Dia Mundial do Coração: Curitiba teve aumento de 15% em mortes por doenças cardiovasculares

O 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração. A data reforça os cuidados para evitar problemas cardiovasculares. Estudo da Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes aponta que indivíduos com riscos de problemas cardiovasculares tiveram mais infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC) quando não realizaram o tratamento para equilibrar o colesterol “ruim”, conhecido como LDL. Segundo o Portal da Transparência, o Brasil registrou um aumento de 31% no número de mortes por doenças cardiovasculares neste ano. Já em Curitiba, segundo os cartórios de registro civil do Paraná, o aumento foi de 15%.

Myrna Campagnoli, diretora médica e endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart – que integra a Dasa -, explica que é importante verificar as subfrações do colesterol, pois o risco cardiovascular pode estar diretamente ligado a essas análises. “”O colesterol alto é um dos responsáveis pelo AVC (derrame) e infarto pois ajuda a formar placas de gorduras que podem ocasionar o entupimento dos vasos. Dessa forma, o melhor jeito de cuidar do coração é estar atento a outros fatores como alimentação balanceada, prática de atividades físicas e exames regulares”, explica.”, explica.

Dentre os exames que avaliam a saúde cardiovascular, além daqueles que checam os níveis de colesterol total e frações no sangue, o Cardio ID, análise de subfrações do colesterol, pode contribuir com mais informações sobre o colesterol, atuando na prevenção e fazendo a análise de risco cardiovascular. O exame avalia os níveis de lipoproteína A, apolipoproteína B e análise do subfracionamento de lipoproteínas. “O laudo deste exame traz informações que estratificam o risco de doenças cardiovasculares, permitindo implementar ações para a prevenção do infarto do miocárdio, angina, AVC ou trombose venosa, assim como problemas cerebrovasculares e renais. O Cardio ID é interessante para os pacientes que não apresentam alterações no LDL (colesterol ruim) e nem HDL (colesterol bom), mas que mesmo assim possuem risco cardíaco”, conta Myrna.

Pacientes com doenças cardiovasculares também estão no grupo de risco para a COVID-19, cuja mortalidade chega a ser três vezes maior se comparada à população. “Além dos cuidados com o controle do colesterol, atualmente os pacientes com problemas cardíacos precisam estar atentos aos cuidados de higiene como forma de se precaverem em relação à COVID-19”, finaliza Myrna.

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