Brasileiros mudam hábito de consumo e optam por e-commerce na hora das compras de fim de ano

O mês de dezembro sempre foi o ponto alto no comércio, e representa grande parte do faturamento da grande maioria dos varejistas. Este crescimento nas vendas é impulsionado pelo 13º salário recebido por boa parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas, viabilizando a intensificação do consumo para as compras de final de ano, seja para a ceia (que esse ano deve ficar restrita a um número menor de pessoas) ou para presentear os familiares. Com a crescente popularização da Black Friday no Brasil nos últimos anos, esse movimento de incremento no consumo tem começado um pouco antes, já em novembro, que passou a ser também um mês-chave para a indústria varejista.

Segundo dados da consultoria Ebit/Nielsen, a Black Friday de 2020 bateu recorde de faturamento. Em comparação com 2019 as vendas do e-commerce cresceram 38% e atingiram R$ 12,4 bilhões. E no Natal não deve ser diferente. Com projeção de crescimento acima de 30% nas vendas online, gerando uma receita de R$ 3,38 bilhões. Essas altas do varejo como um todo, estão sendo puxadas, principalmente, pelo crescimento do comércio eletrônico, no qual as projeções dos estudos citados apontam para expectativa de crescimento 26% para 2021, alcançando R$ 110 bilhões.

Isso foi confirmado na operação de diversos clientes da Compasso UOL, empresa focada em transformações digitais de médias e grandes empresas. Com um ano marcado por forte digitalização, o número de clientes com soluções de Digital Commerce aumentou na companhia. “Nossos clientes, novos e antigos investiram no aumento da capacidade e atuação de seus e-commerces e tiveram um crescimento exponencial nessa Black Friday, prevendo que o resultado de sucesso se repita nas compras de final de ano”, explica Alexis Rockenbach, COO da Compasso UOL.

O investimento em soluções para o comércio eletrônico é a resposta do mercado para a tendência que veio para ficar: as compras via e-commerce. Segundo Gil Torquato, CEO da Compasso UOL, houve um crescimento de 93% de novos usuários nas plataformas de Digital Commerce implementadas pela companhia. Um dos fatores que impulsionou as vendas online, com certeza, está ligado a pandemia. “Com o isolamento social muitas pessoas preferiram realizar grande parte de suas compras pela internet. Além de evitarem aglomerações, as compras online proporcionam muito mais praticidade e agilidade. Em minutos é possível ver o valor de um produto em diferentes lojas e adquiri-lo com o melhor preço. O brasileiro já vinha evoluindo sua adesão ao comércio digital, mas as grandes mudanças que ocorreram na dinâmica social neste ano de 2020 consolidou esse formato e se percebe uma forte tendência de que continuará acelerando nos próximos anos”.

As sessões também tiveram um aumento bem expressivo, cerca de 84% a mais que no ano passado. Ou seja, antes de comprar o produto em promoção, que está em destaque na homepage do site, o consumidor navegou e pesquisou bastante por todo o e-commerce durante a Black Friday. “É nítida a mudança de hábitos dos brasileiros quando se diz respeito ao consumo, e não há dúvidas que a pandemia acelerou esse processo. Tanto as pessoas estão se dando a oportunidade da primeira compra online, quanto as empresas estão fazendo da internet um ambiente cada vez mais atrativo e o crescimento das compras de fim de ano é a prova disso”, afirma Rockenbach.

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