Amcham Curitiba cria grupo de trabalho para discutir a crise hídrica

Completando quase um ano, a crise hídrica no Paraná já é considerada a maior dos últimos 50 anos. Por isso, pensando em ajudar o setor privado a encontrar alternativas para a economia de água, a Amcham Curitiba (Câmara Americana de Comércio) criou um Grupo de Trabalho para discutir o tema.

De acordo com a coordenadora regional da Amcham Curitiba, Isabella Francesquini, o Grupo de Trabalho tem o objetivo de tratar de pautas práticas e aplicáveis entre as empresas. ‘‘Esse compartilhamento entre executivos tem grande valor no apoio entre pares e para as organizações como um todo, que ainda buscando melhores formas de contribuir com a economia de água e com o encerramento da crise hídrica, que é algo que tem afetado Curitiba e região de uma maneira alarmante’’, diz. ‘‘Queremos aumentar o número empresas participantes, auxiliar na discussão sobre o tema e buscar soluções práticas e inovadoras para a crise’’, afirma.

Boas práticas

No primeiro encontro, foram apresentadas medidas que vêm sendo tomadas pelas companhias para ajudar na economia de água. A fabricante de soluções biológicas Novozymes está discutindo e elaborando resoluções para o problema por meio de um comitê interno. ‘‘A solução mais rápida foi a implantação de cisternas, mas também já estamos estudando outras alternativas’’, destaca a representante da empresa, Camila Lisboa Haiducki.

Camila também sugeriu que outras empresas sigam essas alternativas. ‘‘Além de economizar água para a sociedade e o meio ambiente, a empresa também economiza dinheiro’’, afirma. ‘‘Todas podem fazer ações como revisar encanamentos de tempos em tempos para evitar vazamentos e ciclo fechado de água (quando efluentes são tratados mais próximo do fornecimento de água potável)’’, conclui.

Segundo o representante da indústria química Hexion Inc., Fernando Henrique Soares, reutilizar a água da chuva pode ser uma alternativa para este ano.

De acordo com o representante do laboratório Lactec, Valnei Andretta Junior, a economia de recursos naturais precisa virar algo constante não só no Paraná, mas também em todo o Brasil. ‘‘Precisamos focar no além, a economia de água precisa virar uma cultura’’, diz. Segundo ele, o laboratório está focando na durabilidade dessas alternativas.

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