Décimo-terceiro salário é uma boa opção para começar a investir ou quitar dívidas

Com a crise da Covid-19 em 2020, muitos brasileiros começaram a se atentar às finanças, poupando e investindo para terem reservas, principalmente devido ao período de incertezas vivido.

Para Rodrigo De Losso, professor titular da USP, pesquisador da Fipe, e credenciado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) como consultor de investimentos, o 13º salário, para quem não está endividado, pode ser investido. Para quem está com dívidas, é uma boa opção para saná-las. Já para os que buscam investir, deve-se levar em consideração o perfil do investidor, seu horizonte de investimentos e o montante disponível.

O investidor mais conservador pode privilegiar investimentos de renda fixa pós-fixados atrelados à inflação. Isso pode ser feito via Tesouro Direto ou Fundo de Renda Fixa. “Esse investimento é para quem pode necessitar dos recursos no curto prazo”, completa Losso.

O investidor mais moderado pode pensar em Fundos Multimercados. Esses fundos contêm ativos de renda fixa e renda variável e podem sofrer variações negativas da cota. É indicado para quem vai deixar o recurso investido por um tempo considerável, superior a um ano.

Já aqueles com mais apetite para risco podem investir em renda variável, como Fundos de Ações, contratos futuros e outros. Recomenda-se que o patrimônio nesse tipo de investimentos fique ao redor de 15% do total, pois as perdas podem ser significativas e levar um prazo mais longo para que as cotações voltem aos patamares anteriores. Trata-se de um tipo de investimentos para quem não vai precisar do recurso por muitos anos, com maturidade de longo prazo.

Sobre fundos, Losso alerta que há outros aspectos a serem levados em consideração. “A liquidez é um fator a ser observado. É preciso saber o prazo de vencimento dos títulos ou do período para o resgate. Fundos com resgate imediato rendem menos, mas têm mais liquidez. Além disso, a entrada em alguns fundos exige um valor inicial significativo”, explica.

Pensando no atual cenário macroeconômico para o próximo ano, o professor entende que as melhores opções são investimentos em fundos ou títulos de renda fixa pós-fixados, atrelados à inflação como IPC-A ou IGP-M.

Para quem está endividado, o pesquisador alerta que a melhor opção é abater as dívidas com o 13, pois a taxa de juros dos empréstimos costuma ser maior que os rendimentos obtidos por investimentos.

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