que o assunto foi tratado no evento. Nesta edição, 776 trabalhos técnicos foram inscritos, dos quais 200 foram selecionados para apresentação em sessões técnicas e 80 em formato de pôster. As mostras englobaram 23 temas do mercado de distribuição de energia e aconteceram simultaneamente em 12 salas do evento. “Representantes de concessionárias de todo o Brasil trouxeram as melhores práticas e possibilitaram essa troca de conhecimentos e experiências entre os diversos players do mercado”, afirmou o presidente da Copel Distribuição, Antônio Guetter.

O presidente da ABRADEE destacou também a relevância dos temas debatidos e o gabarito dos palestrantes presentes. “Tivemos, nesta edição, o primeiro ministro a participar do SENDI na era democrática. O último foi em 1980, no governo Figueiredo: César Cals”, lembrou Fonseca Leite, referindo-se à participação do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. O ministro, por sua vez, ressaltou uma série de ações adotadas em quase seis meses de gestão – como, por exemplo, o resgate do papel que cada órgão governamental desempenha na adoção das políticas públicas para o setor. “Havia uma disputa de espaço onde se confundia o que era papel do governo, da agência reguladora e de outros setores envolvidos da área de geração, transmissão e distribuição. Procuramos estabelecer uma nova dinâmica de relacionamento. Parece apenas palavrório, mas para quem investe no setor elétrico, este ambiente de harmonia gera tranquilidade na tomada de decisões”, afirmou o ministro.

O SENDI 2016 contou também com dois eventos que antecederam o Seminário: o VI Rodeio Nacional de Eletricistas e a primeira edição do Hackathon SENDI, que aproximou o público acadêmico do setor. “O Hackathon trouxe uma oxigenação ao SENDI e a nossa recomendação é que seja repetido para as próximas edições do evento”, afirmou o presidente da ABRADEE, Nelson Fonseca Leite.

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