Indústria 4.0 é tema de simpósio SAE BRASIL em Curitiba

Discutir possíveis formas de interagir com as ferramentas da Indústria 4.0 e encontrar soluções eficazes para o aumento da produtividade nas empresas é a proposta do 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura. Sob a direção de Carlos Gallani, gerente técnico de Planta da Bosch, o encontro será realizado dia 30 de novembro, na FAE Business School, em Curitiba.

Sob o tema “Produtividade, Conhecimento e Tecnologia: Fábrica 4.0 como Alavanca para a Mudança Competitiva”, o simpósio anual reunirá representantes de montadoras, empresas fornecedoras e universidades, que irão difundir novas tecnologias e melhores práticas de manufatura em apresentações e sessões de debates, organizadas em dois painéis temáticos. (Ver abaixo a programação do encontro)

Para Gallani, é preciso aliar produtividade, conhecimento e tecnologia para alcançar as mudanças que irão alavancar o crescimento no contexto da Indústria 4.0. “Se por um lado nós temos desafios no preparo de nossas competências profissionais e no desenvolvimento de uma infraestrutura de dados robusta, há também oportunidades para criar essa nova realidade industrial e ser protagonista do futuro”, aponta.

O simpósio é destinado a engenheiros e profissionais das áreas de manufatura, processos e produtos, assim como estudantes de engenharia. “Os simpósios da SAE BRASIL abordam temas importantes para a comunidade da engenharia da mobilidade e trazem visão das tendências globais em tecnologias de ponta”, diz o engenheiro Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL.

Organizado pela Seção Paraná e Santa Catarina da SAE BRASIL, sob a direção do engenheiro Massami Murakami, o 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura conta com os seguintes apoiadores e patrocinadores: Bosch, CNH Industrial, FAE Business School, FIEP/ SESI/ SENAI/ IEL, Siemens e Stäubli.

PROGRAMAÇÃO DO 8º SIMPÓSIO SAE BRASIL DE SISTEMAS DE MANUFATURA

30 DE NOVEMBRO

8h15 – Boas-vindas com Jorge Apóstolos Siarcos, reitor da FAE.

8h40 – Solenidade de Abertura com Carlos Gallani, chairperson do 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura e gerente técnico de Planta da Bosch.

PAINEL TECNOLOGIA

9h – Palestra “Rota 2030, a Nova Política Industrial do Setor Automotivo”, com Antonio Megale, presidente da ANFAVEA.

9h30 – Palestra “As Mudanças da Automação Industrial com a Nova Revolução”, com Ronaldo Diotto, gerente de Manufatura da AGCO Group.

10h – Palestra “Desafios e Experiências da Indústria 4.0 na Fábrica”, com Bruno Ayusso, gerente de Engenharia de Processos da Empresa Brasileira de Compressores (Embraco).

11h – Palestra “A Manufatura na Fábrica do Futuro”, com Celso Placeres, diretor de Manufatura da Volkswagen.

11h30 – Palestra “As Fábricas Inteligentes da Nova Revolução Industrial”, com Antonio Mandalozzo, gerente industrial de Operações Inteligentes da Electrolux para América Latina.

12h – Palestra “Jornada para a Indústria 4.0”, com Mozarte Reck, gerente da Bosch.

12h30 – Debate moderado por José Vicente Cordeiro, diretor de Pós-graduação da FAE.

PAINEL CAPITAL HUMANO

14h – Palestra “Gestão do Conhecimento na Fábrica Digital”, com Jorge Muniz Junior, coordenador do Curso de Mestrado em Engenharia de Produção da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

14h30 – Palestra “Equipes de Alto Desempenho para a Nova Revolução Industrial”, com Luiz Quinalha, diretor de Fabricação da Renault.

15h – Palestra “Os Desafios da Qualidade na Nova Revolução Industrial”, com Richard Scwarzwald, diretor de Qualidade da FCA para América Latina.

16h – Palestra “Como Promover a Inovação Industrial”, com Alain Tissier, vice-presidente da Renault do Brasil.

16h30 – Debate moderado por Marcio Migues, acadêmico da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

17h10 – Cerimônia de Encerramento com Alexandre Maneira, gerente do 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura e professor da FAE.

8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura
Data: 30 de novembro de 2017, das 8h30 às 17h30.
Local: FAE Business School (auditório) – avenida Visconde de Guarapuava, 3.263, Centro, Curitiba, PR

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Tecnologia deve focar em soluções relevantes para o consumidor

Foto: Gelson Bampi/Agência Fiep

O consumidor final como protagonista e como alvo de todas as soluções é o que deve nortear os avanços tecnológicos na era da quarta revolução industrial. O tema foi debatido por especialistas nesta quarta-feira (16), em Curitiba, na Jornada para o Mundo Digital, realizada pelo Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O evento reuniu cerca de 850 pessoas entre industriais, lideranças empresariais e profissionais da área de tecnologia para mostrar os avanços tecnológicos que já aconteceram nas duas últimas décadas e falar sobre o que está por vir na Indústria 4.0.

O evento foi aberto pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, que destacou o papel da entidade no apoio ao setor produtivo na adesão à indústria 4.0. “ Especialmente o Senai sempre foi reconhecido pela alta competência na área de educação profissionalizante. Nos últimos anos investimos também em inovação tecnológica com um reposicionamento de sua marca não só fortalecendo sua atuação como principal interlocutor da sociedade em educação profissional, mas também com capacidade de atender a indústria na área da inovação tecnológica”, destacou.

A presidente da Microsoft, Paula Bellizia, trouxe o dilema entre respeitar o legado das indústrias e buscar novas formas de contato com o consumidor. “A indústria de tecnologia não respeita a tradição, respeita, sim, a inovação. É preciso quebrar paradigmas e sempre fazer o melhor para o cliente e sem atalhos, de forma direta. Isso não tem erro”, disse Paula Bellizia. Segundo ela, a tecnologia deve empoderar as pessoas e as organizações para que elas conquistem cada vez mais. Nesta busca, de acordo com ela, a Microsoft mantém mais de 100 data centers em todo o mundo, onde investe US$ 5 bilhões ao ano.

Fazer e pensar diferente

“A transformação digital não pode ser mais do mesmo. Tem que ser algo diferente e deve acontecer em toda a organização e não mais apenas em um setor”, destacou Cassio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisa da Gartner Research, organização de pesquisa na área tecnológica. Segundo ele, a tecnologia está disponível. “O problema é a cultura e isso não se muda do dia para a noite”, disse. Para ele, esta transformação deve estar pautada em quatro pilares: tecnologia, gestão, gente e liderança.

Dreyfus diz que a transformação digital vai acontecer num prazo de quatro a cinco anos e deve começar com o engajamento das pessoas. “É preciso engajar as pessoas, depois criar a visão e o plano. Este plano deve ser executado, monitorado e ajustado sempre que necessário”, disse. “A transformação digital prevê a mudança das organizações que trabalham no sistema de comando e controle para passar a trabalhar com liderança e colaboração”, frisou.

O prazo para implementar a digitalização e conexão dos processos pode variar, mas é algo que em breve será realidade. “A jornada digital é um caminho sem volta e sem fim. É permanente. É preciso falhar cedo e aprender rápido. É preciso ser rápido e sair na frente”, disse Rogério Martins, vice-presidente global da Whirlpool – Inovação e Desenvolvimento de Produtos de Refrigeração. Segundo ele, o tempo é o recurso mais valioso para todas as pessoas. Por isso, todas as empresas devem ter o consumidor no centro de suas atenções para promover soluções que facilitem a sua vida. “É preciso conhecer melhor o consumidor. É para ele que devemos fazer a transformação digital. Se focarmos em qualquer outra coisa que não seja o consumidor vamos nos desviar do nosso propósito. “A tecnologia sem propósito é complexidade”, disse.

No setor onde atua, Martins conta que a transformação digital viabiliza, por exemplo, o monitoramento da performance dos eletrodomésticos remotamente e consegue atuar de forma proativa com a prestação de serviços. “Não é um redesenho. É preciso repensar tudo e tudo tem que estar focado em soluções relevantes para o consumidor”, frisou.

Tecnologia e produtividade

O diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Rafael Lucchesi informou que a indústria brasileira ainda usa a tecnologia de forma incipiente. “Embora 85% dos executivos brasileiros considerem a indústria 4.0 como algo importante, apenas 48% afirmam que fazem uso das modernas tecnologias de digitalização. “Temos que melhorar o uso da tecnologia, adotar plantas industriais inteligentes e customizadas. Segundo ele, a tecnologia pode contribuir para melhor os níveis de produtividade no Brasil. Hoje o rendimento de quatro trabalhadores brasileiros equivale a um trabalhador norte-americano. “Neste quesito estamos atrás de México e Argentina”, disse.

Lucchesi destacou a importância de formar o trabalhador para atuar na Indústria 4.0. “Hoje 78% do emprego no Brasil é desempenhado por pessoas com qualificação técnica e apenas 3% por profissionais com ensino superior”, informou. Ele lembrou que o Senai teve papel decisivo na terceira revolução industrial formando mão de obra e agora terá também papel decisivo na quarta revolução”, disse, acrescentando que cerca de 95% das vagas abertas pelo setor industrial demandam profissionais formados pelo Senai. Segundo Lucchesi, o desafio é grande porque estima-se que 65% das crianças de hoje atuarão no futuro em profissões que ainda não existem.

O diretor da CNI citou o programa Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta), do Senai. O programa começou com a meta de buscar um ganho de 20% de produtividade e nas 2.300 indústrias que estão sendo atendidas já conseguimos alcançar um aumento médio de 52% em cerca de dois anos do programa.

Lucchesi falou também das soluções tecnológicas que estão em desenvolvimento na rede de institutos de tecnologia e de inovação do Senai, como robôs autônomos para trabalhos em poços de alta profundidade e tintas automotivas regenerativas.

Fonte: Fiep

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Sistema Fiep promove evento para discutir indústria 4.0

Imagine a possibilidade de ter a representação virtual do processo de produção de um carro: visualizar como o veículo seria, realizar melhorias e simulações, e, aí sim, implementar o produto real. A realidade parece distante, mas é dessa forma que iremos trabalhar nos próximos anos, na chamada Indústria 4.0, que já é considerada por muitos especialistas a “4ª Revolução Industrial”. O impacto desta revolução no progresso industrial paranaense é o foco da “Jornada para o Mundo Digital”, evento que é promovido pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná e acontece no dia 16 de agosto, no Campus da Indústria em Curitiba.

Voltado para indústrias, startups, empresários, imprensa e pessoas interessadas em tecnologia e inovação industrial, a jornada tem o objetivo aprofundar conhecimentos e mostrar como a Indústria 4.0 impacta no progresso do setor industrial. O evento terá palestras, workshops e painéis de discussão com renomados profissionais da área.

Entre os palestrantes estão Paula Bellizia – presidente da Microsoft Brasil; Cassio Dreyfuss – vice-presidente de pesquisa do Gartner; Cezar Taurion – head de Transformação Digital da Kick Ventures; Edson Campagnolo – presidente do Sistema Fiep; Rogerio Martins – vice-presidente global Whirlpool para Inovação e Desenvolvimento de Produtos de Refrigeração.

Cases

Serão apresentadas experiências de indústrias instaladas no Brasil que já implantaram processos alinhados com a quarta revolução industrial. Elas fazem parte de um grupo de empresas que já compreendeu os ganhos de competitividade trazidos por esta nova forma de produção. Porém, pesquisa realizada em 2016 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que ouviu 2.225 indústrias de todos os portes, mostra que mais da metade delas ainda não utiliza nenhuma das dez tecnologias digitais listadas no levantamento – como automação digital sem sensores; prototipagem rápida ou impressão 3D; utilização de serviços em nuvem associados ao produto; ou incorporação de serviços digitais nos produtos.

Jornada para o mundo digital

Data: 16 de agosto, das 8h às 17 horas.
Local: Campus da Indústria do Sistema Fiep. Avenida Comendador Franco, 1341. Curitiba.
Inscrições gratuitas: http://www.sistemafiep.org.br/jornadadigital/#inscreva-se

Fonte: Fiep

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Presidente da ABRH-PR analisa a importância da liderança na “Indústria 4.0”

Em poucos anos, os processos de produção deverão se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis. É a “Indústria 4.0”, que engloba as principais inovações nos campos de automação, controle e tecnologia da informação. A quarta revolução industrial afetará o mercado como um todo e exigirá a criação de modelos de negócios mais inteligentes. O perfil da mão-de-obra deverá mudar significativamente e na esteira dessa transformação está uma nova proposta em gestão de pessoas.

Ao analisar os desafios e os avanços da “Indústria 4.0” no mercado de trabalho, a presidente da ABRH-PR – Associação Brasileira de Recursos Humanos no Paraná, Susane Zanetti, assinala que, com certeza, as indústrias continuarão precisando de gente com formação específica, mas os profissionais terão de lidar cada vez mais, por exemplo, com áreas sobre as quais não estudaram na faculdade. Igualmente, as empresas deverão voltar suas estratégias em gestão de recursos humanos priorizando a capacitação em relacionamento e a formação de lideranças.

Susane coloca que as organizações deverão investir pesado no desenvolvimento de um ambiente de trabalho com liderança inspiradora e transformadora. O apoio do corpo diretivo para novas ideais, respeito à diversidade, autonomia e liberdade na tomada de decisões também deverão ser disseminados nesse novo formato de gestão de pessoas. Neste contexto, está a importância da formação de lideranças.

Para Susane o verdadeiro líder se apresenta na crise, no caos, nos períodos de maior adversidade com resultados diferenciados e novas formas de pensar e agir. “Então, falamos de um líder positivo, defensor de valores e com valores. De um líder que não se preocupa só com a sua vida e carreira, mas com seu legado na vida e carreira”, pontua.

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