Como o processo de inovação da sua empresa deveria ser?

Empresas e agências governamentais geralmente cometem o erro de olhar para a inovação como um “ajuntado” de atividades sem disciplina ou sem regulamentação.Na realidade,para que a inovação venha a contribuir com uma empresa ou com uma agência governamental,ela deve ser pensada como um processo,desde o começo de seu desenvolvimento.Quando empresas não possuem um pipeline formal de inovação,aprovações de projetos tendem a ser embasadas em quem tem a melhor demo ou slides,ou nos lobbies mais fortes.Não há,para quem propôs a ideia,o fardo de conversar com possíveis clientes,criar um mínimo produto viável,testar hipóteses e compreender as barreiras do desenvolvimento.Nesses casos,conta-se somente com pessoas bem-intencionadas e inteligentes,sentando num comitê para decidir que ideias valem serem colocadas em prática.Ao invés disso,empresas precisam é de um pipeline auto regulável,embasado em evidências.Ao invés de um comitê de ideias,elas precisam de um processo que opera com velocidade e urgência,e que ajuda pessoas inovadoras e outros stakeholders a levantar e priorizar problemas,ideias e tecnologias.Esse processo de priorização tem que começar antes mesmo de uma nova ideia chegar até a engenharia.Dessa maneira,as inovações que chegam até a engenharia já irão possuir evidências substanciais,e irão evitar desperdício de trabalho e de investimento.Validar necessidades de consumidores,processos,segurança legal,problemas de integração,etc.excelente processo de inovação dentro de uma companhia deveria ser assim:Inovação: durante um período,um grupo gera uma lista de problemas,ideias e tecnologias que podem valer a pena investir.Curadoria:durante alguns dias ou mesmo semanas,os inovadores saem de seus próprios escritórios e conversam com colegas e clientes.O objetivo é encontrar outros lugares na empresa onde um determinado problema poderia existir de uma forma ligeiramente diferente.Identificar projetos internos relacionados já existentes e encontrar soluções comercialmente disponíveis para problemas.Também procurar identificar questões legais,problemas de segurança e problemas de suporte.Esse processo auxilia a identificação de quem seriam os possíveis clientes de uma solução a ser desenvolvida,a equipe a ser envolvida no desenvolvimento,e até mesmo como um mínimo produto viável deve ser.Essa fase inclui a criação do mínimo produto viável inicial.Algumas ideias “morrem” quando o time reconhece que ela pode ser inviável financeira,legal ou tecnicamente,ou ao descobrir que alguém já fez um produto similar.Priorização: uma vez que uma lista de ideias de inovação foi refinada pela curadoria,é necessário priorizar essas ideias.Um dos modelos mais rápidos para isso é o Modelo de Três Horizontes,de McKinsey.Uma vez que os projetos estejam priorizados,a equipe deve então pegar o primeiro da lista e se perguntar:“esse projeto vale ser executado pelos próximos meses,com esforço integral de nosso tempo?”.Essa priorização não é feita por um comitê,e sim pela própria equipe de inovação.Exploração da solução e teste de hipóteses: as ideias que passarem pelo filtro da priorização entram em uma fase de incubação.Esse processo entrega evidências para decisões baseadas em dados,facilmente defensáveis. Para cada ideia,o time de inovação cria um canvas de modelo de negócio.Tudo nesse canvas não passa de hipótese,e a ideia é validar tudo.Incubação: Uma vez que os testes de hipóteses forem concluídos,muitos projetos ainda irão precisar de um período de incubação enquanto os times concluem o recolhimento de informações acerca da aplicação.Concluem a criação do MPV,e se acostumam a trabalhar juntos (em casos de equipes recém-formadas).A incubação requer uma atenção dedicada das lideranças da empresa,para que se garanta que o projeto não morra por falta de acesso a recursos ou se torne “órfão” (sem alguém para o guiar).Integração e inovaçãoNesse ponto,se a inovação for Horizonte 1 ou 2 (segundo o Modelo de Três Horizontes,de McKinsey),é hora de integrar ele na organização já existente de sua empresa (inovações Horizonte 3 geralmente são criadas para serem independentes).Tentar integrar projetos de inovação novos,sem orçamento e planejamento prévio é caótico e frustrante,com certeza gerará atrito.Uma realidade de mercado atual é de que as empresas estão enfrentando a grande ameaça da disrupção.Algumas inclusive começaram a perceber que sua vantagem tecnológica é diminuída ano após ano,e ficar parado logo vai se transformar em ficar para trás.Que tal fazer uma pausa e pensar em como o seu processo de inovação se parece,e como pode ser melhorado? Por Siro Canabarro,CMO da Gumga

Big Data:três pequenas formas de utilizar em seu negócio –Por Siro Canabarro

O Big Mac é um hambúrguer. Quando você vai até o McDonald’s e pede por um Big Mac,você sabe exatamente o que é e o que quer fazer com ele:comê-lo.Big Data não é tão simples assim. Você pode inclusive não estar tão seguro de que sabe o que Big Data realmente é. Você muito provavelmente não tem ideia do que fazer com isso.Não se sinta mal. Se existe um consenso sobre big data é que realmente não há uma definição específica. Uma das melhores definições que eu pude ver é de Josh Dreller,Diretor de Pesquisa de Marketing da Kenshoo. Ele descreve big data simplesmente como:qualquer coisa grande o suficiente para não ser possível de lidar com uma planilha de Excel.O escopo de dados sendo coletados pelas empresas hoje é de explodir qualquer mente. De acordo com a IBM,nós atualmente criamos 2.5 quintilhões de bytes em dados por ano. Não sabe o que é quintilhões? É isso:2.500.000.000.000.000.000. A quantidade de dados que estamos gerando hoje é tão absurdamente grande que podemos dizer que 90% dos dados do mundo foram criados nos dois últimos anos.Agora,o que raios vamos fazer com tudo isso de dados? Dados são ótimos,mas a maioria de nós não temos tempo de analisar um grande volume deles e ainda por cima realizarmos nossas tarefas diárias,temos negócios para gerenciar! Então o que nós realmente precisamos são de insights.Por sorte,há ferramentas por aí que nos ajudam a tirar algum sentido desse monte de dados. Aqui estão três pequenas coisas que você pode fazer com big data.Explorar tendências no GoogleO Google é um dos gigantes nessa montanha de dados que criamos. A missão deles é organizar a informação do mundo e tornar ela universalmente acessível e utilizável. Todos nós podemos usar o Google para realizar buscas,mas o Google oferece outras ferramentas gratuitas que podem transformar dados em insights.Digamos que eu esteja vendendo bananas. Eu posso acessar o Google Trends e explorar termos relacionados com uma palavra chave (nesse caso,“bananas”). O Google vai mergulhar em seu algoritmo de busca e me servir com os termos mais buscados que tenham a ver com bananas. Eu então descubro que no Leste Europeu e na Ásia quase não se busca por bananas. E que na Austrália se busca bastante por esse termo.Então se eu for montar uma vendinha de bananas,eu iria para a Austrália,e não para a República Tcheca. Isso é um insight,por mais esdrúxulo que seja meu exemplo.Monitorar mídias sociaisÉ muito útil saber o que as pessoas falam sobre sua marca,sobre seus concorrentes ou sobre outros termos relevantes para seu negócio. Cada um desses termos pode ser uma oportunidade para engajar,responder,resolver um problema,mostrar que sua marca se importa.Vamos supor que você veja um tweet negativo sobre um produto seu. Se você perceber isso rapidamente,entrar em contato com a pessoa que está tendo problemas,e oferecer uma forma satisfatória de resolver esse problema,você com certeza irá transformar alguém que estava falando mal de sua marca em um ferrenho defensor,e irá ganhar muitos admiradores no processo.Existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para esse fim. Se você trabalha em uma empresa que tem recursos para esse tipo de ação,existe o Radian6,ou o Adobe Marketing Cloud. Se não,dá pra se virar bem com algumas ferramentas grátis,como a www.socialmention.com.Faça retargetingCookies estão em todo lugar. Sua “onipresença” mudou completamente como a grande maioria das publicidades online são feitas. Você pode oferecer um produto específico para uma pessoa que pesquisou anteriormente por um termo relacionado a esse produto. Se há maior sinal de interesse de compra do que esse,eu não conheço!Pense no valor que isso tem para uma empresa de segmento específico,como a Netshoes,por exemplo. Mostrar o anúncio de um tênis de corrida para um usuário que estava anteriormente pesquisando por… tênis de corrida. Isso se chama retargeting ou remarketing. Faça ele!Pronto,você já pode dizer que usa de big data para diferenciar-se no mercado. Claro que existem várias e várias outras formas de fazer big data,mas toda jornada começa com o primeiro passo. Dê o seu!*Siro Canabarro,CMO da Gumga

ParanáTIC 2015:Assespro-Paraná adianta divulgação de evento que acontece em novembro na cidade de Foz do Iguaçu

Assim que confirmou Foz do Iguaçu como sede do ParanáTIC 2015,a Assespro-Paraná,que realiza o evento em parceria com o Sebrae,já iniciou o trabalho de divulgação do mais importante econtro de tecnologia da informação do estado. Neste ano ,o ParanáTIC vai contar com a participação de presidentes e diretores das regionais da Assespro Nacional e também vai servir para o lançamento do WCIT - Congresso Mundial de TI,que acontece em 2016 no Brasil.Veja mais detalhes da reportagem do programa de tv Valor Agregado.