A inesgotável evolução dos dispositivos

Por Américo Tomé, diretor de Marketing da Intel Brasil

Os indivíduos e empresas guiam suas decisões tecnológicas com base nas experiências, sem se importar com o tipo de dispositivo. A pessoa não só pensa no aparelho que leva consigo, mas também no que há “do outro lado”. O exemplo mais simples são as operadoras de telefonia celular. O usuário de hoje sabe quem está lhe prestando um serviço e tira suas próprias conclusões sobre cada provedor.
Isto representa uma mudança de mentalidade. O usuário vê um “nível de serviço”, ao invés de concentrar-se unicamente no equipamento que tem em suas mãos. A avaliação do serviço inclui aspectos como quão confiável é a minha conexão com a rede (se cai com frequência), com que velocidade abre os meus aplicativos (tenho que esperar muito para que eles carreguem?), e em que zonas geográficas oferecem boa cobertura (funciona bem em casa, no escritório ou em qualquer lugar?).

O usuário também experimenta outras situações que, ainda que não sejam todos os dias, o afetam. Por exemplo: O que consigo fazer se estiver desconectado? Posso continuar escrevendo meu relatório ou fico parado com a falta de conexão? Quanto preciso continuar pagando depois de ter adquirido meu dispositivo? Quem tem acesso a minha informação pessoal ou corporativa?

Nuvem ou escritório virtual?
O crescimento da nuvem é um convite no que tange ao plano de ter um “escritório virtual”. Neste conceito, a maioria da informação do usuário é armazenada no data center. Como tudo está contido ali, é possível acessar informações de qualquer dispositivo (telefone, tablet, PC, etc). Se a nuvem é consciente quanto ao cliente, pode trocar o formato da informação para ajustá-lo ao dispositivo. Por exemplo, não se deve enviar o mesmo pacote de informações a um Ultrabook™, que tem forte capacidade de processamento e grande tela, e a um smartphone.

Ainda que o conceito seja interessante, possui seus desafios. A experiência dos usuários pode ser a esperada se ele necessita de mobilidade, ou se as redes de comunicação não possuem alta capacidade e confiabilidade nos locais de trabalho. Se os equipamentos não ofertarem processamento local, e depender do data center, uma queda do mesmo ou do serviço de telecomunicações pode deixar toda a empresa inoperante.

Tablets
O tablet entrou nas empresas como “equipamento de acompanhamento”. O trabalhador móvel tinha melhor experiência acessando e-mail via tablet do que pelo smartphone. Para assuntos mais exigentes, como escrever um documento grande, preparar uma apresentação ou fazer cálculos, o PC continuava sendo fundamental.

Recentemente foram lançados mais modelos de tablets corporativos. Estes se diferenciam de um tablet de entretenimento porque possuem melhor desempenho, maior número de portas, trabalham com aplicativos normais do escritório e a equipe de TI da empresa pode gerenciá-los em seu diretório ativo.

2 em 1
Estes equipamentos representam a junção dos tablets com os PCs. Possuem a elegância e a interface de toque do tablet, e ao mesmo tempo oferecem a velocidade, a inteligência e a experiência do usuário de um computador. Em alguns 2 em 1, a tela pode ser separada do teclado enquanto em outros ela pode ser girada de algum modo para converter o computador em tablet ou vice-versa.

Mobilidade e Elegância
Os tablets e os 2 em 1 agregam um pouco de imagem à experiência do trabalho móvel. Por isto, não é de surpreender que os primeiros usuários corporativos deste tipo de equipamento sejam os que necessitam se movimentar constantemente e manter contato com os clientes ou parceiros de negócios. Isto inclui, principalmente, os altos executivos e as equipes de vendas. À medida que tendências como o teletrabalho crescem, os tablets e 2 em 1 chegarão também às mãos de outros trabalhadores, que atualmente utilizam notebooks ou desktops.

Dispositivos vestíveis
Este termo, traduzido do inglês wearable devices, significa dispositivos vestíveis, ou seja, são produtos inteligentes que nos acompanham sem que a gente sinta que os carrega. Várias empresas lançaram seus modelos de óculos, relógios e outros acessórios que começam a nos mostrar e a enviar informações. Em setembro do ano passado, a Intel anunciou a família de processadores Intel® Quark, que em um futuro próximo começaremos a ver em outros tipos de lugares, ajudando o crescimento da “Internet das Coisas”, também conhecida como Internet of Things ou IoT.

Computação Perceptiva
Outra área de avanço computacional é o PerC ou Perceptual Computing. Os equipamentos de computação continuarão melhorando seus “sentidos” para que a nossa interação com eles seja mais natural, intuitiva e envolvente. Podemos conversar com eles em nossa linguagem natural e sermos entendidos quando lhe dissermos algo como “liga para o Pedro e lhe diga que nos vemos às 8”.
Ao invés de diversas senhas, poderemos nos posicionar em frente ao equipamento que ele reconhecerá nosso rosto, sem importar que estejamos um pouco de lado, ou que não tenhamos feito à barba. Ele saberá se está vendo o rosto real da pessoa, e não uma foto ou uma máscara. Também poderá reconhecer se a voz que escuta é ou não a nossa.

Por último, o reconhecimento de gestos será cada vez mais fino, variado e poderoso. Isto nos permitirá usar os gestos em aplicativos onde os movimentos sejam mais precisos.

Isto não é ficção científica. A maioria destas tecnologias já está disponível. Aplicativos de demonstração e um kit de desenvolvimento podem ser encontrados em www.intel.com/perceptual.

(*) alguns nomes e marcas são de propriedade de seus respectivos donos.

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