Governador Beto Richa visita Assespro-Paraná e aponta setor de Tecnologia da Informação como estratégico para desenvolvimento do estado

Um almoço no Parque de Software de Curitiba reuniu empresários e colaboradores do setor de Tecnologia da Informação e Comunicações em um encontro com o governador do Paraná. Beto Richa. A Assespro, que representa as empresas de TIC, elaborou um programa para tornar o estado cada vez mais digital, competitivo e inovador. O presidente Sandro Molés da Silva entregou as propostas para o governador e elogiou a aproximação da entidade com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. “Nessa gestão tivemos uma aproximação com o governo que nunca existiu antes”, afirmou. O presidente da Associação do Parque de Software, também destacou a importância do apoio do poder público ao setor. “Todos os principais ecossistemas de tecnologia do mundo só avançaram graças a iniciativas governamentais de incentivo e fomento”, disse Rawlinson Terrabuio.

Beto Richa disse que a área de Tecnologia de Informação e Comunicações é estratégica para um desenvolvimento vigoroso e sustentável do Paraná. Ele destacou o trabalho de criação de um rede de fibra ópitca em 100% dos municípios do Paraná e destacou o ações de financiamento de projetos de base tecnológica com apoio da Fomento Paraná a novos negócios e a empresas já estabelecidas com a criação da Conta Paraná Inovação, que garante recursos financeiros no orçamento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio do Fundo Paraná, para projetos de Inovação, possibilitando o investimento de cerca de 11 milhões, em 2015, em projetos de empresas inovadoras ou outros empreendimentos privados do setor tecnológico. Ele ainda afirmou que “novas tecnologias contribuem para uma gestão mais eficiente e transparente” e citou, como exemplo, as ferramentas de gestão utilizadas pelo governo estadual e a Sala de Situação criada para tomada de decisões do governador e de secretários.

A Assespro tem realizado um grande trabalho de união dos principais centros de TIC com uma governança estadual e fortalecimento de unidades regionais que abrangem os territórios dos seis Arranjos Produtivos Locais de Software nas regiões de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Oeste e Sudoeste do Paraná. A entidade convidou o atual governador e os principais candidatos ao governo para dialogar sobre o papel do setor de tecnologia no desenvolvimento da economia estadual.

Veja, a seguir, as propostas apresentadas a Beto Richa:

No Paraná, assim como no Brasil e no mundo, o setor de tecnologia é um dos maiores geradores de riqueza e empregos com valor agregado e tem crescido acima da média O Paraná é referência nacional em qualificação de empresas com certificações de excelência em software, produz soluções inovadoras para os segmentos mais importantes da economia, da gestão pública e da sociedade e precisa do apoio do poder público para consolidar esse avanço. A Assespro-Paraná , em parceria com a Associação do Parque de Software e os seis Arranjos Produtivos Locais de Software do estado, apresenta propostas para um Programa Estadual voltado à Tecnologia da Informação e Comunicação.Vale ressaltar que, de acordo com o Instituto Great Place to Work, nove empresas paranaenses estão entre as cem melhores para se trabalhar em TI no Brasil em 2014.

As propostas seguem a iniciativa nacional das três principais entidades do setor – Federação Assespro, ABES e Brasscom, que também elaboraram uma pauta para o desenvolvimento do setor no Brasil com base em pilares como o estímulo a novas tendências digitais, a criação e manutenção de um ambiente competitivo e inovador, e a importância de TIC para o desenvolvimento econômico, serviços ao cidadão e a eficiência pública.A meta é contribuir para que as empresas de TI e Telecom dobrem o número de empregos diretos e alcancem participação de mais de 10% no Produto Interno Bruto do país até 2022.

O Brasil tem todas as condições para brilhar mundialmente e o Paraná, a exemplo do que já realiza com a agricultura, é campo fértil para esse crescimento internacional. Um exemplo da necessidade de se impulsionar esta promissora atividade empresarial está nas grandes diferenças que se observam em países menores que o Brasil Enquanto Israel investe 4,4% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento, o Brasil aplica apenas 1,2% do PIB no setor. Lá, o número de startups criadas para cada mil habitantes é praticamente dez vezes maior do que aqui. A Índia é outro bom exemplo. Enquanto aquele país forma 300 mil profissionais de TI ao ano, o Brasil forma 36 mil. Tanto Israel como Índia têm se destacado em soluções tecnológicas no cenário mundial.

Empreendedorismo e inovação são recursos inesgotáveis na solução de problemas e podem protagonizar a transformação econômica de qualquer país. Nesse contexto, uma política eficiente de incentivo às Startups brasileiras é prioridade para o futuro da indústria nacional de TIC.

O fortalecimento e reconhecimento da cadeia produtiva de TIC é fator determinante na estratégia de crescimento do setor. Aspectos relacionados ao equilíbrio nas relações de trabalho, em especial no que diz respeito ao marco regulatório da terceirização, e a segurança jurídica para a realização de investimentos, comprometem a competitividade das empresas brasileiras e representam um freio ao desenvolvimento da indústria nacional.

Igualmente relevante é o papel do Estado enquanto agente de fomento por meio do poder das compras públicas. Tal instrumento deve ser considerado não só como ampliador da demanda interna, mas também, e principalmente, como ferramenta para promover e consolidar marcas e tecnologias nacionais.

PROPOSTAS PARA UM PARANÁ DIGITAL E COMPETITIVO

AÇÕES GOVERNAMENTAIS E GESTÃO PÚBLICA

-Institucionalização e previsão orçamentária para a gestão da Governança de TIC no Paraná

– Adoção do sistema de NFC-e em substituição ao modelo atual PAF-ECF

– Intervir junto à Copel para que flexibilize a liberação de provedores de internet e telefonia locais na utilização de suas estruturas físicas, mesmo onde já há cobertura por outras grandes operadoras, incentivando assim a livre concorrência e redução dos preços praticados

– Incentivo ao Desenvolvimento dos 6 Arranjos Produtivos Locais:

APL de TI dos Campos Gerais (Ponta Grossa e região)
APL de Software de Curitiba
APL de TI de Londrina
APL de Software de Maringá
APL de TI do Oeste (Cascavel, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Foz do Iguaçu e Toledo)
APL de TI do Sudoeste (região de Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão)

– Fundo de inovação para o setor de TIC

– Fortalecimento ao desenvolvimento de novas tecnologias

– Fortalecimento dos polos tecnológicos inovadores

– Mais Editais para o setor de TI em modelo similar ao Tecnova

– Aperfeiçoamento dos pregões eletrônicos e valorização das licitações com critérios de decisão por técnica e preço

– Maior envolvimento da academia e do setor na definição das políticas

– Políticas de TIC sob supervisão direta do Chefe do Executivo

– e-Gov de excelência com eficiência no investimento público e privado com formação de PPPs

– Poder de compra do Estado como indutor da produção local de TIC

EMPRESAS

– Disseminação do uso de TIC nas Pequenas e Médias Empresas

– Soluções de TIC para setores estratégicos e de alto potencial como: Óleo e Gás, Energias Elétrica e Renováveis, SmartGrids, Mineração,Cadeias Logísticas,Transportes,MobilidadeUrbana,Agronegócio,Indústria Farmacêutica, Distribuição, Serviços

– Fomento a processos e produtos com alto conteúdo de conhecimento e formação de redes cooperativas

– Apoio financeiro ao empreendedorismo inovador e startups

– Maior acesso das PMEs a crédito para investimento em TIC

EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA PÚBLICA

– Novas técnicas de ensino para uma geração sempre conectada

– Conteúdos, ensino a distância e ferramentas digitais para alunos, pais, professores e gestores com capacitação dos profissionais em TIC

– Formação de especialistas de nível técnico, superior e de pós-graduação alinhados com as novas tendências tecnológicas

– Automação de processos, telemedicina e capacitação profissional

– Registros, prontuários eletrônicos, gestão de saúde, incluindo SUS

– Inteligência, monitoramento à distância, patrulhamento

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