Sesi realiza torneio de robótica em Curitiba

A competição é fruto de uma parceria do Sesi Departamento Nacional com a organização norte-americana First (For Inspiration and Recognition of Science and Technology) e o grupo dinamarquês Lego Education, um programa internacional voltado para crianças de 9 a 16 anos, criado para despertar o interesse dos alunos em temas como ciência e tecnologia no ambiente escolar. Em Curitiba, o Torneio First Lego League acontece nos dias 17 e 18 de fevereiro de 2017, no Colégio Sesi da Cidade Industrial.

Cada equipe participante do torneio é formada entre 2 e 10 estudantes de escolas públicas e particulares . Grupos de amigos também podem participar sem vínculo com escolas: são as chamadas equipes de “garagem”. As melhores equipes da fase regional garantem vaga na etapa nacional. O Sesi no Paraná é o operador oficial da Regional Paraná e, de Curitiba, sairão sete equipes classificadas para o nacional, que acontece em Brasília.

As provas exigem habilidade técnica, criatividade e conhecimento sobre o mercado de trabalho e robótica. Durante os dois dias de torneio, os estudantes serão provocados a apresentar soluções e produtos para empresas e para a comunidade, sempre por meio de robôs construídos com peças de Lego. Além de despertar os estudantes para o uso da tecnologia, a iniciativa também fortalece a capacidade de criatividade e raciocínio lógico, inspirando jovens a seguir carreira no ramo da engenharia, matemática e da tecnologia.

Relação humanos e animais

O tema deste ano é o “Animal Allies”, um incentivo aos estudantes para a pesquisa da relação entre humanos e animais. É o caso, por exemplo, das consequências de um desmatamento ou da necessidade de resgate de animais em área de risco; as equipes pensarão como a robótica pode aliar pessoas e animais na solução de problemas como estes.

“A cooperação pode aprimorar e facilitar o dia a dia dos dois lados. Para cuidar de problemas de saúde de animais em extinção, por exemplo, eles precisam ser transportados para laboratórios e recebem cuidados especiais. Os humanos também precisam da ajuda dos bichos, por exemplo. Para se alimentar, o homem desenvolveu a tecnologia de automatização da ordenha de animais leiteiros. Outro grande exemplo é o uso de cães-guia por deficientes visuais”, detalha a operadora regional do torneio no Paraná, Raquel do Nascimento.

Uma das atividades é a programação de robôs autônomos usando a tecnologia Lego Mindstorms para cumprir as missões da mesa de competição. Além dos três primeiros colocados na Champion’s Award, serão premiadas quatro equipes na categoria Design do Robô, outras três na área de pesquisa e mais três no quesito Core Values.

“Os alunos têm que utilizar as peças da Lego para montar seus robôs. Hoje, são permitidos apenas os motores EV3 e NXT, sendo que todo processo de concepção, pesquisa e competição tem que ser feito exclusivamente pelos participantes. Já o desafio do robô apresenta missões que mostram como a tecnologia e a inovação permitem que seres humanos e animais interajam e cooperem em benefício mútuo”, revela Yuri Queiroz, Analista Técnico da Gerência de Educação Básica e Continuada do Sesi no Paraná.

O Sesi trabalha com temas relacionados à robótica/Lego e programação em sua matriz curricular desde 2010 de modo a estimular a participação dos alunos em campeonatos como esse. “Tem equipes que constroem protótipos porque querem se preparar para participar da competição, pois sabem que a disputa é muito acirrada. Antes eram ações bem pontuais, mas quando nos tornamos operadores oficiais (até 2019), isso passou a ser mais trabalhado com os alunos em festivais. É nítido o quanto os alunos se dedicam”, revela Queiroz.

Na última temporada (2015/2016), foram 1.300 equipes inscritas, das quais 500, de escolas públicas e privadas, foram selecionadas. Na etapa nacional, realizada em Brasília em março de 2016, competiram 77 equipes. Destas, 19 se classificaram para disputas internacionais nos Estados Unidos, Espanha, Filipinas e Austrália.

Finais

Até março de 2017 a competição será realizada em 11 cidades. As melhores equipes dessa fase garantem vaga na disputa nacional. Aqui no Paraná ocorreram seis seletivas, até chegar ao total de 40 equipes competidoras na final regional.

Fonte: Agência FIEP

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