Exportações paranaenses chegam a R$ 22 bi no primeiro semestre de 2015

As exportações paranaenses, em junho, aumentaram 36% em relação a maio, enquanto as importações tiveram um aumento de 14,8%. Espanha e Rússia deslocaram Itália e Suécia do ranking dos 10 principais países dos quais o Paraná mais importa. A balança comercial do mês foi positiva, chegando a US$ 466 milhões. O saldo acumulado do ano chegou a US$ 770 milhões.
Na comparação de junho de 2015 com junho de 2014, o Paraná exportou mais (16,8%) e importou menos (-5,3%). Nos seis primeiros meses deste ano, as exportações atingiram US$ 7,3 bilhões – -12,5% abaixo do mesmo período de 2014. No entanto, quando analisada a receita das exportações do período, este montante em dólares (US$7,3 bi) corresponde a R$ 22 bi – considerando o câmbio mensal médio divulgado pelo Bacen – o que representa aumento de 14,8%.

No comparativo do semestre, os grupos de produtos mais exportados mantêm-se os mesmos – Complexo Soja (35,6%), Carnes (16,1%), Material de Transportes (7,8%) e Madeira (6,4%). “É importante destacar que o saldo comercial pode se deteriorar principalmente para os três primeiros grupos de produtos, vinculados ao agronegócio, cujas alterações são sensíveis a preços formados nos mercados internacionais e, por isso, não determinados pelos exportadores”, destacou o coordenador do departamento Econômico da Fiep, Maurilio Schmitt. “A participação relativa de produtos básicos no total das exportações – sem processamento doméstico, portanto – continua aumentando. No 1º semestre de 2014 a participação era de 50,9% e agora é de 52,4%”, destacou o economista.

As importações mais representativas do Paraná foram Produtos Químicos (26,8%), Mecânica (16,7%), Material de Transportes (16,5%), e Petróleo e Derivados (8,6%). A China mantém-se como o principal parceiro comercial do Paraná, com US$ 3 bi de intercâmbio – US$ 1,8 bi de exportações e US$ 1,1 bi de importações. Na sequência vêm Argentina, Estados Unidos, Alemanha e Paraguai. No ranking dos 10 países dos quais o Brasil mais importa, houve mudanças. A China continua a ocupar o primeiro lugar (17,1%), porém com queda de -16,5%. Na sequência, a Argentina com 10,7% e queda de – 26,2%. Os Estados Unidos passam a ocupar a terceira colocação, com 6,8% e alta de 5,6%. A Alemanha está na quarta colocação, com 7,5% e queda de -34,3%. Espanha passou a ocupar a sétima posição – antes ocupada pela Itália – e a Rússia passou de 13º para 9º país do qual o Paraná mais importou no período. Houve mudanças muito tênues na estrutura da pauta de importações por categoria de uso. Os bens de capital representaram 26,3% do total importado; os bens intermediários, 52,1%; bens de consumo final, 12,8%; e combustíveis e lubrificantes, 8,8%.

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