Regras de ouro para guardar dinheiro

Você tem dificuldade de guardar e investir seu dinheiro? Conheça os hábitos que podem estar por trás disso e veja dicas para conseguir ganhar mais Não que investir seu dinheiro seja difícil,mas não basta apenas se organizar financeiramente e guardar um pouco todo mês para ver sua grana render. “Organizar as finanças e poupar é o primeiro passo. Mas também é preciso acompanhar seus investimentos”,diz a economista-chefe do SPC,Marcela Kawauti. Na prática,isso significa ficar de olho nas mudanças para entender os investimentos,suas taxas e rentabilidade,para ter certeza de que está investindo no lugar certo. Além disso,deve-se ter claro o objetivo dessa economia. Pensando em facilitar esse entendimento,o SPC Brasil listou seis regras de ouro ao investir seu dinheiro. Entenda cada uma delas. Reorganize seu orçamento A primeira atitude é saber o quanto você pode guardar todo mês. Para isso,levante seus gastos e despesas e veja o quanto sobra. Nosso Simulador Diagnóstico Financeiro ajuda nesta tarefa. É preciso se organizar financeiramente para conseguir juntar uma reserva,o que inclui rever certos hábitos e repensar prioridades. Feito isso,reserve o que pode ser direcionado para o investimento e programe a retirada automática do valor da sua conta,preferencialmente assim que receber o dinheiro. Entenda seu objetivo Os investimentos devem ter três objetivos:imprevistos,sonhos e aposentadoria. É importante fazer essa distinção porque o objetivo do seu investimento influencia no tipo de investimento que fará. Por exemplo,um dinheiro guardado para imprevistos deve poder ser acessado facilmente. Um montante destinado à aposentadoria,por outro lado,é algo de longo prazo,que será retirado em mais de dez anos. Procure opções adequadas a cada um deles. Nivele sua disposição ao risco Ao escolher sua aplicação,é importante entender o quanto está disposto a correr riscos. Pensando nisso,criou-se na economia uma divisão em três perfis:conservador,moderado,arrojado. Não existe um perfil melhor do que outro,eles existem apenas para que o poupador entenda se o risco da aplicação é adequado a sua situação financeira e personalidade. Um perfil arrojado,como o próprio nome já diz,prefere arriscar em um investimento de maior rentabilidade,porém volátil,ou seja,cujo valor pode variar bastante,para mais ou para menos. O conservador,por sua vez,mantém seu investimento em algo que embora não renda tanto,possui retorno mais seguro e garantido. Há ainda o perfil moderado que,embora priorize a segurança de seus investimentos,mantém também espaço para arriscar um pouco mais. Diversifique e acompanhe sua carteira “Costumamos aconselhar as pessoas a nunca colocar todos os seus ovos em uma única cesta. Isso significa colocar seu dinheiro em mais de um tipo de investimento para aproveitar as vantagens de cada um deles. Essa composição de diferentes tipos de investimentos é o que os economistas chamam de carteira”,explica Marcela. Assim,periodicamente,acompanhe,reavalie e,se necessário,realoque a sua reserva em diferentes investimentos. Fique de olho em como andam as taxas de juros de seus investimentos e sua rentabilidade,fazendo mudanças se necessário. Além disso,caso resolva mudar o tipo de investimento,não se esqueça de levar em conta eventuais taxas e pagamento de impostos. Esteja atento Busque informação e novidades em relação aos investimentos disponíveis. Para isso é fundamental acompanhar o cenário político e econômico do país. “Alguns investimentos se tornam mais ou menos vantajosos de acordo com a conjuntura e mudanças nas variáveis econômicas”,diz a economista. Para saber analisar tais mudanças,no entanto,é preciso primeiro entender sobre seu investimento. Disponha-se a aprender sobre o investimento para o qual está transferindo o seu dinheiro. Sites específicos de finanças pessoais,como o Meu Bolso Feliz,o InfoMoney e o Dinheirama são um bom começo. “Além disso,busque informações sobre o investimento no próprio site do banco e da corretora”,aconselha Marcela. E,se tiver dúvidas adicionais,não tenha cerimônia em perguntar ao seu gerente ou ao funcionário da corretora. Respeite o tempo Use o tempo e os juros compostos a seu favor! Em um mês rende pouco,mas no longo prazo,rende bastante. Por isso é tão importante ter determinação,paciência e disciplina,para poupar e fazer os depósitos mensalmente. Com o tempo,a quantia vai crescer e se tornará significativa. Mais um motivo também para criar o hábito de poupar desde cedo. Confira mais detalhes no infográfico:Está é minha imagem!SPC Regras de Ouro INTERNET Confira mais dicas em: meubolsofeliz.com.br

Preço e frete grátis são os principais fatores levados em conta nas compras online,mostra pesquisa

Fazer compras pela internet já se tornou um hábito de grande parte dos brasileiros,mas quais são os fatores determinantes na decisão de compra? De acordo com a pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL),para 60% dos entrevistados o preço é o principal fator – já 39% citam o frete grátis e 27% tomam como base as avaliações de outros consumidores.O levantamento,feito com internautas que realizaram compras online no último ano nas 27 capitais,mapeia o processo de compras pela internet dos brasileiros e mostra que 97% já compraram mais de uma vez pelo mesmo site ou aplicativo,principalmente,devido a uma experiência anterior positiva (52%),a confiança na loja e/ou na marca (42%) e por possuir os melhores preços (37%). Na hora de escolher o site ou aplicativo para a compra,56% dão preferências às lojas que já têm o costume de comprar,49% buscam marcas conhecidas e 37% fazem pesquisa em sites que comparam preços e escolhem o de menor valor.Para a economista-chefe do SPC Brasil,Marcela Kawauti,é natural que o consumidor encare o preço de um produto como aspecto determinante para suas compras. “As pessoas tendem a selecionar,dentre as marcas que admira ou gosta,aquela que oferece a melhor relação entre custo e benefício. Portanto,o preço é fator decisivo nesse processo de escolha. Ao lado disso,vale lembrar que há outros parâmetros que o consumidor também leva em conta,como a forma de pagamento,o atendimento,a reputação da loja ou as menções à marca em órgãos governamentais ou sites de reclamação”,afirma.O levantamento identifica como os consumidores brasileiros lidam com quatro fases do processo de compra:economia,planejamento,pesquisas e segurança.Economia:51% já compraram em sites desconhecidos para aproveitar uma promoçãoDe acordo com os dados,87% dos entrevistados utilizam algum programa ou serviço online com o objetivo de economizar no dia a dia,sendo os principais:• 51% streaming de filmes;• 50% aplicativos para ligar para parentes e amigos;• 44% download de músicas;• 44% venda de produtos novos ou usados;• 31% compra de passagens e pacotes turísticos;• 31% download de jornais,revistas e ebooks.Porém,51% confessam já terem comprado produtos em sites ou marcas desconhecidas para aproveitar uma oportunidade.Planejamento:e-mails marketing e Facebook impulsionam compras não planejadasA grande maioria (83%) afirma planejar as compras virtuais antes de realizá-las. Entretanto,16% não planejam as compras,e 44% dos entrevistados comprou de forma não planejada ao receber um e-mail de loja e 31% e 30% ao ver produtos no Facebook,seja no perfil das lojas ou quando compartilhados por amigos ou pessoas públicas,respectivamente.O principal motivo para a realização da compra não planejada após ver um anúncio em sites ou redes sociais é o produto estar em promoção (56%) e não querer perder as oportunidades de preços baixos (43%). Os produtos mais comprados por impulso são os vestuários,calçados e acessórios (30%),livros (24%),cosméticos (15%) e comida delivery (14%).Sete em cada dez consumidores (69%) já desistiram de uma compra no momento do pagamento,especialmente depois de verificarem o valor do frete (33%),um prazo de entrega demorado (21%) ou não ter certeza da compra (15%). Segundo o educador financeiro do SPC Brasil e do Meu Bolso Feliz,José Vignoli,“o consumidor sabe que comprar pela internet envolve muito mais do que simplesmente escolher o menor preço. Embora o custo seja uma preocupação sempre presente,as pessoas também procuram informar-se sobre o prazo para receber o produto,sua qualidade e como é o relato de outros compradores sobre determinado item.”Pesquisa:produtos mais pesquisados são de tecnologia e telefoniaQuase toda a amostra (99%) afirma realizar algum tipo de pesquisa de preço antes de comprar em um site ou aplicativo e 68% se informam sobre as reclamações de outros consumidores em sites especializados quando compram um produto em uma loja desconhecida.Os produtos mais pesquisados antes da compra virtual são os de informática e tecnologia (25%) e serviços de telefonia,celular e internet (23%). Os tipos de informação mais pesquisados são preços (60%),comentários de outros clientes (60%) e qualidade dos produtos (52%).Nove em cada dez entrevistados (88%) costumam comprar com desconto,especialmente por meio de promoções (59%) e por meio de cupons de desconto (44%). “Não há dúvida de que a internet potencializa o acesso à informação e amplia suas possiblidades de escolha,auxiliando na tomada de decisões,a partir de opiniões compartilhadas entre compradores e formadores de opinião”,explica Kawauti. “Por outro lado,as pessoas são bombardeadas com ofertas e anúncios customizados a partir de seus hábitos de navegação e diversas ações de marketing que estimulam e facilitam as compras por impulso. O consumidor online,portanto,deve sempre refletir antes de clicar em “comprar”’ pois nenhuma promoção é boa o bastante se aquilo que for adquirido extrapolar o orçamento”,analisa a economista.Segurança:97% tomam precauções em suas compras onlineUma grande preocupação de quem faz compras pela internet se refere à segurança dos procedimentos online:97% tomam alguma precaução em suas compras virtuais,sendo as mais recorrentes fazer suas compras apenas em sites e aplicativos conhecidos ou indicados (60%),arquivar todos os passos da compra,inclusive e-mails de confirmação (40%) e evitar cadastrar cartão de crédito para compras futuras (37%).MetodologiaA pesquisa ouviu 673 internautas das 27 capitais que realizaram compras pela internet no último ano. A margem de erro é de 3,4 pontos a uma margem de confiança de 95%.Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisasFaça o teste e descubra se você é um com comprador online em http://meubolsofeliz.com.br/teste/voce-e-um-bom-comprador-virtual