Author Archive admin

UFPR está entre as melhores do mundo, de acordo com ranking internacional

A Universidade Federal do Paraná é considerada uma das mil melhores universidades do mundo pelo QS World University Rankings 2022 e mantém a posição há quatro anos. A UFPR foi considerada a 35ª melhor universidade da América Latina, a 13ª do Brasil e a 1ª do Paraná, seguida no estado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e pela Universidade Estadual e Londrina (UEL).

A UFPR se destacou nos critérios de reputação acadêmica, reputação entre os empregadores no mercado de trabalho e na proporção entre a quantidade de alunos e de professores. Apenas 1300 universidades do mundo e 27 do país são listadas na análise. No caso do Brasil, a maioria são instituições públicas de ensino.

QS World University Rankings

O ranking anual é elaborado pela Quacquarelli Symonds (QS). A empresa britânica do ramo da educação usa dados empregadores e de especialistas de todo o mundo para montar a lista.

Metodologia

A avaliação leva em conta seis métricas: reputação acadêmica, citações pelo corpo docente, reputação do empregador, proporção alunos/professor, índice de professores e de estudantes internacionais.

Para construir os dados de reputação acadêmica, por exemplo, o ranking reúne a opinião de 130 mil pessoas atuantes no ensino superior sobre a qualidade do ensino e da pesquisa nas universidades. A reputação do empregador avalia como a instituição de ensino é vista pelo mercado de trabalho. O dado é baseado em 75 mil respostas a uma pesquisa realizada com empregadores. A proporção alunos/professor é uma forma de analisar a facilidade com que o estudante terá acesso aos docentes.

As citações por corpo docente pretendem avaliar a qualidade da pesquisa desenvolvida na instituição. O cálculo leva em conta o número total de citações em artigos de uma instituição no banco de dados Scopus da Elsevier por cinco anos e divide pelo número de docentes. Por fim, a análise da internacionalização é avaliada pelo índice de alunos e de professores internacionais.

Clique aqui para acessar o ranking.

Fonte: UFPR

Cresce a busca por roupas de inverno em aplicativo de trocas no Paraná

Com a aproximação da estação mais fria do ano, buscas por itens como jaquetas e botas apresentaram aumento no último mês. 

O aplicativo Finpli promove a troca de produtos e serviços entre pessoas sem que haja valor financeiro envolvido. Gratuito e de fácil uso, o app foi lançado pela Startup Curitibana em março deste ano na capital paranaense.

Falando especificamente do perfil curitibano, as mulheres dominam (67%) como usuárias. Entre os itens mais procurados por elas nos meses de março e abril, destacam-se artigos de vestuário, bem como produtos de beleza e cuidado pessoal . O público masculino demonstra interesse por acessórios automotivos, informática e games.

Com a aproximação do inverno, os itens com maior crescimento nas buscas foram, respectivamente: jaquetas (+82%), calças (+49%) e botas (+33%).

Atualmente, a  cidade representa 63% da base de cadastro do app.

“Nossa meta é ampliar a área de atuação do aplicativo no segundo semestre de 2021 para o Sudeste e, posteriormente, abrir para todo o país em 2022”, afirma Luiz Gerber, sócio e cofundador do Finpli.

Cientistas concluem o sequenciamento do genoma humano

Entenda o que significa na prática o anúncio da conclusão de 100% do sequenciamento do genoma humano.

O avanço da ciência no campo da genética foi avassalador nos últimos anos. Esse ano completam-se 30 anos do início do Projeto Genoma Humano e é inegável o quanto mudou de lá para cá. Em abril de 2000, o geneticista americano Craig Venter anunciou que 99% do genoma humano havia sido decodificado. À época, o projeto custou US$ 3 bilhões. Já no final de 2008, tínhamos Sequenciadores de Nova Geração capazes de sequenciar bilhões de bases de cada vez, permitindo ler um genoma inteiro por US$ 300 mil. Atualmente, o custo fica abaixo de US$ 1 mil. Porém, algumas pequenas regiões do genoma humano são mais difíceis de sequenciar, e tinham ficado de fora dos projetos anteriores. Agora, em maio de 2021, cientistas do Telomere to Telomere (T2T) anunciaram ter concluído o sequenciamento de 100% do genoma humano, denominado de T2T-CHM13, que corrigiu vários erros do mapeamento original e introduziu quase 200 milhões de novos pares de bases.

Esses avanços tecnológicos baratearam o processo de sequenciamento do genoma e também propiciaram o aumento exponencial da geração de informações genéticas, produzindo mais de 20 petabytes (que equivalem a 20 mil terabytes) de dados a partir das informações biológicas de cada indivíduo. Além disso, esse aumento de conhecimento abre um leque sem fim de oportunidades: desde sequenciar o genoma do coronavírus para acompanhar sua evolução e desvendar pistas sobre a sua origem, até conseguir desenvolver produtos customizados, como medicamentos e outros, que possam ser consumidos diretamente pelas pessoas, sem intermediários. É a era da genômica pessoal, em que todos poderemos ter acesso a informações sobre nossos genes para tomar decisões personalizadas.

O relatório “Direct-to-consumer genetic testing: Opportunities and risks in a rapidly evolving market | Winning with technology series”, produzido pelo Global Strategy Group, da KPMG, mostra que os testes genéticos, antes realizados somente por grandes laboratórios especializados, agora podem ser feitos de forma barata, rápida e direta pelos consumidores, como resultado de um rápido avanço tecnológico. Segundo o MIT Technology Review, ao menos 26 milhões de pessoas já coletaram amostras de saliva ou de células da bochecha para ter parte do genoma analisado. E a expectativa é que, em aproximadamente dois anos, mais de 100 milhões de indivíduos no mundo tenham acesso a detalhes sobre suas informações genéticas.

Hoje já é possível e mais acessível cuidar da nossa saúde de forma preditiva, através de testes genéticos. Alguns deles são até vendidos em farmácias locais, como ferramentas importantes de conhecer o próprio dado biológico, nos aproximando do conhecimento sobre predisposições de doenças às quais cada um está geneticamente mais propício a desenvolver e de saber como essas informações podem ser importantes na tomada de algumas escolhas e decisões ao longo da vida. 

Em um exemplo aplicado, uma pessoa ao saber precocemente que possui 70% de chances de desenvolver câncer de mama pode: Tomar a decisão de diminuir o intervalo das consultas de prevenção no intuito de realizar um acompanhamento mais próximo; passar a avaliar a melhor escolha de plano de saúde para ela, considerando a cobertura de médicos especialistas e uma rede de referência no tratamento da doença, caso um dia precise de tratamento; bem como  avaliar com seu médico de confiança possibilidades de prevenção válidas para o seu caso. Um caso conhecido é o da atriz Angelina Jolie, que foi orientada por seus médicos a fazer a retirada das mamas, devido à alta predisposição ao câncer de mama.

“O rastreamento genético é uma forma revolucionária de lidar com as doenças antes delas aparecerem. O acesso às suas informações individuais de saúde permite a tomada de importantes decisões, garantindo um cuidado preventivo, personalizado e efetivo”, conclui David Schlesinger, CEO do meuDNA, healthtech voltada para o mapeamento genético.

EBANX anuncia mega rodada de investimento de US$ 430 milhões da Advent International

O EBANX, uma das maiores empresas de pagamento do mundo para clientes globais, anuncia hoje uma mega rodada de investimento de US$ 430 milhões pela Advent International.  Com o acordo, a Advent investe agora US$ 400 milhões e compromete outros US$ 30 milhões para apoiar o futuro IPO da companhia brasileira, a ser realizado nos Estados Unidos. Após o aporte, a Advent entra como sócio minoritário e os fundadores do EBANX permanecem como majoritários. A FTV Capital, que investiu no EBANX em outras rodadas, continua entre os sócios.

O EBANX utilizará a maior parte do investimento em sua expansão pela América Latina, atração de novos talentos e para a aquisição de empresas na região. “Investir no desenvolvimento de produtos de ponta e expansão de mercado para atender empresas globais interessadas na América Latina sempre foi nosso objetivo. A chegada da Advent acelera esse processo e traz a experiência necessária para continuarmos a entregar a melhor experiência em pagamentos digitais na região”, diz João Del Valle, CEO e cofundador do EBANX.

Expansão na América Latina, talentos e tecnologia de ponta

Por meio das soluções financeiras da fintech, mais de 70 milhões de consumidores latino-americanos já pagaram pelos produtos e serviços de empresas como Spotify, Uber, Shopee, Alibaba e Amazon. A empresa cresceu em um ritmo exponencial nos últimos anos e processou mais de 145 milhões de transações só em 2020.

“O EBANX é uma das empresas mais impressionantes que conheci nos últimos 20 anos”, diz Mario Malta, sócio da Advent responsável pelos investimentos do fundo na área de serviços financeiros na América Latina. “É o líder em um mercado em altíssimo crescimento, servindo clientes que estão entre as marcas que mais crescem no mundo, e os ajudando a vender com simplicidade, confiança e alto nível de aprovação de transações”.

Atração de talentos também ganhará força com o aporte, dando sequência aos movimentos que recentemente trouxeram Alexandre Dinkelmann (ex-TOTVS) para o cargo de Chief Financial Officer do EBANX e levaram Ariel Patschiki, sócio e até então Diretor de Produto B2C da fintech, à posição de Chief Product Officer. “Contar com os melhores profissionais do mercado é essencial para evoluirmos nosso serviço e a experiência do nosso cliente. Este novo momento reforçará ainda mais isso”, diz Wagner Ruiz, Chief Risk Officer e cofundador do EBANX.

Um sócio com expertise em pagamentos globais

Os recursos para o investimento da Advent em um dos principais unicórnios da América Latina vêm de seus quatro programas de investimento: Latin American Private Equity Fund (LAPEF), Global Private Equity (GPE), Advent Tech (AGT) e Sunley House Capital (SH). Esta é a primeira vez na história que os quatro programas de investimento geridos pela Advent investem num mesmo negócio. A nova rodada é também o maior investimento da Advent em uma empresa latino-americana de tecnologia. “Os três fundadores, João, Wagner e Alphonse, são apaixonados por seu negócio e obstinados em servir os clientes com perfeição. Eles estão criando uma história marcante como empreendedores brasileiros e estamos muito honrados em fazer parte dessa trajetória”, diz Brenno Raiko, sócio responsável pelos investimentos da Advent no setor de tecnologia na América Latina.

Desde 2008, a Advent já investiu mais de US$ 5 bilhões em onze empresas de pagamentos e apoiou essas companhias em mais de 40 aquisições. “Estamos muito felizes em concluir a operação com a Advent, um parceiro com profundo conhecimento e expertise no setor de pagamentos. É um sócio com uma bagagem impressionante que vai nos ajudar a escrever os próximos capítulos da história do EBANX”, conclui Del Valle.

5 dicas de segurança digital para usar o WhatsApp Pay

Lançado recentemente no Brasil, o Whatsapp Pay foi desenvolvido com intuito de permitir que os usuários do app façam transferências entre si sem precisar pagar taxas ou acessando outras plataformas bancárias. O aplicativo, que já conta com a função de ligações e chamadas de vídeo, agora também poderá receber transações dentro da própria ferramenta apenas de CPF para CPF, por enquanto.

De acordo com Marcio D’Avila, especialista em segurança digital e consultor técnico da Certisign, a novidade é ótima e facilita a vida das pessoas, mas é preciso ter alguns cuidados para usufruir da ferramenta com segurança e evitar dor de cabeça.

Segundo D’Avilla o usuário precisa ficar atento aos seguintes pontos:

1. Ative a confirmação em duas etapas no seu WhatsApp: este recurso adiciona uma camada de segurança no acesso ao seu aplicativo por meio da criação de uma senha, chamada PIN. É importante, também, neste processo, cadastrar um e-mail que servirá para proteger a sua conta e redefinir o seu PIN caso você o esqueça.

2. Não envie, compartilhe ou informe códigos de verificação: ao compartilhar, o aplicativo pode ser clonado e, por consequência, transações podem ser realizadas sem consentimento ao compartilhar essa informação.

3. Evite fazer transações usando redes públicas (wi-fi gratuito): caso não tenha outra opção, ao se conectar, veja se a rede é segura e, portanto, se está protegida por um Certificado SSL: observe se há a letra “S” no HTPP, ficando HTTPS, e cadeado no navegador. Clique no cadeado e veja se o Certificado emitido está em nome da página onde você está. Redes sem Certificado SSL colocam em risco seus dados, que podem ser interceptados por terceiros.

4. Instale aplicativos somente a partir da loja do seu sistema operacional: ao baixar apps de fontes desconhecidas, cibercriminosos podem ter acesso aos contatos e a tudo que há em seu dispositivo, inclusive seu WhatsApp.

5. Apenas acesse links confiaveis: mesmo que seja o contato de um amigo ou parente não clique no link, ou faça a transferência. Os cibercriminosos, também, estão criando contas falsas, na qual clonam a lista de contatos para solicitar o envio de valores e distribuir malwares.

Além dessas dicas, o especialista salienta a importância de deixar o perfil no modo privado. “Esta configuração reforça a segurança do WhatsApp permitindo escolher como compartilhar informações com todas as pessoas que você está conversando ou somente com as que estão salvas como contatos da sua agenda”, finaliza

Com restrições, restaurantes enfrentam período mais difícil desde junho de 2020

Impactos sobre consumo, mais severos na 1ª quinzena de abril, foram amenizados com reabertura


O consumo em restaurantes, bares, lanchonetes e padarias registrou queda de 33,2% em abril, é o que apontam os índices divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas. Os dados, calculados a partir da comparação com o mesmo período de 2019, mostram que, em contraponto, os supermercados continuam apresentando números compatíveis com o histórico pré-pandemia – a exemplo da variação apurada de apenas 0,2% no valor gasto.

Os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) mostram ainda retração de 51,4% na quantidade de vendas, impacto mais profundo desde junho de 2020 (-53,1%). Somado a isso, o número de estabelecimentos comerciais que efetivaram transações em abril de 2021 foi 6,9% inferior ao observado no mesmo mês de 2019.

“Após um ano de lançamento do Índice Fipe e Alelo, percebemos que houve melhora nas vendas dos restaurantes que chegaram a registrar uma queda de 61,9% no volume de transações, em abril do ano passado, quando comparado ao mesmo período de 2019”, destaca Cesário Nakamura, presidente da Alelo. “De qualquer forma, os números mostram que o segmento ainda sofre com as fortes restrições, alcançando os piores resultados dos índices desde junho de 2020”, pontua.

Em relação aos Índices de Consumo em Supermercados (ICS), os dados de abril indicam que o segmento encerrou o período com queda de 14% na quantidade de vendas, tendo como base o mesmo período de 2019. Já o número de estabelecimentos que realizaram pelo menos uma venda registou alta de 3,6%.

Segundo os pesquisadores da Fipe, ao analisar os últimos resultados, é possível concluir que o comportamento do consumo nos supermercados durante o mês de abril mostrou-se novamente resiliente ao agravamento do quadro da pandemia, bem como em relação às regras mais rígidas postas em vigor para reduzir o contágio em diversos estados e localidades do país.

Vale destacar que os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) acompanham as transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros; e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) apontam a evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up). Ambos são calculados com base nas operações realizadas a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo território nacional. Além disso, é importante assinalar que a escolha do ano de 2019 para o cálculo dos impactos do consumo se dá pelo fato de que esse ano foi a última referência completa de um período dentro da normalidade da atividade econômica, que ocorreu antes da pandemia.

Dados regionais

Em termos regionais, a análise dos resultados revela que os efeitos da Covid-19 se estenderam por todo o país, com intensidade variável segundo a aceleração ou desaceleração da pandemia em cada localidade, bem como o maior ou menor rigor das medidas restritivas impostas pelos governos estaduais e municipais sobre a operação dos estabelecimentos.

Adotando como parâmetro o valor gasto em restaurantes, o segmento mais fragilizado pela pandemia, é possível evidenciar um impacto negativo similar em 2 das 5 regiões brasileiras: Nordeste (-34,8%) e Sudeste (-34,1%). Entre as demais, a queda no valor total gasto em abril foi de, respectivamente, região Norte (-31,3%), Centro-Oeste (-30,6%) e Sul (-27,4%).

Individualmente, os estados que tiveram os piores resultados foram: Amapá (-44,9%), Tocantins (-43,5%), Bahia (-39,4%), Rio de Janeiro (-38,9%), Ceará (-37,4%) e Amazonas (-35,8%), contrapondo-se àquelas que apresentaram menor retração no consumo: Roraima (-1,2%), Acre (-5,9%), Rondônia (-6,1%), Mato Grosso do Sul (-18,4%) e Espírito Santo (-19,1%). Entre outras unidades federativas, vale mencionar os impactos registrados em: São Paulo (-33,2%), Minas Gerais (-31,9%), Paraná (-30,3%), Santa Catarina (-19,2%), Rio Grande do Sul (-31,4%) e Pernambuco (-30,3%).

A jornada da transformação digital no setor de varejo

Por Fernando Gambôa

Em março do ano passado, quando as medidas de restrição de circulação começaram a vigorar na maior parte dos estados brasileiros, tivemos, o que chamamos em gestão de riscos, do surgimento de um cisne negro, um evento único. Tratava-se do pior pesadelo do varejo brasileiro, que veio à tona com o fechamento das lojas. Isso significou a interrupção abrupta das vendas. Neste cenário, a primeira pergunta foi a seguinte: como seguir? E a resposta veio rapidamente a até naturalmente, seguir por meio do comércio digital.


Como nem todas as empresas estavam preparadas para operar por meio digital e muitas vezes não sabiam qual era o melhor caminha a seguir, o que vimos, em seguida, foi uma adoção massiva de tecnologia, muita digitalização para manter os negócios operando, dos pequenos aos grandes varejistas, passando pelos microempreendedores e varejo de bairro. Isso já indicava um caminho, de que o varejo estava seguindo os passos do varejo chinês e americano e indo rumo a um mercado cada vez mais digital e focado na experiência do consumidor.


Essa digitalização foi muito diversificada e se deu por meio de sites, apps, vendas pelo aplicativo whatsapp, mídias sociais com o comércio eletrônico. Fontes que monitoram o comércio digital no Brasil apontaram que, no final de 2019, tínhamos por volta de 20 milhões de usuários de comércio digital. Este mesmo monitoramento mostrou que, este ano, já somos mais de 42 a 45 milhões de usuários, ou seja, um avanço tremendo onde dobramos a quantidade em um ano. E este avanço está diretamente relacionado à digitalização do setor que trouxe conveniência, segurança e menos contato com melhor experiência.


Para se ter uma ideia, em termos Brasil, no final de 2019 e começo do ano passado, 5% das vendas eram digitais. Hoje, já falamos em pelo menos 18% a 20% no final deste ano de comércio eletrônico. Acredita-se que, em até cinco anos, já teremos uma inversão entre canais, em que a maior parte do volume bruto de mercado (Gross Merchandise Volume – GMV) será oriunda de canais digitais. Existe ainda um espaço muito grande para crescimento de empresas com forte adoção digital e adepta aos novos modelos, como superapps e ecossistemas de negócios.


Infelizmente, nem todas as empresas conseguiram avançar na mesma velocidade e aquelas que já estavam em situação mais crítica e com o caixa afetado por diversas razões tiveram a atuação e os resultados ainda mais impactados pela covid-19, principalmente, quando falamos daquelas que não comercializam os produtos chamados essenciais. Uma pesquisa da CNI apontou que 40% dos entrevistados reduziram a compra de calçados enquanto 11% aumentaram. Outros 43% compraram menos roupa, contra 13% que compraram mais. A pesquisa indicou ainda que 30% dos entrevistados planejam comprar mais roupas e calçados em até 3 meses, o que pode trazer alento a um segmento muito afetado.


Por outro lado, desde que esta crise da covid-19 começou, muitas empresas fizeram a lição de casa, desenvolvendo estratégias de curto e médio prazos, buscando oportunidades que surgem em todas as crises. Organizações com robustos padrões de governança já estabelecidos, em termos operacionais, estão aproveitando a janela de mercado para fazer uma forte capitalização, reforçando a posição de liquidez para financiar um crescimento acelerado.

Outras já avançaram na agenda de transformação digital, seguem investindo alto em tecnologia e possuem uma estrutura de capital bastante robusta que permite ter fôlego para aguentar a cauda longa da pandemia com uma posição de liquidez forte. Estas estão buscando alvos de forma muito cirúrgica, para complementar o portfólio e aumentar o raio de atuação. Nesse contexto, podemos citar também aquelas empresas que não estavam fragilizadas e que o mercado enxergava como muito focada em determinado público ou faixa de renda, mas que por sua vez avançaram com a digitalização, marketing digital, estratégia ominichannel.


Outra forma encontrada pelas empresas na jornada de digitalização se dá pela aquisição de uma outra organização complementar ao negócio do varejo como, por exemplo, companhias de meios de pagamento, crédito, conteúdo qualificado, marketing digital, laboratórios de inovação, produtos financeiros e logística urbana.

Essas aquisições fazem com que, praticamente toda a jornada de consumo, independente de canal ou dispositivo, passando por pagamento e entrega, fique sob responsabilidade de um player principal. E este ecossistema digital que se forma, com essas incorporações relacionadas com conteúdo e entretenimento, tem por objetivo gerar tráfego nos canais digitais da marca.

Toda esta estratégia digital, que não para de crescer, tem no tráfego um dos indicadores principais diretamente relacionado à captura da atenção do consumidor para ela e para os vendedores associados. Nesta equação, não podemos nos esquecer das startups que têm despertado muito interesse e são fundamentais para montar estas empresas com maior raio de atuação, com soluções complementares especializadas.


Estamos em um momento difícil, mas essa crise vai passar. Temos muito espaço ainda para avançarmos quando falamos do setor de consumo e varejo. Este ano já se espera que a China tenha um varejo digital maior que o físico, em que mais de 52% das vendas sejam feitas em meio digital. Em termos de comércio digital, sabemos que ainda temos muito espaço no Brasil, e isso mesmo crescendo a dois dígitos. É uma ótima oportunidade para ser explorada!

Fernando Gambôa, sócio de consumo e varejo da KPMG

Pipefy conquista certificação em segurança da informação

A Pipefy, plataforma de gerenciamento de processos de negócio, acaba de anunciar que obteve a certificação da Organização Internacional de Padronização (ISO) 27001: 2013. A certificação é uma iniciativa relacionada ao Sistema de Gestão de Segurança da Informação (ISMS).

“Os chamados ‘profissionais do conhecimento’ estão na vanguarda da implantação de ferramentas no-code, como a Pipefy, que permitem que as equipes automatizem e otimizem os processos de negócios. Agora, mais do que nunca, a segurança da informação é crítica para manter a continuidade entre os departamentos de TI e de negócios”, diz Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy.

“Ao obter a certificação ISO 27001, a Pipefy estende nosso compromisso com nossos clientes, para os quais a segurança é uma prioridade. Ao investir em ISMS, a Pipefy não apenas atende às necessidades e expectativas de nossos clientes, mas também capacitamos os desenvolvedores cidadãos a assumir projetos mais complexos com confiança, enquanto permanece um parceiro de negócios de TI confiável e compatível “, complementa o executivo.

A Pipefy tem se concentrado em fornecer segurança em escala para seus clientes desde que a empresa foi fundada em 2015. A empresa, que tem como pilares o “people-first”, acredita em segurança de dados e monitoramento de segurança para todos, desde usuários individuais até empresas. Os recursos de segurança da plataforma Pipefy incluem:

– Permissões e autenticações: o acesso aos dados do cliente é limitado apenas a funcionários autorizados. O ambiente da Pipefy é protegido por Single Sign-on (SSO), Multi-Factor Authentication (MFA) e políticas de senha forte em seu repositório de código, provedor de e-mail e plataforma de armazenamento. A plataforma da Pipefy, o site dos desenvolvedores e o site de ajuda são entregues 100% em HTTPS.

– Recuperação de desastres e failover: toda a infraestrutura e os dados são espalhados por três zonas de disponibilidade e continuarão funcionando sem interrupções, mesmo se algum de seus data centers falhar.

– Back-Ups e monitoramento: registros de auditoria para todas as atividades realizadas na plataforma, mais segura para fins de análise e arquivamento, além de monitoramento ativo e backups para recuperar informações caso algo aconteça no ambiente.

– Criptografia: todos os dados na Pipefy são criptografados em trânsito e em repouso usando criptografia de 256 bits, que fornece um serviço melhor e mais seguro.

– Varredura de Pentest e Vulnerabilidade: ferramentas de segurança para varredura contínua de vulnerabilidades. A equipe de segurança dedicada da Pipefy responde às questões levantadas nessas varreduras, quando aplicável, e realiza testes de penetração regulares no aplicativo e na infraestrutura.

– Resposta a incidentes: protocolo estrito para lidar com eventos de segurança que inclui procedimentos de escalonamento, mitigação rápida e post mortem.

– GDPR / LGPD: compatível com LGPD, conformidade com GDPR planejada para o terceiro trimestre de 2021.

– SOC 2: (Controles do sistema e da organização) é um relatório atualizado regularmente que se concentra nos controles de relatórios não financeiros relacionados à segurança, disponibilidade e confidencialidade de um serviço em nuvem. SOC 2 é esperado para o terceiro trimestre de 2021.

“Vimos ataques de ransomware aumentar em 150% em 2020 e continuar a aumentar exponencialmente em 2021”, afirma Ananth Avva, presidente e COO da Pipefy. “O crime cibernético hoje não visa apenas grandes multinacionais. Esses criminosos estão afetando a infraestrutura crítica, os municípios, o governo federal e colocando em risco a saúde e segurança públicas. É responsabilidade de empresas, como a Pipefy, manter uma higiene de segurança cibernética impecável e planejar o impensável para fornecer a melhor infraestrutura de segurança para nossos clientes”, diz.

O padrão ISO 27001 é a estrutura de melhores práticas internacionalmente reconhecida para um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (ISMS). Para alcançar o status de certificado, a Pipefy passou por uma série de padrões para garantir que os controles de negócios e os processos de gerenciamento executados em sua plataforma sejam adequados e proporcionais às ameaças à segurança da informação. Ao aderir e usar esses padrões, organizações de qualquer tipo podem gerenciar a segurança de ativos, como informações financeiras, propriedade intelectual, detalhes de funcionários ou informações confiadas por terceiros.

Projeto BINGO mapeará lado escuro do universo a partir do céu brasileiro

Multinacional e multidisciplinar, trabalho do radiotelescópio levará a ciência para o interior do Nordeste e aumentará a relevância do país na comunidade científica mundial


O apelido parece de jogador de futebol e as dimensões são próximas das de um grande estádio. E, se tudo correr como os pesquisadores esperam, ele pode tornar a ciência tão interessante quanto o esporte mais popular do Brasil. Estamos falando do radiotelescópio BINGO – acrônimo para Baryon Acoustic Oscillations from Integrated Neutral Gas Observations (em tradução livre, Oscilações Acústicas Bariônicas em Observações Integradas de Gás Neutro) -, também conhecido como “Diamante do Sertão”.

Isso porque ele sairá de São Paulo, onde está sendo construído, para ser instalado na Serra do Urubu, no município de Aguiar, a 257 km da capital da Paraíba. Poderá se tornar a atração da cidade e das localidades vizinhas e despertar o interesse das pessoas em um assunto que muitos consideram distante da realidade: a astronomia e a cosmologia.

O objetivo principal do BINGO é explorar novas possibilidades na observação do universo a partir do céu brasileiro. “A proposta é estudar a energia escura e também o fenômeno Fast Radio Bursts [“rajadas rápidas de rádio”, em tradução livre], ainda pouco conhecido”, conta Elcio Abdalla, coordenador do projeto e professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP). Assim, contribuirá com a visão do Hemisfério Sul para um trabalho sobre o fenômeno que já vem sendo realizado por meio do Chime (Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment) no Hemisfério Norte.

Projeto multinacional e multidisciplinar

O chamado “setor escuro do Universo” estará no foco das descobertas. No sertão, longe da poluição eletromagnética, será possível saber mais sobre estruturas desconhecidas da galáxia, pulsares que ainda precisam de observação e perceber novos sinais do espaço. Abdalla observa que “cerca de 95% do conteúdo energético do universo é completamente desconhecido, e o BINGO olhará para a distribuição detalhada da matéria conhecida para verificar os vínculos do setor escuro”.

O professor explica que a melhor maneira de estudar o universo e testar teorias cosmológicas é pela observação: “Um lado escuro do universo, cuja existência não desperta mais nenhuma dúvida, clama por uma dinâmica, tal como houve essa necessidade décadas atrás para a Teoria dos Campos [teoria da física que estuda como os campos físicos interagem com a matéria].”

Saber o que as estrelas significam, como são suas estruturas e em que isso interfere na nossa própria posição no mundo e no universo, são algumas das motivações do BINGO. E essas não são justamente algumas das perguntas que movem o ser humano quando se entra no mérito de quem somos, de onde viemos, onde estamos e para onde vamos?

Da população para a população

O projeto conta com pesquisadores do Brasil, da China, África do Sul, Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, França e Uruguai que, em conjunto e à distância, pensam em soluções relacionadas à astrofísica e também à construção civil – imagine colocar um radiotelescópio desse tamanho em pé! -, à captação e análise dos dados, à ciência da computação, à matemática e ao ensino.

E não para por aí. “O BINGO vai além da construção de um radiotelescópio ao contemplar os três pilares do trabalho da Universidade: pesquisa, ensino e extensão”, afirma Abdalla.

A parte de despertar o interesse da população local em astronomia tem a ver com um dos pontos menos teóricos do projeto: a realização de aulas de ciências nas escolas de Aguiar e redondezas. O professor justifica essa faceta do planejamento:

“O assunto não é necessário apenas para a comunidade científica, mas para a população em geral. Não podemos simplesmente falar para doutores, temos que colocar as pessoas a par, já que são elas que pagam pela nossa pesquisa. O ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] do pãozinho vai para esse trabalho também. Então nós temos, até como obrigação, que contribuir para um desenvolvimento real e mostrar ao cidadão que a ciência é importante, que a ciência muda o mundo”.

A ciência como atividade democrática

Para que tudo seja possível, os recursos vêm da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do governo do Estado da Paraíba. Para um próximo momento são esperadas verbas internacionais da University of Manchester, do University College (ambos no Reino Unido), do ETH e das Universidades de YangZhou e Jiao Tong (por meio da Agência Chinesa de Pesquisas).

Em tempos em que a ciência é alvo de cortes financeiros e sucateamento de recursos, a empreitada chama atenção por sua importância em tantas direções diferentes. “A ciência é a atividade humana mais democrática, independentemente de qualquer posição política ou econômica. Um projeto como o BINGO tem a intenção, também, de elevar a ciência como atividade humana importante e aberta a qualquer cidadão, de qualquer origem, gênero ou poder econômico”, defende Abdalla.

Para finalizar, o professor ressalta o papel que as futuras descobertas do BINGO terão na elevação da relevância do Brasil na comunidade científica mundial: “As observações desse radiotelescópio são universais. O Brasil será parte ativa na inovação científica e de várias áreas da tecnologia, estatística, matemática, análise, economia e comunicação”.
O céu, no que diz respeito ao trabalho do projeto BINGO, não é o limite.

Brasileiro está mais cuidadoso com a saúde e ensaia adotar hábitos mais saudáveis, diz estudo do Itaú sobre comportamento de consumo

Levantamento, relativo ao 1º trimestre, aponta aumento significativo de gastos com exames e tratamentos médicos, além de maior consumo de alimentos saudáveis. Crescem também as despesas com serviços de manutenção da casa e, de forma expressiva, a venda de videogames

Após um ano e duas ondas fortes de pandemia, o brasileiro se mostra mais preocupado com a saúde e propenso a adotar hábitos mais saudáveis. É o que revela o segundo relatório de Análise do Comportamento de Consumo do Itaú Unibanco, relativo ao primeiro trimestre deste ano. Os gastos com tratamentos, prevenções e exames aumentaram significativamente no período em relação ao primeiro trimestre de 2020: 80% em laboratórios de análises clínicas, 29% em médicos e clínicas e 14% em hospitais.

O consumo em feiras livres e os gastos com hortifrútis também subiram, respectivamente 47% e 22% – mais um possível indicador da procura por maior qualidade de vida e da preferência pelos espaços abertos. Da mesma forma, as vendas de bicicleta cresceram 52%, tendência já verificada na Análise de 2020 e movimento que pode ser explicado pela busca de práticas saudáveis e, ao mesmo tempo, mais seguras.

Mais home, mais office e muito mais lazer

A maior permanência em casa também puxou o consumo de serviços de manutenção, como os de ar condicionado e computadores/impressoras, com crescimento de 59% e 51%, respectivamente, e dedetização (16,4%). A compra de livros, games, serviços de streaming e instrumentos musicais também subiu (8,5%), com destaque absoluto para a categoria de videogames, cujas vendas saltaram 165% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Outro dado que chama a atenção no estudo é o crescimento das transações, tanto no varejo online quanto no físico, no período em que o carnaval seria celebrado se não houvesse pandemia. Sem poder festejar, os consumidores decidiram investir nos estudos e/ou em compras para o lar. Entre 12 e 17 de fevereiro, as vendas de materiais de construção cresceram 78% na comparação com os seis dias de Carnaval do ano passado. Os itens de educação, 82%.

Outros destaques:

Datas comemorativas
A Páscoa deste ano foi mais doce que a anterior. O volume transacionado no varejo de docerias e chocolates cresceu 24% na semana que antecedeu a data (entre os dias 28/03 e 04/04) na comparação com a semana de Páscoa do ano passado (05 a 12/04).

Na semana do Dia Internacional da Mulher (de 02 a 08/03), as vendas de flores subiram 35% , em relação a igual período de 2020.

Meios de pagamento
A expansão continuada das transações online impulsiona cada vez mais os meios de pagamento digitais. Em especial, dos cartões virtuais, que expiram após o uso e conferem maior segurança às operações de e-commerce. O valor transacionado neste meio cresceu significativamente (163%) no primeiro trimestre em comparação a igual período do ano passado, antes da pior fase da pandemia. Entre os mais jovens, da geração Z (nascidos entre 2000 e 2010), o uso dos cartões virtuais subiu quase três vezes mais: 457%.

Os pagamentos por carteiras digitais cresceram 80% no total e especialmente entre as mulheres de 50+ (93%) e os consumidores da geração Z (192%).

O número de transações por aproximação em maquininhas, que evitam o contato físico, cresceu 4,4 vezes em relação ao primeiro trimestre de 2020 e, na comparação com o mesmo período de 2019, esse múltiplo chega a 34 vezes.

Vendas e canais
No primeiro trimestre de 2021, o varejo mostrou recuperação em ritmo mais acelerado que o verificado ao longo de 2020. Enquanto em todo o ano passado o volume de vendas cresceu apenas 3,2% na comparação com 2019, já nos primeiros três meses deste ano evoluiu 8,7% sobre igual período de 2020. O crescimento é ainda mais expressivo, de 17,9%, quando se compara apenas o mês de março de 2021 contra março do ano passado, início do agravamento da pandemia e das medidas mais severas de isolamento social.

O comércio online continua ganhando relevância: o valor transacionado pelos canais digitais cresceu 32,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2020, quase 9 vezes mais que o das vendas presenciais (+3,7%), passando a responder por um share de 20,9% do total no período. Os gastos que mais cresceram no online foram nos segmentos de aplicativos e restaurantes (+143%) e lojas de departamento (+135,7%). No mundo físico, as categorias de melhor desempenho foram os estabelecimentos atacadistas e de materiais de construção, repetindo a tendência verificada na Análise de 2020, mas com um crescimento bem menos expressivo – de 37,3% e 35,9%, respectivamente.

Sobre o estudo:

A Análise do Comportamento de Consumo do Itaú Unibanco, produzido pela Diretoria de Estratégia e Engenharia de Dados em parceria com a área de Pagamentos do banco, reúne dados das compras feitas com cartões de crédito e débito emitidos pelo banco e das vendas transacionadas pela Rede, sua empresa de meios de pagamento, em todo o País, entre janeiro e março de 2021.

O cruzamento e análise dessas informações, que incluem performance de vendas por segmentos, distribuição por canais e preferência por meios de pagamento, entre outros aspectos, trazem um retrato do desempenho do comércio no período, revelando hábitos e indicando tendências de consumo.

“Observamos que alguns comportamentos de compra que foram impulsionados pela pandemia, mais intensamente a partir de março do ano passado, como as compras online, o uso crescente de
meios de pagamento digitais e o consumo de produtos e serviços em busca de melhor qualidade de vida em casa, permanecem como tendência forte”, analisa Moisés Nascimento, diretor de Estratégia e Engenharia de Dados do Itaú Unibanco.

“Os dados desta segunda edição da Análise do Comportamento de Consumo mostram um movimento de recuperação econômica, consistente com dados de vendas e produção industrial, e reforçam a nossa previsão de um crescimento do PIB de 5% neste ano, que leva em conta indicadores próprios, que medem o nível de atividade econômica e as variações do emprego formal e salários, e fatores como a influência da recuperação global”, completa Mário Mesquita, economista-chefe do banco.