Pontos fundamentais para se tornar empreendedor em 2018

Quer ter um negócio próprio? A abrir uma empresa é uma decisão de grande responsabilidade, sendo necessários diversos processos, que necessitam de atenção, principalmente, nos detalhes mais técnicos. Alguns pontos de destaque são elaboração do contrato social, a escolha do tipo de tributação da empresa, a escolha do imóvel, obtenção de alvará.

Veja alguns pontos que o diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos, selecionou para ser levado em conta antes de abrir uma empresa.

Planejamento do negócio – O grande problema na maioria das empresas abertas é que isso ocorre impulsivamente, e em função disso não há um plano de negócio estabelecido, público alvo e estrutura necessária, assim, antes de qualquer coisa é necessário sentar e ver o que se pretende e como se objetiva atingir.

Muitas vezes após essa primeira análise se percebe a necessidade de uma capacitação e hoje se encontra um grande número de cursos de capacitação para empreendedores, como os oferecidos pelo Sebrae e pela DSOP Educação Financeira. Também é importante pesquisar como está o mercado em que pretende atuar, para ver em qual nicho de público se encaixará.

Cálculo de custos para começar a funcionar – É preciso que se tenha em mente que para colocar uma empresa para funcionar haverá custos que vão além dos que já se conhece no dia a dia de uma empresa com infraestrutura e pessoal. Dentre esses os principais são as taxas da junta comercial e da emissão do alvará, dentre outras que variam de acordo com a localidade e o ramo de atuação.

Para facilitar esse processo existem profissionais especializado em resolver a burocracia, para se ter ideia, a Confirp tem uma área que apenas se responsabiliza por isso, tirando do cliente qualquer ‘dor de cabeça’ relacionada ao tema.

Elaboração do contrato social – Para toda empresa funcionar é imprescindível que se elabora um contrato social, é nesse documento que estão relacionados os pontos práticos do funcionamento da empresa. Pontos primordiais que devem englobar são informações como nome, endereço e atividade, capital social (valor ou bens investidos), qual a relação entre os sócios e como se dá a divisão dos lucros.

Importante frisar que quaisquer alterações contratuais, faz com que se tenha que refazer as inscrições federal, estadual e municipal e as licenças. As sociedades limitadas só podem alteradas se 75% do capital estiver de acordo. Geralmente o registro de um contrato social pode ser agilizado procurando o sindicato da categoria da empresa, sendo que o mesmo pode possuir um posto avançado da junta comercial. Com isso, todo esse processo pode ser finalizado em até 24 horas.

Opção pelo regime tributário que a empresa seguirá – Hoje três são basicamente três os regimes de tributação existentes, Simples, Presumido ou Real. A opção pelo tipo de tributação que a empresa utilizará deve ser feita até o início do próximo ano, mas, as análises devem ser realizadas com antecedência para que se tenha certeza da opção, diminuindo as chances de erros.

Outro ponto é que cada caso deve ser analisado individualmente, evidenciando que não existe um modelo exato para a realização de um planejamento. Apesar de muitos pensarem que melhor tipo de tributação é o Simples, existem até mesmo casos que esse tipo de tributação não é o mais interessante, mesmo que a companhia se enquadre em todas as especificações.

Definição da estrutura física – Além de definir o local onde será o empreendimento é necessário também que se adquira toda uma estrutura para o funcionamento da empresa, e isso dependerá de cada ramo de atuação, podendo ir desde maquinário até material de escritório.

Sobre o local em que será é importante que se observe também se esse se adéqua ao público que pretende atingir e, principalmente, diretrizes estabelecidas pelo município referente ao local. Uma boa orientação para quem está iniciando é a utilização de espaços de coworking. Que são espaços compartilhados que possibilitam foco no trabalho, network e economia.

Obtenção de registros e licenças – hoje a burocracia é tanta para empresas que grande maioria não possuem todos os registros e licenças necessários para o funcionamento, no que se configura em um risco jurídicos para essas, dentre os registro necessários estão o habite-se do imóvel (autorização da prefeitura para que ele possa ser habitado) e as regras de ocupação de solo (cada cidade define regras específicas em leis de zoneamento), alvará de funcionamento, pagamento de taxas de funcionamento, dentre outras licenças necessárias dependendo da atividade da empresa.

Veja todos os documentos necessários e em quais órgão buscar:

• Junta Comercial: registros dos atos sociais (contrato social, atas de reuniões, deliberações etc.).

• Receita Federal: para obtenção de registro do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).

• Prefeitura: para obtenção do Alvará de Funcionamento e nota fiscal, caso a empresa seja contribuinte do ISS (Imposto Sobre Serviços).

• Secretaria Estadual da Fazenda: para obtenção de inscrição Estadual.

Contratação de uma contabilidade – Toda empresa necessita de uma contabilidade par funcionar. Essa que será responsável por estar gerando as informações imprescindíveis para a empresa esteja em dia com os órgãos públicos.

Também são responsáveis pelo cálculo de impostos e tributos que a empresa deverá pagar, bem como análise da situação contábil da empresa e geração de informações imprescindíveis para a gestão empresarial

Processo de contratação de profissionais – Sua empresa terá necessidade de funcionários? Se sim é necessário abrir processos seletivos para contratação, hoje esse ponto é um dos mais problemáticos para as empresas em função de um crescente apagão de mão de obra que passa o país. Após a contratação é necessário elaborar o contrato de trabalho, definir salários benefícios ver qual o melhor regime de trabalho e regularizar o mesmo junto ao INSS.

Gostou? Quer compartilhar?

Indústria 4.0 é tema de simpósio SAE BRASIL em Curitiba

Discutir possíveis formas de interagir com as ferramentas da Indústria 4.0 e encontrar soluções eficazes para o aumento da produtividade nas empresas é a proposta do 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura. Sob a direção de Carlos Gallani, gerente técnico de Planta da Bosch, o encontro será realizado dia 30 de novembro, na FAE Business School, em Curitiba.

Sob o tema “Produtividade, Conhecimento e Tecnologia: Fábrica 4.0 como Alavanca para a Mudança Competitiva”, o simpósio anual reunirá representantes de montadoras, empresas fornecedoras e universidades, que irão difundir novas tecnologias e melhores práticas de manufatura em apresentações e sessões de debates, organizadas em dois painéis temáticos. (Ver abaixo a programação do encontro)

Para Gallani, é preciso aliar produtividade, conhecimento e tecnologia para alcançar as mudanças que irão alavancar o crescimento no contexto da Indústria 4.0. “Se por um lado nós temos desafios no preparo de nossas competências profissionais e no desenvolvimento de uma infraestrutura de dados robusta, há também oportunidades para criar essa nova realidade industrial e ser protagonista do futuro”, aponta.

O simpósio é destinado a engenheiros e profissionais das áreas de manufatura, processos e produtos, assim como estudantes de engenharia. “Os simpósios da SAE BRASIL abordam temas importantes para a comunidade da engenharia da mobilidade e trazem visão das tendências globais em tecnologias de ponta”, diz o engenheiro Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL.

Organizado pela Seção Paraná e Santa Catarina da SAE BRASIL, sob a direção do engenheiro Massami Murakami, o 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura conta com os seguintes apoiadores e patrocinadores: Bosch, CNH Industrial, FAE Business School, FIEP/ SESI/ SENAI/ IEL, Siemens e Stäubli.

PROGRAMAÇÃO DO 8º SIMPÓSIO SAE BRASIL DE SISTEMAS DE MANUFATURA

30 DE NOVEMBRO

8h15 – Boas-vindas com Jorge Apóstolos Siarcos, reitor da FAE.

8h40 – Solenidade de Abertura com Carlos Gallani, chairperson do 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura e gerente técnico de Planta da Bosch.

PAINEL TECNOLOGIA

9h – Palestra “Rota 2030, a Nova Política Industrial do Setor Automotivo”, com Antonio Megale, presidente da ANFAVEA.

9h30 – Palestra “As Mudanças da Automação Industrial com a Nova Revolução”, com Ronaldo Diotto, gerente de Manufatura da AGCO Group.

10h – Palestra “Desafios e Experiências da Indústria 4.0 na Fábrica”, com Bruno Ayusso, gerente de Engenharia de Processos da Empresa Brasileira de Compressores (Embraco).

11h – Palestra “A Manufatura na Fábrica do Futuro”, com Celso Placeres, diretor de Manufatura da Volkswagen.

11h30 – Palestra “As Fábricas Inteligentes da Nova Revolução Industrial”, com Antonio Mandalozzo, gerente industrial de Operações Inteligentes da Electrolux para América Latina.

12h – Palestra “Jornada para a Indústria 4.0”, com Mozarte Reck, gerente da Bosch.

12h30 – Debate moderado por José Vicente Cordeiro, diretor de Pós-graduação da FAE.

PAINEL CAPITAL HUMANO

14h – Palestra “Gestão do Conhecimento na Fábrica Digital”, com Jorge Muniz Junior, coordenador do Curso de Mestrado em Engenharia de Produção da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

14h30 – Palestra “Equipes de Alto Desempenho para a Nova Revolução Industrial”, com Luiz Quinalha, diretor de Fabricação da Renault.

15h – Palestra “Os Desafios da Qualidade na Nova Revolução Industrial”, com Richard Scwarzwald, diretor de Qualidade da FCA para América Latina.

16h – Palestra “Como Promover a Inovação Industrial”, com Alain Tissier, vice-presidente da Renault do Brasil.

16h30 – Debate moderado por Marcio Migues, acadêmico da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

17h10 – Cerimônia de Encerramento com Alexandre Maneira, gerente do 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura e professor da FAE.

8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura
Data: 30 de novembro de 2017, das 8h30 às 17h30.
Local: FAE Business School (auditório) – avenida Visconde de Guarapuava, 3.263, Centro, Curitiba, PR

Gostou? Quer compartilhar?

Horário estendido do comércio inicia dia 1º de Dezembro. Vendas de Natal devem crescer 1,5% em Curitiba

A pesquisa ACP/Datacenso sobre as perspectivas do comércio curitibano com relação às vendas motivadas pelo Natal de 2017, com 200 comerciantes e 200 consumidores que responderam perguntas espontâneas e estimuladas entre os dias 6 e 8 desse mês, indicou crescimento nominal de 4% em comparação com período igual de 2016. O crescimento real será de 1,5%, descontada a inflação de 2,53% acumulada nos últimos 12 meses.

Os comerciantes ouvidos pelo Datacenso (70%) ocupam cargos de gerente e supervisor, ou de proprietários e sócios (30%), representando micro (74%), pequenas (24%) e grandes (2%) empresas, que empregam de nove a mais de 100 funcionários.

Dividida em grupos praticamente iguais entre homens e mulheres, a amostragem de consumidores tem entre 18 anos de idade a mais de 55 anos, e renda mensal familiar variando entre R$ 937 (1 salário mínimo) a R$ 9.370,01 (mais de 10 salários mínimos). A faixa de renda média predominante (50%) entre os consumidores varia de R$ 1.874 a R$ 4.685,00.

As lembranças natalinas indicadas pelos consumidores dispostos a presentear até três pessoas (esposas, esposos, filhos, netos, outros parentes e amigos) são roupas (58%), brinquedos tradicionais (33%) e calçados (18%), além das demais opções costumeiramente lembradas no Natal.

O consumidor pretende gastar R$ 85 por pessoa, ou seja, R$ 255 no total dos três presentes planejados. Em comparação com o Natal do ano passado, quando o gasto médio total registrado foi de R$ 234, o aumento desse ano está estimado em 9%, um indício seguro da retomada do ritmo de vendas pelo varejo.

Para os empresários ouvidos pelo Datacenso especificamente quanto à expectativa do movimento de vendas de 2017, cerca da metade, ou 47% admitiram vendas iguais as do ano passado, 35% esperam vender mais, 15% menos e 4% não souberam responder.

Promoções especiais estão sendo planejadas por 50% dos empresários ouvidos (descontos para pagamento à vista, número maior de parcelas no cartão de crédito, sorteios, brindes e propaganda), além da confiança no clima festivo do final de ano que mantém a tradição dos presentes de Natal, o 13º salário e as férias familiares.

Um número expressivo de empresas (62%) não tem plano de contratar empregados temporários para a temporada festiva, ao passo que 38% devem tomar a iniciativa embora em quantidade menor que a do ano passado, sendo que apenas 10% dos contratados deverão ser efetivados.

A partir de 1º de Dezembro, o comércio na capital paranaense começa a funcionar com horário estendido.

image002 (1)

Gostou? Quer compartilhar?

Confeitaria de Curitiba garante segurança alimentar e aumenta produtividade com etiquetas eletrônicas

1f6e0f23c1e2861fb6239d5b293ae825

Está tramitando na Câmara Municipal de Curitiba um projeto de lei que visa promover políticas públicas para “respeitar e proteger o direto à alimentação adequada”. O Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional foi enviado pelo Executivo e, de acordo com a matéria, o município deverá garantir a qualidade sanitária e nutricional dos alimentos consumidos pela população da cidade. O texto passará pelas comissões temáticas, plenário da Casa e se for aprovado, será enviado para sanção do prefeito. A iniciativa será útil para que o conceito de segurança alimentar seja empregado definitivamente na sociedade, no setor produtivo e, como consequência, no varejo.

Mas a Confeitaria Jauense saiu na frente e encontrou na tecnologia uma alternativa para se adequar às exigências do projeto. Para otimizar o processo de precificação e o cadastro diário das informações nutricionais dos produtos, a confeitaria adotou as etiquetas eletrônicas da Seal Sistemas, principal integradora de tecnologia do país, em substituição às etiquetas de papel. Até a implementação, o trabalho era manual e o controle das informações era o grande desafio. Com a instalação dos dispositivos, que são capazes de descrever o valor calórico, quantidade de açúcar, se contem glúten, carboidratos e gordura, as informações nutricionais dos alimentos estão à vista do cliente, proporcionando uma experiência satisfatória para os consumidores.

De acordo com Eduardo Hermes, Diretor Executivo da Confeitaria Jauense, o consumidor é o principal beneficiado com essa mudança. “Agora, o cliente não tem mais dúvida sobre a veracidade das informações descritas sobre determinado produto”, afirma o executivo. Se a sensação de não cair mais na armadilha dos rótulos é uma vantagem para o cliente, outro ganho é o fim das longas filas. “A facilidade de encontrar as informações nutricionais, elimina a necessidade de realizar a consulta com funcionários, seja no balcão ou no próprio caixa”, disse Hermes.

A tecnologia da Seal trouxe uma melhor gestão operacional para a confeitaria e o diretor destaca o crescimento no número de clientes. “Em pouco menos de um mês de funcionamento do projeto, percebemos um aumento no fluxo de pessoas na loja, além de uma performance melhor nas vendas”.

Melhor nas vendas e na produtividade. O processo de precificação e cadastro das informações nas etiquetas de papel envolvia três profissionais, que eram responsáveis pela atualização dos preços, data de fabricação, prazo de validade, origem e composição dos alimentos. Hoje, é feito por apenas uma pessoa. Hermes ressalta que essa excelência operacional só foi possível atingir porque a tecnologia da Seal “é acessível e ajuda as pequenas e médias empresas a solucionar seus problemas do dia a dia”.

Inovação tecnológica mais acessível

Antes restrito às empresas de grande porte, por exigir grandes investimentos, o avanço tecnológico está passando por um processo de democratização e a demanda de pequenos e médios empresários por soluções inovadoras é crescente e tende a aumentar nos próximos anos.

Os pequenos varejistas sabem que a relação com o novo consumidor mudou bastante, e, por esse motivo, Wagner Bernardes, CEO da Seal Sistemas, destaca que esses empresários precisam de soluções pensadas dentro do mundo digital. “Quem não olhar para a inovação como uma aliada, enfrentará dificuldades de sobreviver no mercado”, disse.

Gostou? Quer compartilhar?

Curso gratuito detalha licitações para locação de veículos em Curitiba

Conforme estatísticas obtidas pela Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), o Governo Federal, os estados e os municípios brasileiros realizam juntos aproximadamente nove mil licitações por ano para locação de veículos, utilizados para a prestação de serviços públicos nas áreas de saúde, segurança e educação, entre outras.

Diante dessa realidade, pela primeira vez em Curitiba, a UNIABLA – Universidade Corporativa do Setor de Locação de Automóveis – realizará o “Curso Prático de Licitações com Pregão”, no dia 21 de novembro, das 8h30 às 17h, na Sede do Sindloc-PR – Avenida Silva Jardim, 2042 – 16º andar, Rebouças (esquina com a Rua Coronel Dulcídio). A UNIABLA trará o instrutor Leonardo Jacob, da RHS Licitações, empresa que atua no mercado de compras governamentais e que tem reconhecimento da administração pública Federal, Estadual e Municipal.

Para o diretor regional da ABLA no Estado do Paraná, Tércio Gritsch, “é cada vez mais importante conhecer os processos licitatórios e a legislação envolvida para se habilitar a competir nesse mercado”, avalia. “A UNIABLA acertadamente decidiu criar e oferecer esse novo curso prático e nós viabilizamos a realização agora também no nosso estado”.

Além dos aspectos jurídicos e práticos, o diferencial do curso é o módulo com a simulação completa de um pregão. “Praticamos em tempo real os detalhes que precisam ser observados em tomadas de preço públicas”, acrescenta Carlos Faustino, conselheiro gestor e responsável pela área de capacitação da ABLA. “Documentação, habilitação, comprovantes de regularidade e qualificações técnicas e financeiras para participar de pregões são exercitadas na prática”.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no www.abla.com.br: para gestores e profissionais de locadoras associadas da ABLA, podem ser feitas mediante doação de 5 kg de alimentos não perecíveis; e para não associados, mediante doação de uma cesta básica. As vagas são limitadas.

Curso Prático de Licitações com Pregão
Data: 21/11/2017
Horário: 8h30 às 17h
Local: Sede do Sindloc-PR
Endereço: Avenida Silva Jardim, 2042 – 16º andar, Rebouças (esquina com a Rua Coronel Dulcídio)
Informações para imprensa: (11) 2608-0693 ou 97179-7674, com Olivo Pucci (olivo@abla.com.br).

Gostou? Quer compartilhar?

Vendas de Natal devem crescer 1,5% em Curitiba

A pesquisa ACP/Datacenso sobre as perspectivas do comércio curitibano com relação às vendas motivadas pelo Natal de 2017, com 200 comerciantes e 200 consumidores que responderam perguntas espontâneas e estimuladas entre os dias 6 e 8 desse mês, indicou crescimento nominal de 4% em comparação com período igual de 2016. O crescimento real será de 1,5%, descontada a inflação de 2,53% acumulada nos últimos 12 meses.

Os comerciantes ouvidos pelo Datacenso (70%) ocupam cargos de gerente e supervisor, ou de proprietários e sócios (30%), representando micro (74%), pequenas (24%) e grandes (2%) empresas, que empregam de nove a mais de 100 funcionários.

Dividida em grupos praticamente iguais entre homens e mulheres, a amostragem de consumidores tem entre 18 anos de idade a mais de 55 anos, e renda mensal familiar variando entre R$ 937 (1 salário mínimo) a R$ 9.370,01 (mais de 10 salários mínimos). A faixa de renda média predominante (50%) entre os consumidores varia de R$ 1.874 a R$ 4.685,00.
As lembranças natalinas indicadas pelos consumidores dispostos a presentear até três pessoas (esposas, esposos, filhos, netos, outros parentes e amigos) são roupas (58%), brinquedos tradicionais (33%) e calçados (18%), além das demais opções costumeiramente lembradas no Natal.

O consumidor pretende gastar R$ 85 por pessoa, ou seja, R$ 255 no total dos três presentes planejados. Em comparação com o Natal do ano passado, quando o gasto médio total registrado foi de R$ 234, o aumento desse ano está estimado em 9%, um indício seguro da retomada do ritmo de vendas pelo varejo.
Para os empresários ouvidos pelo Datacenso especificamente quanto à expectativa do movimento de vendas de 2017, cerca da metade, ou 47% admitiram vendas iguais as do ano passado, 35% esperam vender mais, 15% menos e 4% não souberam responder.

Promoções especiais estão sendo planejadas por 50% dos empresários ouvidos (descontos para pagamento à vista, número maior de parcelas no cartão de crédito, sorteios, brindes e propaganda), além da confiança no clima festivo do final de ano que mantém a tradição dos presentes de Natal, o 13º salário e as férias familiares.
Um número expressivo de empresas (62%) não tem plano de contratar empregados temporários para a temporada festiva, ao passo que 38% devem tomar a iniciativa embora em quantidade menor que a do ano passado, sendo que apenas 10% dos contratados deverão ser efetivados.

Gostou? Quer compartilhar?

Como a troca de gerações afeta a propriedade das empresas familiares?

O universo das empresas de controle familiar é vasto e apresenta uma série de nuances que interferem diretamente no desempenho empresarial. Hoje, apenas 12% das empresas familiares brasileiras sobrevivem após a 3ª geração, segundo levantamento recente da PricewaterhouseCoopers (PwC), empresa de auditoria e consultoria. Um dos principais obstáculos é a ausência de um planejamento sucessório e uma governança corporativa bem estruturada, fatores que interferem na propriedade e gestão das empresas.

Muitos dos dilemas e angústias enfrentados são causados pela passagem do tempo. “As famílias são uma série infindável de entradas de pessoas por meio de casamentos e nascimentos. E também de saídas por meio de divórcios e mortes. Estes movimentos afetam diretamente a propriedade quando novos proprietários assumem a responsabilidade pela sua condução em razão de falecimentos ou pela passagem do bastão. Dessa forma, a propriedade vai passando de uma geração para outra”, diz a advogada Monique de Souza Pereira, sócia do escritório Souza Pereira Advogados, em Curitiba.

Segundo Monique, muitos são os desafios que interferem no dia a dia dessas empresas ao longo dos anos. “Vencer cada etapa é uma vitória, mas a maioria não consegue ultrapassar tantas barreiras, seja por falta de informação, de organização ou até mesmo de vontade. Dessa forma, o que precisamos fazer é auxiliá-las a trilharem o caminho do sucesso, utilizando-se de controles eficazes, constante participação e aperfeiçoamento dos membros da família e instrumentos jurídicos bem redigidos para que a propriedade se mantenha de maneira segura com as famílias por várias gerações”, orienta.

A maioria das empresas inicia suas atividades no estágio do proprietário controlador, em que são administradas por um único dono ou por um casal. Monique aponta a dificuldade de capitalização como o principal desafio dessa fase, pois os bancos tendem a ser exigentes e conservadores na avaliação para concessão de crédito, sendo necessário utilizar as economias do fundador e de sua família. “Outro desafio é encontrar o equilíbrio entre a autonomia do patriarca fundador na direção da empresa e a retenção de talentos dedicados e construtivos, uma vez que os fundadores tendem a não delegar tarefas e acreditam que precisam estar presentes em todos os momentos e decisões, inibindo a atuação dessas pessoas”, afirma.

Já no estágio da sociedade entre irmãos, o controle é partilhado entre irmãos e irmãs, o que acontece geralmente na segunda geração. “Os desafios dessa fase são inúmeros, como desenvolver um método efetivo no compartilhamento do controle entre os novos proprietários e incentivar as próximas gerações a participarem desde cedo do negócio familiar; criar uma boa comunicação entre os membros familiares; desenvolver Conselhos de Família e estruturas de controle como Conselhos Consultivos ou de Administração; e o equilíbrio de prioridades entre reinvestimentos e dividendos”, afirma Nelson Luiz de Paula Oliveira, coordenador do Capítulo Paraná do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

No estágio do consórcio entre primos, o controle é exercido por primos, sem que nenhum deles exerça sozinho as decisões em razão da diluição da propriedade. “Quando atingem esse estágio, as empresas geralmente encontram-se na terceira geração. Os principais desafios são: administrar a complexidade da família e do grupo de acionistas tendo em vista os conflitos interpessoais; a distância entre o convívio dos membros; e a ausência de interesse de atuação na empresa da família”, afirma Nelson, destacando que outro desafio nessa fase é criar um mercado interno viável entre sócios, de modo que membros da família tenham a opção de vender suas participações para investirem em outros projetos e sonhos que viabilizem realizações pessoais.

Gostou? Quer compartilhar?

Sistema Fiep promove evento Vozes do Amanhã com Marcos Piangers em Curitiba

O jornalista, radialista, apresentador, escritor e palestrante Marcos Piangers estará em Curitiba no próximo dia 16 de novembro (quinta-feira), participando do VOA – Vozes do Amanhã, promovido pelo Sistema Fiep. O evento acontece seguindo o exemplo das conferências TED e TEDx, que consistem em apresentações rápidas com o intuito de disseminar ideias. Os vídeos das conferências costumam bombar na internet e os de Piangers, que já palestrou três vezes no TEDx, têm mais de 20 milhões de visualizações.

O Vozes do Amanhã tem como objetivo apresentar boas ideias e práticas que surgiram dos alunos do Colégio Sesi, dos cursos do Senai e das Faculdades da Indústria no Paraná. Os alunos terão 10 minutos para apresentar seus projetos e como recurso de apoio poderão montar uma apresentação com no máximo 20 slides. Além da presença de Marcos Piangers como palestrante, o evento conta ainda com a palestra da youtuber Elisa Seidel, ex-aluna do Colégio Sesi. Elisa tem mais de 96 mil inscritos no canal em que fala sobre games.

Entre os trabalhos e ações apresentados estão desde a experiência dos jovens na liderança de grêmios estudantis, até projetos desenvolvidos em sala de aula para melhorar, de alguma maneira, a vida em comunidade. É o caso de um colete desenvolvido para motoboys que utiliza a energia solar para carregar celulares e outros equipamentos eletrônicos; a criação de uma luva-guia que, através de sensores, auxilia pessoas com deficiência visual a se locomoverem; e a criação de um lápis sustentável feito a partir do bagaço da cana de açúcar.

Para a gerente executiva de Educação do Sistema Fiep, Giovana Chimentão Punhagui, os projetos inovadores são estimulados pela metodologia de ensino proposta pelo Sistema Fiep. “Os alunos são constantemente desafiados a buscar soluções com base em suas experiências, interesses, aptidões e os conteúdos aprendidos nas aulas e nas oficinas das quais eles participam. Nesse contexto, acabam surgindo muitos projetos que realmente fazem a diferença e podem melhorar a vida de muitas pessoas. E nada melhor do que um evento para apresentar essas ideias e fazer com que elas se espalhem”, diz.

O Vozes do Amanhã é gratuito e aberto ao público, mas as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas pelo site sistemafiep.com.br/voa.

Vozes do Amanhã
Data: 16 de novembro
Horário: 19h
Local: Campus da Indústria
Endereço: Avenida Comendador Souza Franco, 1341

Gostou? Quer compartilhar?

Great Place to Work: conheça o time de empresas de TI do Paraná entre as melhores para trabalhar no Brasil

O Instituto Great Place to Work divulgou, durante o IT EXPO FORUM 2017, a lista com as melhores empresas de TI para trabalhar no Brasil. O Paraná alcança posição de destaque ao figurar com cerca de 10% das empresas premiadas. A 12ª edição do ranking de TI conta com 15 grandes, 75 médias e 20 pequenas empresas do setor. Dell EMC liderou entre as grandes, SAP Labas América Latina, entre as médias e Sydle entre as pequenas.

Os destaques são as maringaenses Tecnospeed, segunda colocada entre as pequenas empresas, e DB1, melhor paranaense entre as médias com a 11ªa colocação. Também de Maringá, aparecem SG Sistemas em 34º e Elotech em 51º lugar entre as médias. Ainda nessa categoria, aparecem GolSat, de Londrina, em 14º, Viasoft, de Pato Branco, em 47º, a curitibana Cinq Technologies, em 53º, Datacoper, de Cascavel, em 55º e a londrinense Advise em 75º lugar. Entre as pequenas, a SetaDigital, de Cascavel ocupa a 13ª colocação.

Gostou? Quer compartilhar?

Sete sinais de que sua empresa precisa de uma estratégia tributária

Cerca de 50% das empresas no Brasil pagam mais impostos do que deveriam, segundo estudos da Becomex , uma empresa especializada no gerenciamento integrado na área tributária e operações internacionais. Isso porque não aproveitam corretamente os benefícios fiscais e aduaneiros existentes, e muitas empresas sequer sabem o potencial que poderiam economizar com o pagamento de impostos e tributos.

“Atualmente, os ‘serviços de inteligência fiscal’ já registraram uma redução média de 18% na carga tributária das empresas, melhoria do fluxo de caixa por meio da recuperação de impostos acumulados e mitigação do risco fiscal de 40% aproximadamente. É um novo horizonte que pode agregar mais valor ao negócio e proporcionar à área financeira da empresa um status mais estratégico que operacional”, declara o vice-presidente da Becomex, Rogerio Borili.

O trabalho estratégico voltado à gestão tributária é fundamental para criar um modelo focado na busca de oportunidades, por meio da otimização de ganhos e redução de riscos em incentivos fiscais. Em razão disso, Rogério Borili destaca abaixo sete importantes sinais que apontam quando uma empresa deve investir em inteligência tributária:

1. Equipe interna sobrecarregada

As equipes internas estão sobrecarregadas com as constantes atualizações nas legislações, o que dificulta a realização de uma gestão tributária mais estratégica, focada na busca de oportunidades na área. Atualmente existem mais de 150 obrigações acessórias e as empresas gastam mais de 2,6 mil horas por ano para cumpri-las. Para que isso aconteça, é preciso deixar as áreas internas mais estratégicas com o suporte de uma consultoria com metodologia e tecnologia adequadas garantindo segurança, agilidade e rastreabilidade.

2. Erros nos cálculos de pagamentos de imposto

Planilhas com informações incongruentes e que geram risco no pagamento de impostos geram penalidades e prejuízos à empresa. O antídoto é a automatização do processo, a partir de tecnologias avançadas e personalizadas, tornando o pagamento de impostos mais seguro e dentro do compliance, livre dos riscos.

3. Quando é uma exportadora e importadora de produtos

Exportadoras podem tornar a recuperação de impostos um tema estratégico a partir de uma gestão tributária e fiscal inteligente. A correta utilização dos benefícios concedidos pelo governo às empresas pode trazer bons resultados em curto espaço de tempo, aumentando a competitividade e reduzindo custos.
Um exemplo é o Programa Reintegra, benefício que permite que as empresas exportadoras recebam os valores pagos em tributos federais ( PIS e Cofins) em etapas anteriores do processo produtivo. Porém, dos R$ 19 bilhões que o governo esperava devolver às empresas brasileiras exportadoras por meio do Reintegra, somente metade (R$ 9,5 bilhões) foi resgatada, mesmo em tempos de crise. A outra metade ainda está na Receita, esperando que as empresas exportadoras do Brasil requisitem o benefício.

4. Quando paga mais impostos que o necessário

Estudos apontam que cerca de 30% dos valores recuperados pelas empresas vieram de impostos pagos a maior, seja por erros internos ou por prevenção. A Classificação Fiscal de Mercadorias NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), é um exemplo. Trata-se de uma espécie de RG do produto a ser comercializado, estabelecido para identificar a natureza das mercadorias e promover o desenvolvimento do comércio internacional. Somente um serviço especializado é capaz de classificar corretamente as cerca de 10 mil classificações fiscais no total. Por ser um processo complexo, as empresas optam por classificar seus produtos com códigos genéricos, que geram um aumento da exposição fiscal devido à falta de informações que caracterizam o produto. Os custos de uma peça importada podem aumentar os custos diretos da empresa em 14%, caso seja utilizada uma NCM genérica, por exemplo.

5. Quando possui uma cadeia de fornecimento

As possibilidades de potencializar ganhos com a recuperação de impostos aumentam quando é realizado um trabalho dentro da cadeia de fornecedores e clientes, cujo objetivo é apurar todos os benefícios fiscais e aduaneiros concedidos pelo governo à indústria.

6. Para reduzir multas e penalidades

Devidos aos processos de controle da Receita Federal, cada vez mais tecnológicos e com o total cruzamento de informações, as multas e penalidades por erros nos pagamentos de impostos estão no dia a dia das empresas e os principais motivos são: informação inexata, falta de informação e não-cumprimento de prazos na entrega das Declarações. Esses motivos apontam a necessidade de auditar todos os processos antes de transmitir as informações, pois fazer a entrega da declaração não evita multa. É necessário entregá-la corretamente.

7. Contabilidade pode trazer dinheiro novo para empresa

Por não estarem preparadas para acompanhar as cerca de 5 mil leis que sofrem constantes modificações, as empresas brasileiras deixam de receber créditos que têm por direito. Porém, uma gestão tributária eficaz pode tornar-se a maior fonte de riqueza por meio da recuperação tributária, trazendo “dinheiro novo”.

“Vender mais e com maior margem não é o único caminho para capitalizar a empresa. É preciso cada vez mais utilizar os benefícios fiscais para reduzir custos e aumentar a rentabilidade, especialmente em tempos de crise”, conclui Rogério Borili.

Gostou? Quer compartilhar?

Estudos mostram que formação do executivo de finanças no Brasil ainda é incompleta

Se uma boa gestão já é fundamental para uma empresa quando a economia do país vai bem, em tempos de crise ela se torna essencial para a sobrevivência de qualquer negócio. Com a área financeira, é a mesma coisa. Muitas organizações acabam por colocar os gestores financeiros em segundo plano por não conseguirem encontrar um profissional adequado para esse departamento. Especialistas orientam que para ser um bom CFO (Chief Financial Officer) é preciso aliar a prática financeira do dia a dia com um conhecimento sistêmico do negócio. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), Claudio Lubascher, o CFO deve ser um elo estratégico no crescimento e desenvolvimento da companhia. “Ele deve ser o braço direito do CEO, ajudando na alavancagem do negócio”, explica Lubascher. De acordo com o presidente do IBEF, a formação completa de um CFO deve incluir experiência acadêmica com práticas específicas da área de finanças, aliadas ao conhecimento do negócio e do mercado.

Pensando nisso, o IBEF desenvolveu com a Universidade Positivo (UP) um curso de especialização para Formação de CFO. De acordo com o vice-presidente do IBEF, Maurício Carvalho, o curso é resultado de dois anos de estudos em conjunto com empresas de consultoria para entender o que falta para a formação de um bom CFO. Uma pesquisa realizada com 100 CEOs de todo o Brasil revelou que eles não enxergam hoje no profissional de finanças atributos como liderança e capacidade para o desenvolvimento de time e de equipes auto disciplinares. “Pesquisamos o mercado, analisamos a realidade do Brasil e o que existe fora do país e, então, chegamos em um modelo, que é formar um CFO não só para as questões técnicas, mas também desenvolver algumas outras competências”, destaca Carvalho. Segundo o vice-presidente, o tripé do curso é liderança, negócios e finanças. Ele garante que 30% do programa será voltado para finanças estratégicas e os outros 70% se concentrará em negócios e liderança. “O profissional da área financeira hoje está muito focado no operacional. Ao trazer módulos de lideranças bastante específicos, a gente quer tentar mudar o mindset deste executivo”, ressalta.

A primeira turma está prevista para começar no dia 18 de novembro. Para o reitor da UP, José Pio Martins, a parceria com o IBEF vai permitir à universidade oferecer muito mais que conceitos acadêmicos. “O Instituto é uma entidade de profissionais das finanças preocupada com a formação mais ampla dos CFOs e a UP tem as ferramentas pedagógicas. Poderemos aliar o conhecimento dos nossos professores com a expertise de mercado do IBEF e oferecer uma formação que fará do executivo um profissional de alta performance”, finaliza o reitor.

Curso de Formação em CFO

Quando: de 18 de novembro de 2017 a 13 de outubro de 2018

Sábados e domingos, das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30 (mensalmente)

Inscrições: www.up.edu.br / até 13 de novembro de 2017

Carga horária: 180 horas

Onde: Câmpus sede – Ecoville (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Curitiba/PR)

Mais informações: http://www.up.edu.br/cursos-livres/Forma%C3%A7%C3%A3o-em-CFO%E2%80%93Parceria-UP-e-IBEF

Gostou? Quer compartilhar?

Startup curitibana é pioneira em Cloud Corporativa

3a454c7ebd5105a2bbcf14a440555489

Com o objetivo de impactar positivamente a vida de empresas, a Winov, startup de Curitiba, oferece soluções inovadoras de Cloud Corporativo que unem alta performance, personalização e segurança. Compreendendo que o setor de serviços em nuvem é disputado por gigantes da tecnologia – como Google, Microsoft e Amazon –, a jovem empresa, fundada em 2015, estabeleceu um patamar inovador de desempenho na área. É a primeira a investir mais de 20 milhões de reais em equipamentos hiperconvergentes da Nutanix, tecnologia que dispensa o NAS (sistema de armazenamento distribuído) e reúne storage, rede e servidores em uma única plataforma.

“O ganho de performance é absurdo em comparação com os servidores tradicionais. A plataforma é baseada em virtualização de servidores, o que simplifica o gerenciamento sem perder eficiência e performance. O investimento é muito maior, quando comparado a uma infraestrutura tradicional como o NAS, mas o ganho de performance pode chegar a oito vezes o gerenciamento da estrutura, sendo mais simples e seguro”, explica Richardt Steil, chefe de tecnologia da Winov. A infraestrutura hiperconvergente da Winov foi desenvolvida com o objetivo de expandir o processo e gerenciamento interno de forma linear. “Como o sistema é integrado na plataforma, abandonando a ideia do NAS, os custos operacionais são reduzidos e o processo se torna mais simples de ser gerenciado. Sendo assim, conseguimos entregar ao cliente um serviço único e performático por custos competitivos”, completa Steil.

Para Diego Coimbra, chefe de marca e marketing da Winov, o propósito da startup é entregar a melhor tecnologia em infraestrutura e softwares aos clientes, viabilizando custos competitivos e mensais, conforme o uso do cliente. “É pelo modelo de Cloud que fazemos com que nossos clientes foquem apenas no seu core business, sem se preocuparem com performance ou questões relacionadas à demanda de altos processamentos. Nossa tecnologia permite uma alta performance sob demanda de forma escalável”, comenta Coimbra.

Com mais de 300 lojas espalhadas pelo Brasil, a grande varejista Mercado Móveis (conhecida como Lojas MM) utiliza a solução de Cloud Corporativo da Winov. Segundo Fernando Silveiro, gerente de controladoria da Mercado Móveis, a experiência que a hiperconvergência proporciona é fascinante. “Há alguns meses, quando passamos a nossa primeira grande experiência dentro da Winov e em equipamentos hiperconvergentes, nossa performance melhorou cinco vezes. Além disso, pudemos experienciar toda a agilidade e praticidade do modelo em nuvem”, completa o gerente.

Atualmente, a Winov está localizada em um amplo Data Center desde 2012. Seguindo as melhores práticas e métricas de TIER 3 em todo seu ecossistema, a estrutura é dinâmica, altamente segura, constantemente monitorada e autossuficiente em energia elétrica. Além disso, o Data Center possui uma excelente conectividade que previne acidentes envolvendo dados.

Gostou? Quer compartilhar?

Projeto de chatbot vence o II Hackathon da OAB Paraná

DSC_0058kathon,

Com a criação de um chatbot – programa que simula uma conversa humana – a equipe Tesla foi a vencedora do II Hackathon da OAB Paraná, cuja etapa final foi realizada neste fim de semana (28 e 29), na sede da seccional. Como em 2016, a maratona de programação teve como objetivo a produção de soluções tecnológicas para o exercício da advocacia. A Tesla é composta por Philip Gonçalves Pencal, André Luís da Silva Praxedes, Daniel Waldschmidt de Alencar, Daniel Ribeiro Skorski e pela advogada Bibiana Oliveira Espíndola. A advogada integrou também a equipe vencedora do I Hackathon da OAB Paraná, com um projeto de jurimetria digital.

A equipe vencedora ganhou R$ 15 mil em dinheiro, um ano de aulas de idiomas para todos os integrantes, 1 bolsa integral para um dos participantes da equipe estudarem pelo programa de aceleração do Founder Institute e crédito em serviços e suporte no Microsof BizSpark.

O segundo lugar da maratona de programação foi conquistado pela equipe Jobs, composta pela advogada Hanna Paterno Coutinho Ferreira, por Leonardo Garcia Custódio, João Pedro de Goes Novochadio, Meline Rodrigues Garcia e por Lohann Paterno Coutinho Ferreira. Seu prêmio foi de R$ 10 mil em dinheiro e mais 50% de bolsa para o programa do Founder Institute. Em terceiro ficou a equipe Shaw, formada pelo advogado Lucas Zapater Bertoni, por Valdir Fogassa Júnior, Laís Graf Ribas, Wanner Cavagnolle Mota e João Pedro Medeiros de Farias. Por seu desempenho, a equipe Shaw recebeu R$ 5 mil em dinheiro.

A premiação foi feita pelo presidente da OAB Paraná, José Augusto Araújo de Noronha. “Somos pioneiros nesse tipo de evento que une os universos jurídico e tecnológico. Isso é resultado de nossa busca permanente pela inovação e pelas respostas às necessidades e desafios da advocacia”, afirmou. A secretária-geral da seccional, Marilena Winter, também participou da cerimônia.

Além da ideia

A realização criativa – e não apenas a conceituação do produto – foi a grande marca da segunda edição do Hackathon. Por isso, a competição foi dividida em duas fases. A primeira etapa ocorreu no dia 30 de setembro, com a presença de 21 das 24 equipes inscritas. Desse total, 18 tiveram seus projetos selecionados. Metade dos grupos cumpriram as entregas exigidas pelo regulamento para a criação de um MVP (Minimum Viable Product ou, em português, Produto Mínimo Viável), contemplando o tripé codificação, design e viabilidade comercial.

Após um mês inteiro de trabalho, a maratona deste fim de semana reuniu 8 times – um dos que chegaram ao MVP se ausentou da disputa. Os projetos foram analisados por auditores especializados nas áreas de Direito, Design e Negócios. As equipes também receberam um desafio extra: implementar melhorias sugeridas pelas concorrentes em feedback cruzado.

Responsável pela organização do evento, o presidente da Comissão de Inovação e Gestão da OAB Paraná, Rhodrigo Deda, faz um balanço muito positivo do II Hackathon. “Foi um mês intenso que culminou com as 36 horas de trabalho deste fim de semana. Dividir a maratona em fases funcionou muito bem. Premiamos, de fato, os realizadores criativos. As competições desse tipo são marcadas, em geral, por um baixo nível de execução. Trabalhamos para mudar isso e conseguimos. O resultado efetivo é o caminho para elevarmos o nível de colaboração e favorecer o ambiente de conhecimento tecnológico que nós, advogados, precisamos cultivar”, declarou Deda.

Aprendizado

A advogada Bibiana comemora a participação — e a vitória — nas duas edições do Hackathon. “Trabalhar com uma equipe inteiramente nova, em um projeto completamente diferente foi engrandecedor. Perceber o quanto aprendi nesse ano entre os dois eventos e ter a possibilidade de colocar em prática o que vivenciei dentro de aceleradoras, eventos de tecnologia e mentorias foi uma oportunidade única. Quero muito participar do próximo, mas como mentora. Poder dividir minha singela experiência com outras equipes já será uma vitória. E é sempre um prazer voltar à casa da OAB e fazer parte dessa história de inovação e pioneirismo da advocacia”, diz.

Fonte: OAB Paraná

Gostou? Quer compartilhar?

Como preparar sua loja virtual para o aumento de acessos na Black Friday

Testes de carga são fundamentais para o lojista virtual que vai participar da Black Friday, pois são eles que indicarão se o site irá aguentar, em apenas 24 horas, um volume de acesso que costuma ser três vezes maior do que o normal. Esta é uma das dicas que André Echeverria, ex-gerente geral da Microsoft para nuvem e plataforma de dados, dá às lojas online em datas promocionais.

Echeverria foi um dos seis especialistas convidados pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) e pela Braspag para participar da série de vídeos de capacitação para lojistas que vão participar da Black Friday. No vídeo Infraestrutura para a Black Friday, ele fala da importância de rever a arquitetura do site, que deve prever a escalabilidade. “É muito difícil dizer o movimento que a loja vai ter em momentos de pico como a Black Friday, por isso é preciso construir uma loja com uma arquitetura que permita ao lojista aumentar ou diminuir o site de acordo com o movimento”, ensina ele.

O especialista diz ainda que o lojista deve se preocupar com a segurança, tendo em mente a possibilidade de ataques, fraudes e quedas de sistema. Segundo ele, o lojista deve consultar a empresa de plataformas ou o seu gerente de sistemas sobre como a segurança está sendo reforçada para que sejam preservados os dados sensíveis do cliente. Outro ponto, que segundo Echeverria, não pode ser descuidado é a disponibilidade 24×7 do site. “Se no dia da promoção o site ficar indisponível, é muito importante que o lojista tenha previsto isso e tenha preparado um site reserva para assumir automaticamente a operação sem que o consumidor perceba em caso de queda do site principal.”

Se as dicas do vídeo pudessem ser resumidas, seriam as seguintes:

– Revise a arquitetura do site. Seu desenho deve prever o comportamento do sistema na data;

– Cuide da segurança, da privacidade e da transparência com os aspectos ligados aos dados do cliente;

– Opte por uma plataforma que tenha um ecossistema de empresas de integração, parceiros de tecnologia que possam apresentar uma solução específica às suas necessidades; e

– Pense em como os dados coletados durante a promoção serão tratados e de que forma essas informações podem ser utilizadas para melhorar o seu negócio ao longo do ano.

Este e os demais vídeos de capacitação idealizados no ano passado para a Black Friday fazem parte do programa Black Friday Legal, iniciativa da camara-e.net cujo objetivo é ajudar os micros, pequenos e médios empresários do e-commerce a ter uma experiência de vendas bem sucedida durante a data promocional. Ele pode ser acessado, gratuitamente, no canal da camara-e.net no YouTube (http://youtube.com/camaraenet).

Gostou? Quer compartilhar?

Encontro de Iniciação Científica reunirá pesquisadores de todo o Brasil

Um momento para incentivar a formação de novos pesquisadores, expor ideias e aperfeiçoar os estudos. Com esse propósito, o Centro Universitário Internacional Uninter realiza o ENFOC – XIII Encontro de Iniciação Científica, que reunirá professores e alunos em apresentações, debates e mesas-redondas sobre a importância da pesquisa para a excelência acadêmica.

O evento está marcado para os dias 17 e 18 de novembro, no auditório do campus Garcez, em Curitiba. As inscrições são abertas ao público geral, tanto para professores quanto para estudantes de qualquer instituição de ensino, e vão até o dia 31 de outubro. Quem estiver fora da capital paranaense poderá participar e acompanhar as transmissões de abertura e encerramento, que serão feitas à distância, via Youtube. “Com essa opção EAD, interessados no tema, de todo o Brasil, também poderão compartilhar as suas experiências e apresentar trabalhos de qualquer lugar do país”, explica a coordenadora do evento e da área de Pesquisa e Publicações Acadêmicas da Uninter, Desiré Luciane Dominschek.

Durante a programação do ENFOC também acontece o XII Fórum Científico, onde os participantes farão a apresentação dos seus trabalhos, e o IV Seminário do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), oportunidade para os acadêmicos do curso de Pedagogia da Uninter mostrarem os resultados das pesquisas desenvolvidas pelo grupo.

Entre as principais palestras confirmadas para o ENFOC, estão “Os Desafios da Pesquisa no Brasil”, com a professora da UFPR, Ana Sofia Oliveira, no dia 17, às 19h; e “A Pesquisa como Espaço de Formação – O PIBID e Iniciação Científica”, ministrada pela docente da Unespar, Márcia Marlene Stentzler, no dia 18, às 16h.

Segundo Desiré, a pesquisa é importante para o desenvolvimento de qualquer curso de graduação e os universitários vêm mostrando, a cada ano, mais interesse no assunto. “Percebemos isso pelo aumento nas inscrições de projetos, evidenciando que eles estão notando a importância da ciência na vida acadêmica e como isso pode ser fundamental para o futuro, seja no mercado de trabalho, Mestrado ou Doutorado”, exemplifica.

Mais informações e inscrições disponíveis em https://www.uninter.com/extensao/eventos/enfoc-2017/ . O valor da inscrição é R$ 30, 00 o que dá direito para participação em todas as atividades do ENFOC.

ENFOC – XIII Encontro de Iniciação Científica, XII Fórum Científico e IV Seminário PIBID
Data: 17 e 18 de novembro.
Local: Auditório do Centro Universitário Internacional Uninter, Campus Garcez. Endereço: Rua Luiz Xavier, 103, Centro, Curitiba.
Transmissão: pelo canal do Grupo Uninter no Youtube
Inscrições e informações pelo site https://www.uninter.com/extensao/eventos/enfoc-2017/

Gostou? Quer compartilhar?

Estudantes criam aplicativo mobile que coíbe assédio

O número de violência e assédio contra mulheres no Brasil é alarmante. Segundo dados divulgados em março de 2017 pelo Datafolha, um terço das mulheres do País foram vítimas de algum tipo de violência no último ano. Além disso, 40% das mulheres acima de 16 anos já sofreram algum tipo de assédio e, dessas, 5,2 milhões já passaram por situação de assédio físico em transporte público. Com a proposta de fazer algo para diminuir esses números, duas alunas do 9º ano do Colégio Positivo Júnior, de Curitiba, elaboraram um aplicativo que tem como objetivo constranger assediadores e auxiliar vítimas.

O SOS People, como foi denominado, é acionado por um botão discreto, que se conecta ao celular por bluetooth e, ao ser apertado uma vez, faz com o que o telefone emita um alarme. “Como o sinal é bem alto, as pessoas em volta irão olhar e o assediador será obrigado a parar”, explica uma das idealizadoras do projeto, Eduarda Rossi. Além do alarme, o telefone também envia uma mensagem de texto aos familiares e amigos cadastrados na plataforma, avisando que a remetente corre algum risco. Lara Prado, outra autora do trabalho, conta que, em casos de situações mais graves, como um sequestro, a vítima pode enviar um sinal silencioso. “Ao apertar o botão duas vezes, o alarme não será ativado e apenas a notificação será enviada aos familiares, junto com um link com a localização do celular”, explica.

O aplicativo, que ainda é um protótipo, é um dos trabalhos de destaque da décima edição da Mostra de Soluções do Colégio Positivo, que propõe aos estudantes experimentos científicos e comportamentais, de diferentes áreas do conhecimento. A professora de Língua Portuguesa e orientadora do trabalho, Claudia Morgenstern, lembra que esse tipo de atividade na escola, além de gerar resultados reais na sociedade, também influencia no futuro acadêmico dos estudantes. “Elas tiveram que fazer pesquisas, fundamentar o trabalho, realizar testes, etc., tudo o que serão demandadas no futuro, quando forem para o Ensino Médio e para a universidade”, conta. Agora, o projeto de Eduarda e Lara está concorrendo a uma vaga na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), promovida pela Universidade de São Paulo (USP).

Na última Mostra de Soluções do Colégio Positivo, 962 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental à 3a série do Ensino Médio apresentaram projetos que representaram 12 instituições de ensino, públicas e particulares, de Curitiba, Região Metropolitana, São Paulo e Maranhão. Ao todo, foram 1.300 participantes, entre alunos, professores e avaliadores.

Gostou? Quer compartilhar?

Diretoria da AHK Paraná debate perspectivas da economia para os próximos anos e Indústria 4.0

O que esperar da economia paranaense em 2018?

A Indústria 4.0 como alavanca para a retomada do crescimento – esse foi o tema do 2° Café com Jornalistas, que reuniu executivos de empresas alemãs e a imprensa paranaense, no último dia 26, em Curitiba.

O encontro foi conduzido por Andreas Hoffrichter, diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), que afirmou que vivemos uma fase de disrupção na economia. “Vemos drones que fazem entregas, carros que andam sozinhos, máquinas que gerenciam a produção e a qualidade – tudo isso faz parte de uma nova etapa em que a riqueza passa a ser gerada por inovações tecnológicas radicais, suportadas por aplicações digitais como big data, cloud computing e internet das coisas. A Indústria 4.0 é fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade das empresas no futuro”, afirma Hoffrichter.

Diante disso, a entidade anunciou aos jornalistas a criação de um grupo de intercâmbio com foco na Indústria 4.0. Isso deve ocorrer a partir de 2018.

Durante o evento, os desafios políticos, as oportunidades de negócios, as alternativas para exportação e os investimentos em capacitação humana também estiveram em pauta. Hoffrichter citou, ainda, algumas projeções em relação ao crescimento real do PIB de 0,5% para este ano e de 2,5% para 2018.

Sobre o crescimento real e aumento de investimentos, o diretor prevê um salto a partir de 2020/2021.

Entre os executivos presentes, que compõe o Conselho da AHK Paraná, estavam: Emerson Nogueira, diretor da OKE do Brasil; Emilio Abelenda, diretor da Kleiberit; Marcelo Fatuch, diretor do Consórcio Servopa; Wilson José Andersen Ballão, advogado fundador da Andersen Ballão Advocacia; Andreas Göhringer, diretor da AG Consulting; Hans Schorer, sócio-administrador da Termaqua e consultor do Centro Internacional de Tecnologia de Software; e Lourdes Manzanares, diretora geral Comercial e Marketing da Interprint. O COO da OKE Automotive (Alemanha), Fabian Voges, também participou do bate-papo.

Gostou? Quer compartilhar?

Normas Técnicas devem ser protegidas pelo direito de autor?

DrManoel_1ok_inc_1

Por Manoel J. Pereira dos Santos

A resposta a esta indagação exige esclarecer algumas confusões frequentes.

A primeira diz respeito à expressão “Normas Técnicas”. Podem Normas Técnicas ser consideradas obras intelectuais protegidas visto não serem criações do campo da estética? Na verdade, o conteúdo técnico ou o caráter utilitário de uma criação não afasta por si só sua proteção autoral uma vez que não se tutelam apenas as obras de ficção, mas também obras técnicas e científicas.

A própria Lei de Direitos Autorais refere-se genericamente, como objeto de sua tutela, às “criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível”, dispondo a seguir que “no domínio das ciências, a proteção recairá sobre a forma literária ou artística, não abrangendo o seu conteúdo científico ou técnico, sem prejuízo dos direitos que protegem os demais campos da propriedade imaterial.”

Mas a expressão “norma técnica” evoca a existência de uma compilação de procedimentos normativos e a mesma Lei de Direitos Autorais estabelece que procedimentos normativos, sistemas e métodos não são objeto de Direito de Autor. Essa questão é uma variante da problemática anterior: o que se protege é a forma de expressão, ou seja, o texto que compila e incorpora os procedimentos normativos, não os procedimentos em si mesmos, que são de uso livre por qualquer pessoa da sociedade. Por essa razão, a Lei de Direitos Autorais deixa claro que a proteção de compilações, coletâneas ou bases de dados não se estende aos dados e materiais em si mesmos contidos nas obras.

A terceira dúvida relaciona-se com o requisito de criatividade exigido da forma de expressão para que seja tratada como obra intelectual suscetível de tutela autoral. Sustenta-se que a padronização das Normas Técnicas e as restrições decorrentes da descrição do procedimento normativo não permitiriam o exercício da liberdade de criação humana. Antes de mais nada, não se pode negar que a criação de Normas Técnicas é uma forma de atividade intelectual que se reveste de evidente complexidade, ou seja, não se trata de uma criação trivial.

Por outro lado, obras técnicas podem apresentar caráter criativo porque a expressão não é necessariamente limitada pelo conteúdo técnico ou pela exigência de padronização, já que existem formas alternativas de expressão. Isso se evidencia na redação e na composição do texto: com efeito, uma teoria científica pode ser descrita de diversas maneiras. Só não existe proteção quando determinada forma de expressão representa o único modo de manifestar a ideia. Por essa razão, uma fórmula matemática é um modo de expressão obrigatório; mas a descrição de um processo comporta diferentes modos de expressão, representados pela escolha das palavras, pela composição do texto e pelo encadeamento das ideias.

Esta problemática é recorrente quando se trata de criações técnicas ou científicas. Ao decidir em 1979 pela proteção autoral de bulas de remédio, o Supremo Tribunal Federal reconheceu que a bula tem a natureza de uma obra científica, não obstante a informação que ela veicula deva ter livre circulação e mesmo sendo a bula de remédio regulada pelo órgão técnico competente: “Nos trabalhos científicos o direito autoral protege a forma de expressão, e não as conclusões científicas ou seus ensinamentos, que pertencem a todos, no interesse do bem comum.” (Recurso Extraordinário nº 88.705).

Dúvidas parecem existir com relação ao tratamento da Norma Técnica como obra intelectual. Argumenta-se que, sendo fruto do trabalho de pessoas diversas que se aproveitam do conhecimento de outras, não seria possível destacar a participação que seja criativa. Este é um argumento que nega a possibilidade de obras coletivas, que são expressamente reconhecidas pela legislação.

Com efeito, obra coletiva é, justamente, aquela que é criada por iniciativa, organização e responsabilidade de uma pessoa jurídica, que a publica sob seu nome ou marca e que é constituída pela participação de diferentes autores, cujas contribuições se fundem numa criação autônoma. Portanto, a contribuição de pessoas diversas, que possam utilizar-se de outras contribuições, é a própria característica da criação coletiva. O que importa, e esse requisito é comum nos organismos de normalização, é que o processo de elaboração de Normas Técnicas seja conduzido e organizado por uma entidade.

Finalmente, há quem sustente que a atividade de normalização é de interesse público e que as Normas Técnicas são de observância obrigatória. O modelo de elaboração de Normas Técnicas em todo o mundo baseia-se na atuação de entidades privadas. O Poder Público geralmente deixou que essas atividades fossem desenvolvidas pelo setor privado, porque assim se faz com mais eficiência e sem onerar o orçamento público. Portanto, esse modelo pressupõe que a atividade seja financiada pela comercialização das Normas Técnicas, o que exige sejam protegidas. Do contrário, deverá o Estado assumir a atividade de normalização, custeando-a com recursos públicos.

O fato de o Estado promover ou exigir a observância de normas técnicas não as torna atos oficiais ou com força legal. A Norma Técnica é em si sempre voluntária; o que obriga sua observância será sempre um ato normativo do Poder Público, do qual decorre a sanção aplicável. E a exigência de que determinadas Normas Técnicas sejam cumpridas não implica que devam ser fornecidas gratuitamente. O objetivo da proteção não é impedir a utilização ou acesso da Norma Técnica em si. É permitir que a entidade que promove sua elaboração possa custear essa atividade, porque a Norma Técnica é inegavelmente uma criação intelectual.

Manoel J. Pereira dos Santos é Mestre e Doutor em Direito pela USP e professor do Curso de Pós GVlaw, PI e Novos Negócios da FGV Direito SP.

Gostou? Quer compartilhar?

O que empresas tradicionais podem aprender com as startups

Por Eduardo L’Hotellier, fundador e CEO do GetNinjas

Contar sobre os desafios que tive nesses seis anos à frente do GetNinjas tem sido uma tarefa cada vez mais frequente e estimulante. Ao compartilhar minha experiência, também aprendo muito. Venho colecionando as dúvidas e sugestões das centenas de pessoas, de empresas tradicionais ou iniciantes, que encontro em eventos, palestras e painéis. De forma geral, acabam sendo muito parecidas, o que me inspirou a compartilhá-las para que mais pessoas e negócios sejam impactados.

Sempre começo minhas palestras contando os motivos que me levaram a trocar um emprego formal, no mercado financeiro, pela aventura de empreender. Sim, falo que é uma aventura, porque os desafios são muitos, o que exige do empreendedor um perfil profissional mais disposto a assumir riscos para propor novas ideias ao mercado.

Cada vez mais empresas tradicionais nos sondam em busca de inspiração. Esse perfil mais ousado, que tenta algo diferente do que já é feito, que testa, é algo que elas ainda não sabem como adotar, mas precisam aprender para inovar em seus segmentos de atuação.

Seleção de talentos

Para manter um negócio inovador, é preciso antes de tudo contar com um time engajado e colaboradores com uma identificação forte com a cultura e clima da empresa. E, acima de tudo, ter pessoas apaixonadas por criar negócios inovadores e com potencial de escalar e dominar o mercado.

Remuneração

É muito importante que todos colaboradores tenham uma participação ativa na empresa, o que é possível oferecendo ao funcionário a possibilidade se tornar acionista da empresa, numa combinação de salário e equity. Isso ajuda a gerar o sentimento de dono e motivar as pessoas a darem o melhor para ver a empresa crescer e serem recompensadas pelos esforços no futuro.

Propósito de negócio

Não é só com equity que se motiva uma equipe. Mostrar para o time o impacto gerado pelo nosso negócio, é o melhor estímulo para que as pessoas se dediquem a dar o melhor de si. Isso pode ser incentivado por meio de projetos de comunicação, usando vídeos, texto ou quadros espalhados pelas paredes do escritório, por exemplo, para contar histórias de sucesso dos usuários do seu produto ou serviço.

Organização dos times

Para continuar crescendo rapidamente e ajudar muito mais profissionais a terem clientes fieis, startups do mundo inteiro, incluindo as que já cresceram muito – como Uber, Netflix e Airbnb, uma estrutura de organização de times chamada Squad. Criada pelo Spotify, esse método propõe a divisão dos times em pequenos grupos com missões bem definidas sobre o produto. No GetNinjas, por exemplo, temos squads de aquisição, experiência do usuário, receita e marketing. Em cada um desses times, há pessoas de tech, produto, design, BI e conteúdo, o que os torna bem completos e independentes.

Outra metodologia bastante adotada por startups, e que ajudou o Google a se estruturar e crescer, é o OKRs (Objectives and Key Results). Criada pelo ex-CEO da Intel, o OKR é uma forma de se definir, medir e reavaliar resultados num curto prazo, 3 meses. Isso garante aos times manter um direcionamento e independência maior na execução dos projetos já pré-definidos e estipulados, o que permite tomar decisões mais rápidas para um crescimento contínuo do negócio.

Clima Organizacional

Outro ponto importante sobre um negócio de sucesso é o bem-estar da equipe. Para isso, o time de Recursos Humanos precisa ser bastante ativo e criativo. Sempre cito nas minhas palestras, as iniciativas lideradas pelo nosso RH, que visam melhorar a comunicação entre os times. Como exemplo, temos o Papo Reto, um encontro mensal com uma conversa informal que ajuda no desenvolvimento e satisfação de toda a empresa.

Outras ações do RH, que também contam com participação e engajamento de todo time são os Embaixadores da Cultura e o Gente Ninja. Os embaixadores são formados por um grupo de cerca de 10 funcionários que se reúnem periodicamente para construir uma cultura empresarial viva e ativa, que ajude a disseminar os propósitos da empresa para todos funcionários. O Gente Ninja é outro grupo que discute sobre tudo que engloba diversidade dentro e fora da empresa.

Com essas ideias de ações, empreendedores novos e também os mais tradicionais podem pensar em como trazer ideias simples e ativas para dentro das organizações a fim de estimular o poder criativo dos times e motivar a produção.

Iniciativas como essa são importantes para levarmos para empresários de todo país propostas inovadoras e de alto impacto social e econômico. Assim, mostrando como startups lideradas pela nova geração estão revolucionando a forma de se gerenciar e como indústrias de segmentos mais tradicionais podem impulsionar seus negócios com iniciativas simples, mas de grande impacto.

Gostou? Quer compartilhar?

Comércio paranaense vai usar base de dados do Estado para consulta

Governador Beto Richa, assina contrato entre Celepar e ACP - Associação Comercial do Paraná, para prestação de serviço de identificação biográfica , com o diretor presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite e o presidente da ACP, Gláucio José Geara. Curitiba, 26/10/2017 Foto: Ricardo Almeida / ANPr

Governador Beto Richa, assina contrato entre Celepar e ACP – Associação Comercial do Paraná, para prestação de serviço de identificação biográfica , com o diretor presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite e o presidente da ACP, Gláucio José Geara.
Curitiba, 26/10/2017
Foto: Ricardo Almeida / ANPr

O Governo do Estado, por meio da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), formalizou um termo de cooperação técnica que disponibiliza à Associação Comercial do Paraná (ACP) a base de dados do Estado. O sistema, além de ajudar a prevenir e diminuir as fraudes nas transações comerciais, facilita a vida do cidadão.

O contrato para a prestação do serviço de consulta biográfica foi assinado nesta quinta-feira (26), no Palácio Iguaçu, pelo governador Beto Richa e pelos presidentes da Celepar, Jacson Leite, e da ACP, Gláucio Geara. “É uma parceria inédita. O Paraná mais uma vez sai na frente com este serviço que deve se espalhar pelo Brasil”, afirmou Richa.

O sistema vai dar ao comerciante a possibilidade de, por meio de computador ou dispositivo móvel com acesso à internet, confrontar um documento apresentado pelo consumidor com as informações disponíveis nas bases oficiais do Governo do Estado – como Instituto de Identificação do Paraná e Detran-PR.

A solução, inédita no País, reduz significativamente a possibilidade de fraudes durante as transações comerciais, uma vez que a identificação do consumidor será precisa. Ao mesmo tempo a vida do cidadão será simplificada pela eliminação da necessidade de apresentar vários documentos para abrir um crediário, por exemplo. “É mais uma medida do nosso governo para proteger os comerciantes e os cidadãos. É possível sim combater a fraude e aumentar a segurança com uso da tecnologia da informação”, disse o governador.

Richa lembrou que, no início da semana, o Estado firmou contrato também com o Clube Atlético Paranaense para a prestação de serviço de biometria na Arena da Baixada. O sistema, também pioneiro, amplia a segurança nos estádios e grandes eventos ao permitir acesso à base de dados do governo.

24 HORAS – A Associação Comercial do Paraná vai disponibilizar o sistema, já nos próximos meses, para os 25 mil estabelecimentos associados. “É uma iniciativa inédita do governo que permite consultas e diminuir possíveis fraudes”, disse o presidente da entidade, Gláucio Geara. Pelo contrato, o serviço prestado pela Celepar garante o atendimento em período integral, 24 horas por dia, e nos 365 dias no ano.

Na prática, ao abrir a tela de consulta e informar o número do RG ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o comerciante vai acessar informações biográficas da pessoa pesquisada, como nome, filiação, data de nascimento, nacionalidade, naturalidade, entre outras, além da fotografia.

“O Governo do Estado fez grandes investimento em tecnologia de reconhecimento do cidadão. Esse trabalho evoluiu com o tempo e hoje permite uma maior segurança, seja nas transações comerciais ou em outras áreas”, disse o presidente da Celepar, Jacson Leite.

Hoje, a Celepar possui 8,6 milhões de pessoas cadastradas em seu banco de dados, o que representa quase 80% de toda a população do Estado. As informações da base de dados da entidade são alimentadas pela Secretaria de Segurança Pública, por meio do Instituto de Identificação do Paraná, e pelo Detran-PR.

Gostou? Quer compartilhar?