Menos barulho, mais análise!

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Por Leide Albergoni

O polêmico relatório do Banco Mundial “Um ajuste justo: Uma análise da eficiência e da equidade do gasto público no Brasil” não traz grandes novidades para os economistas mais lúcidos e críticos ao obeso Estado brasileiro. Encomendado pelo então ministro da Fazenda Joaquim Levy – bem intencionado, mas ingênuo –, o trabalho elaborado por uma equipe de mais de 20 especialistas reúne vários pontos criticados há anos por economistas a favor da redução do tamanho do Estado na economia, com dados estatísticos e modelo de análise de referência internacional.

O pressuposto do relatório é apontado logo no prefácio: garantir um Estado que cumpra seu papel de corrigir as distorções e injustiças para promover a redução da pobreza. Os dados apresentados, no entanto, apontam que o Estado brasileiro tem gerado efeito contrário, já que alguns programas beneficiam os mais ricos em vez dos mais pobres e, se revistos, melhorariam a equidade e eficiência. Das 19 medidas apontadas para melhorar a eficiência dos gastos, sete delas melhorariam também a equidade e quatro são incertas, pois não têm medidas de avaliação. Nenhuma, no entanto, piora a equidade distributiva.

A maior polêmica gerada nas mídias sociais foi em relação ao fim da gratuidade do ensino superior, rendendo manifestações superficiais e distorcidas, mas barulhentas. O trabalho aponta que os gastos com educação superior são ineficientes, já que 65% dos estudantes de universidades públicas pertencem aos 40% mais ricos da população. Educação superior gratuita deveria ser destinada aos que não tem condições de pagar, mas no caso brasileiro acentuam a desigualdade de renda. Ainda que atendessem aos mais pobres, os gastos por aluno em universidades federais são entre duas e cinco vezes superiores aos de universidades privadas.

De modo geral, a educação é ineficiente no Brasil e o problema não é falta de recursos, mas seu mau gerenciamento. A média da proporção aluno/professor no ensino fundamental e médio é baixa, mas em determinados locais a relação é absurdamente elevada. Tentativas recentes de fechar escolas para melhorar a eficiência da relação aluno/professor resultaram em protestos.

Mas o relatório vai muito além disso. Aponta, por exemplo, a disparidade dos salários do funcionalismo público em relação ao setor privado, que são em média 67% superiores em igual nível de escolaridade e experiência para os servidores federais e 30% para os servidores estaduais. Os salários são mais elevados nos poderes Legislativo e Judiciário. Esta atipicidade em relação ao padrão internacional contribui para aumentar a desigualdade social, já que 83% dos servidores públicos integram os 5% mais ricos da população.

A disparidade continua e se acentua na aposentadoria: enquanto quase todos os servidores se aposentam com salário integral e benefícios, na iniciativa privada isso é exceção e ocorre especialmente para trabalhadores com renda muito baixa.

Não fica de fora a análise dos incentivos e subsídios destinados ao setor produtivo. O trabalho aponta que são concentrados em grandes empresas, muitas vezes estrangeiras (do setor automotivo e de eletrodomésticos, por exemplo) ou que contribuem para a redução da concorrência e mortalidade de pequenas empresas (frigoríficos, eletrônicos, alimentos, vestuário, entre outros). Não há avaliação da eficiência dos programas e não se sabe se efetivamente geram emprego e renda à população.

Mesmo os programas de proteção social são descoordenados e sobrepostos, gerando ineficiência em seu gerenciamento e em má distribuição dos recursos. Os programas para o mercado de trabalho são do tipo passivo, de apoio à renda, em vez de incentivar o emprego formal e estável. O relatório elogia o programa Bolsa Família como “bem direcionado e eficaz em termos de custo”.

Outro ponto abordado é a ineficiência na contratação de serviços da iniciativa privada por meio de licitações. Além dos preços acima da média de mercado, a falta de planejamento nas aquisições resulta em estoques vencidos em alguns lugares e falta de suprimentos em outros.

A vinculação obrigatória de receitas a gastos, como na educação e saúde, também é ineficiente, pois municípios muito pobres continuam gastando pouco e municípios com grande arrecadação precisam alocar os recursos naquela despesa para cumprir a meta. Se a vinculação tivesse como objetivo melhorar a qualidade de vida, deveria ser um valor em relação ao número de habitantes, não em relação ao orçamento, já que isso acentua a desigualdade regional.

Talvez o ponto mais frágil do relatório seja em relação ao sistema previdenciário. Embora mostre que 35% dos subsídios previdenciários beneficiam os 20% mais ricos, ao passo que somente 18% dos subsídios beneficiam os 40% mais pobres da população, a fragilidade do relatório é justamente apontar que a proposta de reforma enviada em maio para o Congresso reduziria o déficit pela metade e amenizaria a desigualdade entre os aposentados. De fato a reforma é necessária, mas o mesmo relatório aponta que o principal problema é o regime previdenciário do setor público, cujo impacto na reforma seria bem menor que do setor privado. O apoio à reforma, no entanto, serviu de argumento para criticar o relatório como apoio ao governo atual.

Outro ponto que o relatório não aborda é o custo com a classe política, que, se reduzido pela metade, não impactaria o desempenho do país e certamente renderia alguns milhões de economia anualmente.

De modo geral, o relatório quantifica críticas conhecidas há décadas no país, mas que não foram e dificilmente seriam implementadas em sua totalidade, pois mexeriam no bolso de grupos muito articulados, como servidores públicos e estudantes de universidades públicas.

Um grupo de economistas publicou um “manifesto” contra o relatório cheio de adjetivos pejorativos, o que já indica a fragilidade dos argumentos. Este grupo faz parte da corrente que defende que a carga tributária brasileira não é alta e que, mesmo que fosse, é difícil reduzi-la, pois os gastos são engessados e qualquer corte teria pouco impacto. O relatório, no entanto, aponta cortes que variam de 0,2% a 2% do PIB, totalizando uma economia anual de 7% – quase o déficit fiscal atual, que é de 8% do PIB. Mas a solução apontada pelos que protestam é o aumento da carga tributária.

Os autores não são ingênuos e concluem que as medidas são profundas e sua implementação dependeria de mais de um mandato presidencial, além de diálogo com os demais níveis de governo, movimentos sociais, sindicatos, associações empresariais, entre outros. Ou seja, depende da vontade política de uma nação em mudar seus rumos, mas ninguém quer abrir mão de seus privilégios, pois os problemas são sempre os outros. Quem critica o relatório não o leu, ou é um dos privilegiados que seriam prejudicados.

Leide Albergoni é economista, professora da Universidade Positivo e autora do livro “Introdução à Economia – Aplicações no Cotidiano”.

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Nova Economia: comportamento de compra do consumidor curitibano mudou

Estudo realizado pela Diferencial Pesquisa de Mercado e apresentado pela ADVB-PR e pela SoftCine Produções mostra como o consumidor está reagindo com os diferentes movimentos da economia

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Há uma demanda reprimida na utilização de eletrônicos? O jeito de consumir conteúdo mudou? Bancos digitais são exclusivamente para jovens de classe mais alta? Para responder a essas e muitas outras questões, a Diferencial Pesquisa, em parceria com a SoftCine Produções e com a Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Seção Paraná (ADVB-PR), ouviu 400 curitibanos das classes A, B e C1, entre 25 e 55 anos durante o mês de agosto, e desenvolveu a Pesquisa “A Nova Economia”.

Apesar de aderir à tecnologia e serviços práticos, os curitibanos ainda são conservadores em alguns hábitos como frequentar supermercados e sair comprar roupas em lojas físicas. O levantamento tem o intuito, também, de mostrar aos empresários onde estão as oportunidades de mudança e de inovações dentro dos respectivos segmentos. Com conteúdo extenso, ela é dividida em nove grandes campos de investigação: internet, leitura, transporte, home office, multitelas, educação à distância, o novo dinheiro, redes sociais e a nova economia, todos relacionados à tecnologia.

Sobre internet, uma das questões feitas aos entrevistados foi com relação ao comportamento do curitibano sobre compras pela internet. Afinal, todo mundo consome de tudo? Durante a pesquisa, foram apresentadas diferentes situações e produtos que podem ser adquiridos de forma digital, como roupas, calçados, passagens aéreas e terrestres, livros, entre outros. Em primeiro lugar, com 35% das respostas, ficaram as compras de passagens aéreas. Em segundo, telefonia e informática, com 29%, e em terceiro, eletrônicos em geral, com 27% das respostas.

Apesar dos números altos, 29% afirmaram que nunca fizeram nenhuma compra totalmente online, ou seja, que começam e terminam o processo na web. Considerando as respostas por classe social, 12% da classe A diz nunca ter realizado compras pelas internet, da classe B 20% e da classe C 41%. Os resultados mostram que os consumidores não compram “de tudo” pela internet – há uma seleção nos itens e nos serviços adquiridos.

Outro tema abordado durante a pesquisa foram as mídias. Com multitelas, diferentes canais e meios de entretenimento, como a Netflix, o jeito de consumir conteúdo tem mudado e passado por uma revolução. A primeira informação registrada com relação ao tema é que, dos 400 entrevistados, aproximadamente 213 afirmam que assistem conteúdos por meio de serviços de streaming. E, diferente do que muitos pensam, não são somente jovens que utilizam esse serviço. Na faixa etária de 45 a 55 anos o consumo tem crescido consideravelmente (41% já utilizou pelo menos uma vez esse serviço). A pesquisa registrou, também, um crescimento na utilização desses serviços por pessoas da classe C (42%).

De acordo com o analista-chefe da Diferencial, Gustavo Bizelli, a tendência é que modelos de negócios que utilizam tecnologia e facilidade no uso cresçam e sejam mais aceitos pelos consumidores. “Notamos que o fato do acesso à esses serviços serem mais em conta também contribui para os resultados”, comenta.

As questões de nova economia, novo dinheiro e bancos digitais também foram abordadas de forma simples aos curitibanos: “Você conhece ou já ouviu falar que existem bancos que só operam de forma digital?”: 33,5% responderam que já conhecem. Dentro do universo jovem, o conhecimento é maior, mas na faixa etária de 45 a 55, quase 30% também já ouviu falar do serviço.

Nota-se que os produtos disponíveis aos consumidores não possuem exclusividade para jovens ou mais velhos. Todas as faixas etárias e classes sócio-econômicas tendem a conhecer e utilizar os novos recursos, ainda que lentamente.

Para o presidente da ADVB-PR, Eduardo Jaime Martins, a pesquisa ajudará muitos profissionais de marketing e vendas a definirem suas estratégias para 2018. “Esse levantamento explica o comportamento do curitibano dentro desses novos serviços e comportamento de compra online, além de apontar tendências e mostrar possíveis oportunidades de mudanças dentro de cada cenário. Assim, estamos ajudando o mercado a se fortalecer cada vez mais”, celebra.

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Conceito escorregadio – Por José Pio Martins

Na década de 1930, o mundo enfrentou uma terrível depressão econômica. Convencionou-se dizer que há “recessão” quando a produção nacional cai um pouco e por algum tempo. Mas, se a produção cai por vários anos seguidos e a queda é grande, então temos uma “depressão”. Mas, oito décadas atrás, como os governos mediam a produção nacional e podiam afirmar que havia uma depressão?

Naquela época, não existia uma metodologia científica para mensurar a economia nacional, nem computadores para processar o arsenal de informações complexas. A identificação do mal se dava por seus efeitos. Comida faltando, fábricas fechando, pessoas perdendo o emprego, desabastecimento generalizado, fome se espalhando, devedores não pagando dívidas, bancos quebrando… eram alguns sintomas de que uma grave doença econômica estava em curso.

Não era preciso mapa contábil para saber que a produção nacional havia despencado e uma tragédia social estava instalada. Métodos de cálculo da renda nacional já existiam, mas eram rudimentares e pouco confiáveis. Em 1933, os Estados Unidos elegeram Franklin Roosevelt, sob a expectativa de que algo seria feito para pôr fim à depressão e fazer a economia crescer e gerar empregos.

O novo presidente convocou estudiosos para ajudar a entender o problema e propor soluções. Mas, para entender, era preciso medir. “Só se gerencia o que se conhece; só se conhece o que se mede”, esta é uma frase de que gosto. Coube ao notável economista Simon Kuznets, um russo naturalizado americano, a criação de um complexo sistema de “contas de renda nacional”. Foi um grande avanço metodológico.

A principal peça contábil do sistema recebeu o nome de Produto Interno Bruto (PIB). É “produto” porque soma todos os bens e serviços produzidos pela nação. É “interno” porque computa o que é fabricado dentro do espaço geográfico do país. É “bruto” porque não considera o desgaste (depreciação) do estoque de capital usado no processo (terra, estradas, prédios, máquinas, equipamentos etc.).

Mas o PIB é um conceito escorregadio. É também um tanto impreciso. Primeiro, tudo deve ser somado por uma medida única. Não é possível somar litros de leite, massagem relaxante, pílulas para dor de cabeça, cortes de cabelo, cirurgias, sacas de arroz, sessão de cinema, roupas, quilowatts de energia. Um país produz mais de 1 milhão de itens de bens e serviços diferentes em forma e substância. Para somá-los, é preciso adotar uma medida comum. Essa é o “preço”. Aqui começam os problemas.

Por exemplo, uma massagem e um banho numa sauna de luxo custam (valor monetário) o mesmo que toda a comida consumida por uma família pobre durante um mês. O PIB não entra no mérito do “valor” (grau de utilidade e satisfação) que as pessoas atribuem a uma massagem e a uma cesta de comida. O máximo que a contabilidade faz é somar o quanto de dinheiro a população está disposta a pagar por alguma coisa.

Se um livro de língua portuguesa é vendido pelo mesmo preço de uma revista pornográfica, eles são idênticos para efeitos de PIB. O cálculo do PIB não faz julgamentos nem leva em conta se, para muita gente, uma revista pornográfica proporciona mais satisfação que um livro de gramática.

Neste momento, alguns deputados estão propondo tributar os chamados “bens supérfluos”. O problema é: quem vai julgar o que é e o que não é supérfluo? No mínimo, os parlamentares têm a obrigação de estudar e conhecer os assuntos sobre os quais legislam.

José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo.

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Amcham Curitiba: Fórum de Economia discute desafios e soluções para o mercado

Curitiba recebe o Fórum de Economia – entre a dúvida externa e a dívida interna, no dia 22 de junho, que irá promover um diálogo acerca das ações imprescindíveis rumo à eficiência, estabilização e fortalecimento econômico do país. Entre os assuntos que serão discutidos estão as questões que barram a produtividade e competitividade do Brasil e as medidas para alterar este cenário e impulsionar a economia.

O Fórum é organizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham-Curitiba), que trouxe para a capital quatro grandes nomes do setor:

– Eduardo Giannetti: economista, cientista social, PhD em Economia pela Universidade de Cambridge e um dos maiores pensadores da economia contemporânea;

-Welber Barral: ex-secretário do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), consultor, e conselheiro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e da Câmara de Comércio Americana (Amcham);

– Andrea Chamma: Vice-Chairwomen do Bank of America Merrill Lynch, eleita pela revista Forbes como uma das mulheres mais influentes do Brasil e voz ativa em questões ligadas à equidade de gênero;

-Bernard Appy: ex-Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e Diretor do Centro de Cidadania Fiscal.

Inscrições
O evento é voltado para executivos, empresários e empreendedores paranaenses, sócios e não sócios da Amcham-Curitiba. As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de junho, às 12h, pelo site www.amcham.com.br/curitiba ou pelo telefone (41) 2104-9350.

Fórum de Economia

Data: 22 de junho, quinta-feira;
Horário: 15h às 19h;
Inscrições e informações: www.amcham.com.br/curitiba ou pelo telefone (41) 2104-9350.
Local: Espaço Torres, Rua Pergentina Silva Soares, 159 Prado Velho

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Reaquecimento do mercado imobiliário sinaliza aceleração da economia

Os quatro primeiros meses de 2017 foram marcados pelo aumento do otimismo de empresários e pela retomada de vendas no comércio. Mesmo que sejam sinais tímidos, já é uma demonstração de que a economia está voltando ao rumo do crescimento. O Bank of America Merril Lynch apontou, agora em maio, que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro do primeiro trimestre deve ter alta de 1,3%. Outras instituições financeiras brasileiras estão de acordo e sinalizam o mesmo cenário positivo.

O mercado imobiliário também dá sinais de reaquecimento. Segundo a ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o primeiro trimestre de 2017 apresentou alta de 12% nas vendas de novas cotas de consórcio de imóveis, enquanto o volume de créditos comercializados subiu 30%.

A Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário, uma das principais administradoras do segmento, registrou crescimento similar. Nos primeiros quatro meses de 2017, a empresa aumentou em 19,95% os créditos comercializados, em comparação ao mesmo período do ano anterior. No Paraná e em Santa Catarina, onde a Ademilar está consolidada, a alta foi de 14%, e em São Paulo, o índice da empresa foi de 68%, principalmente devido à expansão da rede de atendimento.

Para a diretora-superintendente da Ademilar, Tatiana Schuchovsky Reichmann, o momento reflete a busca do consumidor por planejamento e educação financeira. “Estamos há 25 anos no mercado e o crescimento da procura por consórcio imobiliário é um reflexo claro do comportamento dos brasileiros em relação às finanças. Com um cenário econômico não tão seguro, foi preciso reforçar o planejamento financeiro e estudar as melhores opções para adquirir bens, especialmente imóveis. E, diante dessa análise, o consórcio se sobressai como uma opção inteligente de investimento”, analisa.

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Novo corte de juros favorece retomada de investimentos, diz Campagnolo

A redução de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, anunciada nesta quarta-feira (22) pelo Banco Central, foi bem recebida pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Para o presidente da Federação, Edson Campagnolo, o novo corte reforça a tendência de queda nos juros, o que é fundamental para a retomada dos investimentos produtivos no país. Reunido nesta terça e quarta-feira, o Conselho de Política Monetária (Copom) aprovou a redução de 13% para 12,25% ao ano na taxa básica de juros. É a quarta redução consecutiva e leva a taxa para o menor nível em dois anos.

“Apesar das sucessivas reduções, o juro ainda é alto e muitas empresas continuam tendo dificuldades para obter crédito junto a instituições financeiras”, pontuou o presidente da Fiep. Segundo ele, isso ocorre porque as exigências são rígidas e as taxas praticadas pelo mercado ainda estão muito elevadas. “Por esta razão é necessário que a tendência de queda seja confirmada e continue sendo praticada”, opina.

Campagnolo diz que a expectativa do setor industrial paranaense é que seja confirmada a previsão de analistas de mercado que apostam numa redução gradativa da Selic, chegando a 9,5% ao final de 2017.

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Como elevar a competitividade industrial?

A crise econômica piorou a concorrência das empresas brasileiras e, conforme revela pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil está menos competitivo – encontra-se em penúltimo lugar em um ranking de 18 países. Para se ter uma ideia, países como Chile, México e Peru estão à frente do Brasil. Ainda de acordo com a CNI, os países foram selecionados para pesquisa em função das características econômicas, sociais e conforme a participação no mercado internacional.

E como estimular a competitividade industrial? Investir em inovação e buscar parcerias estratégicas estão entre as alternativas. É aí que entidades e associações industriais têm um papel fundamental, é o caso da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), que busca estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos.

Segundo o diretor da AHK Paraná, Andreas Hoffrichter, a entidade é uma porta de entrada para os investidores alemães que possuem interesse em investir no Brasil.

Diferencial competitivo

As companhias que desejam se destacar no mercado devem apostar nos processos criativos e sustentáveis, afinal, a inovação traz um diferencial competitivo para o desenvolvimento da indústria. E quando falamos em inovação não podemos deixar de citar a economia alemã. “A Alemanha é uma das economias mais inovadoras do mundo, com investimentos maciços e tecnologia de ponta”, reforça Hoffrichter.

Ele acrescenta, ainda, que a Alemanha acredita no Brasil e considera o país um parceiro estratégico. “Apesar das diferenças culturais, existe uma grande afinidade entre os dois países e esse intercâmbio é sinônimo da intensificação das relações entre Brasil e Alemanha, que há mais de 100 anos é parceira de negócios do Brasil. Não é por acaso que existem mais de 1.600 empresas alemãs no país, que empregam cerca de 250 mil pessoas”, afirma.

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Para BC, Paraná já interrompeu processo de retração da economia

Foto: arquivo AEN/PR

A evolução dos principais indicadores econômicos do Paraná sugere acomodação do processo de retração da atividade no Estado. A conclusão é do boletim regional do Banco Central, que foi divulgado na última sexta-feira. De acordo com a instituição, o IBCR (Índice de Atividade Econômica Regional), que é uma espécie de prévia dos números do PIB, cresceu 0,7% no trimestre terminado em maio no Estado. No mesmo período, o Brasil registrou uma retração de 1%.

No relatório, o Banco Central destaca que o desempenho o Paraná foi puxado por resultados positivos do comércio e da indústria e das exportações, além da recuperação, ainda que modesta dos índices de confiança dos agentes econômicos.

SAIR ANTES – A instituição analisou a evolução de indicadores como produção, vendas, emprego, preços, comércio exterior e de confiança. “Não dá para dizer que o Paraná saiu da crise, mas é um indicador importante que, se mantido nos próximos trimestres, pode apontar para a saída. O Estado entrou depois em recessão e tudo indica que pode sair antes dela”, diz o diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), Julio Suzuki Júnior.

O resultado do Paraná no trimestre até maio apresenta uma melhora em relação aos anteriores. Entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, o IBCR havia caído 1% e, entre setembro e novembro de 2015, recuo havia sido de 1,3%.

INDÚSTRIA – Um dos destaques no último trimestre analisado pelo Banco Central foi o da retomada, ainda que tímida, da indústria. Citando números do IBGE, o Banco Central afirma que a produção da indústria paranaense aumentou 0,4% no trimestre encerrado em maio, em relação ao terminado em fevereiro, quando havia decrescido 3,3%.

A instituição destaca que houve acréscimos na produção em seis das treze atividades pesquisadas. As maiores altas foram na produção de máquinas e equipamentos, com 35,0%; máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,4%) e produtos alimentícios (4,8%).

“A indústria dá sinais de melhora porque vem conseguindo reduzir seus estoques, o que é um dado positivo e abre espaço para uma retomada futura”, diz Suzuki Júnior, do Ipardes.

EXPORTAÇÕES – O bom resultado nas exportações também contribuiu para o aumento da atividade do Estado, com aumentos nas vendas de produtos básicos, de 12,8%, puxada pela soja e pelo milho, e nas de produtos manufaturados, de 1,6%, com bom desempenho de automóveis e veículos de carga.

As exportações para a China, Argentina e EUA representaram, em conjunto, 43,9% dos embarques do estado no semestre, destacando-se o aumento de 26,1% nas vendas de soja, mesmo triturada, para a China.

O comércio, por sua vez, apresentou, de acordo com o Banco Central, ligeira melhora no trimestre finalizado em maio, o que ajudou a melhorar o nível de atividade econômica. De acordo com dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, o comércio varejista, excluída a estabilidade nas vendas de veículos e o recuo de 0,7% nas de material de construção, aumentou 0,4 % no período, contra a queda de 2,8% no trimestre encerrado em fevereiro.

CONTINUIDADE – Em nota, no entanto, o Banco Central diz que a retomada paranaense depende ainda da “continuidade da melhora da confiança dos agentes econômicos; da manutenção do dinamismo do comércio externo; e dos efeitos favoráveis do processo de ajuste macroeconômico em curso no País”.

Para Suzuki Junior, do Ipardes, a retomada especialmente do setor de comércio e serviços, assim como o mercado de trabalho, ainda deve demorar um pouco. “Essas áreas demoraram mais para desacelerar e também devem ter uma retomada mais lenta. Vão depender de uma recuperação mais forte da economia nos próximos trimestres”, diz.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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Associação Comercial do Paraná recebe Gustavo Franco. Ex-presidente do BC diz que Brasil entra em nova etapa

Foto de site da Associação Comercial do Paraná

O ex-presidente do Banco Central no governo FHC, Gustavo Franco, visitou a Associação Comercial do Paraná (ACP) e, a convite do presidente Antonio Miguel Espolador Neto, fez uma explanação sobre a atual conjuntura político-econômica aos integrantes da Diretoria Executiva (Direx) reunidos na ocasião.

Franco que veio a Curitiba para uma conferência promovida terça-feira à noite nas dependências da UFPR pelo Grupo de Estudos sobre Liberalismo e Democracia (Geld), ligado ao IDL, afirmou que o governo petista causou um desastre econômico no país, a ponto de vivermos “em 1915 e 1916 o pior biênio da história desde 1930/31, quando o Produto Interno Bruto deixou de crescer por dois anos consecutivos”.
Revelou, entretanto, a satisfação pessoal de estar “na República de Curitiba, que vai muito bem, ao passo que a República maior, a que está por cima, vai muito mal”.

“Essa grande depressão econômica”, salientou, que comparou ainda a ”uma patologia extrema, foi uma das conquistas da presidente Dilma Rousseff que deve permanecer até a eternidade, fruto da soberba e da quantidade incrível de decisões erradas”.

Com a descoberta das reservas de petróleo no pré-sal, na visão de Gustavo Franco, os governantes passaram a crer que “a exploração desse tesouro permitiria a todos a ilusão do ganho sem trabalho, ou de ficar rico sem ter merecimento”.

O resultado foi que “a Petrobras literalmente quebrou, assim como fracassou a chamada nova matriz macroeconômica baseada na falência do capitalismo, no desafio ao Consenso de Washington e na abertura econômica na direção da China”, acrescentou.

Lembrando que a crise atual começou em 2007, quando “o Brasil já não estava bem, mas conseguiu piorar”, Franco revelou que à semelhança de alguns países da Ásia passou-se a praticar o que lá é chamado de “capitalismo de capangas, de irmãos no crime ou coisa de bandidos”. Uma espécie de “economia de mercado para os apaniguados”, comparou o ex-presidente do Banco Central.

Uma das consequências ruinosas foi o petrolão, “a face mais hedionda do fracasso de um modelo político-institucional que jamais poderia acontecer num país que se julgava abençoado”, observou.

Professor de economia na PUC-RJ e autor de vários livros, Franco admitiu que “esta etapa está no fim e uma profunda reforma na economia está começando, pois o Brasil tem conserto”, indicando que a situação atual “não é tão séria quanto a de 1993, quando a inflação chegou a 40% ao mês e os bancos públicos e privados estavam quebrados”.

Ele frisou que a lógica da administração pública é buscar novos rumos, alertando que “o governo Temer terá a energia necessária para encerrar uma etapa e começar outra, contando com o otimismo e a confiança dos empresários”. Todavia, advertiu que “as coisas devem ser feitas uma de cada vez, pois nada acontece do dia para a noite”.

Com a indicação de Henrique Meirelles para a economia, cria-se a expectativa favorável de que “sem mágicas e com muita paciência teremos o fim da irresponsabilidade fiscal e das aventuras que levaram o país ao buraco”, concluiu.

A propósito da construção da terceira pista no Aeroporto Afonso Pena, o conselheiro Walmor Weiss lembrou que a ideia nasceu na ACP, há cerca de 30 anos, quando o atual vice-presidente e coordenador do Conselho Político, Sinval Lobato Machado, fez um primeiro contato com o então ministro Marco Antonio Maciel e liderou uma comitiva de empresários paranaenses que foi a Brasília, para as primeiras conversações sobre o tema com autoridades federais do setor aeroportuário.

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Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha debate sobre perspectivas para retomada da economia do Brasil

Para a Alemanha, o Brasil é um parceiro estratégico para negócios. Mas a crise econômica e o quadro de incerteza na politica inibem novos investimentos. Em Curitiba, a nova diretoria da Câmara Brasil-Alemanha tratou desses e outros assuntos em um encontro com jornalistas. Saiba mais na reportagem do programa de tv Valor Agregado.

Fonte: Valor Agregado

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Brasil precisa solucionar crise política para retomar crescimento econômico, diz Campagnolo, presidente da Fiep

O presidente do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, cobra uma solução definitiva para crise política que vem paralisando o país e tem comprometido excessivamente a economia brasileira. Para ele, o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, aberto nesta quarta-feira (2) pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, deve ser analisado com responsabilidade, mas da maneira mais rápida possível para que o país possa colocar em pauta uma agenda de retomada do crescimento.

Na opinião de Campagnolo, os componentes que envolvem o processo de impeachment são extremamente delicados. “Temos de um lado, acatando o pedido de impeachment, um presidente da Câmara contra quem pesam fortes indícios de que possui milhões de dólares em contas na Suíça. E, de outro, uma presidente acusada de várias irregularidades administrativas”, afirma. “A solução para esse impasse não é fácil e exige muita responsabilidade, mas é preciso que seja encontrada rapidamente. A grave crise política atravessada pelo país impede a implantação de uma agenda para a retomada do crescimento e vem influenciando diretamente na retração da nossa economia”, completa.

Campagnolo cita os resultados do PIB brasileiro no terceiro trimestre de 2015, divulgados nesta semana, como exemplo da influência da crise política sobre a economia. No período, o PIB recuou 1,7% em relação ao trimestre anterior. Já no acumulado do ano, tem queda de 3,2%. “Não é possível que nossa classe política, ao ver os indicadores econômicos se deteriorando com essa intensidade, não pense no futuro do país”, diz. “O poder Executivo tem grande parcela de culpa por não conseguir se articular politicamente e por não adotar medidas concretas para o corte de suas despesas. E o Legislativo parece envolto em um jogo de interesses políticos e partidários, deixando de lado a discussão de reformas e medidas estruturantes que garantam a recuperação do país e seu desenvolvimento em longo prazo”, acrescenta.

O presidente do Sistema Fiep reitera, ainda, que o momento exige mobilização de toda a sociedade. “As forças organizadas da sociedade precisam se unir para cobrar uma solução definitiva para esse impasse político que vem paralisando o país. Se não fizermos isso com urgência, continuaremos despencando em um poço que parece não ter fundo”, conclui.

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Estudo do Governo mostra setores estratégicos para atração de investimentos

Um estudo feito pelo Governo do Paraná definiu seis setores prioritários para atração de investimentos ao Estado nos próximos anos. A ideia é reforçar segmentos em que o Paraná já tem presença forte e também desenvolver mercados com potencial tecnológico, de geração de valor agregado e emprego.

Os setores estratégicos são Tecnologia da Informação e Eletroeletrônico, Tecnologia da Agroindústria, Saúde e Beleza, Automotivo e Transporte, Areoespacial e Defesa, e Energia.

“Em 2011 nós lançamos o Paraná Competitivo, programa de atração de investimentos baseado em vetores como geração de emprego e tecnologia e preservação do ambiente. Agora estamos dando um passo adiante em nossa política de desenvolvimento econômico, ao formular um plano direcionado a segmentos de alta tecnologia, nos quais temos grandes vantagens comparativas em relação a outros estados, ou mesmo outros países, como expertise, recursos materiais abundantes, infraestrutura e localização estratégica”, explicou o governador Beto Richa.

O Paraná Competitivo, lembrou Richa, cria mais de 180 mil empregos em curto e médio prazo. Agora, neste novo projeto, o Estado pensa mais a médio e longo prazos.

DIAGNÓSTICO – O Estado desenvolveu um plano estratégico, por setor, para atração de investimentos, segundo Adalberto Netto, presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento (APD), do Governo Estadual.

“É preciso ter em mente que precisamos gerar empregos de alto valor para as futuras gerações, para não corrermos o risco de perder a mão de obra especializada e qualificada para outros Estados”, afirma.

Um diagnóstico feito pela APD aponta para a necessidade de o Paraná aproveitar a sua alta competitividade para atrair investimentos de maior complexidade econômica. “O Estado precisa completar sua transformação industrial. Hoje o Paraná tem uma produção basicamente de média e baixa complexidade”, diz. Quanto mais sofisticado o produto, como aviões, máquinas, computadores, mais complexa e próspera a sua economia.

“Precisamos aproveitar o que temos de melhor, que é a mão de obra qualificada, a infraestrutura, a logística e o acesso aos grandes mercados consumidores e um bom diálogo com o setor privado para atrair esse tipo de investimento”, diz.

PARANÁ COMPETITIVO – O Paraná é um dos Estados que mais atraem investimentos produtivos no País. Desde 2011, já recebeu R$ 40 bilhões em investimentos de empresas privadas e estatais, com a criação de 99 mil empregos, por meio do programa de incentivos Paraná Competitivo.

O Estado é considerado o terceiro mais competitivo do País – atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro -, de acordo com o ranking da consultoria britânica Economist Intelligence Unit. O levantamento leva em conta oito categorias decisivas para a realização de negócios como ambiente político, econômico, regime tributário e regulatório, política para investimentos estrangeiros, recursos humanos, infraestrutura, inovação e sustentabilidade.

AÇÕES -Além de fazer o diagnóstico da atual situação dessas cadeias produtivas, a APD prepara estudos para guiar ações para o desenvolvimento, que envolvem desde capacitação de mão de obra e criação de novos cursos universitários até rodadas de visitas a possíveis investidores. Além disso, negocia com instituições financeiras internacionais parcerias com a Fomento Paraná para apoio a investimentos.

O Paraná já tem uma base consolidada na maioria dos setores incluídos no plano estratégico, mas a ideia é adensar a produção.

AUTOMÓVEIS E TRANPORTE – No setor automotivo, o Estado já é o terceiro maior polo do País, atrás de São Paulo e Minas Gerais. Atualmente são cerca de mil indústrias ligadas à produção automotiva e de transporte no Estado, que responderam por 11% da produção nacional em 2014, de acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea)

“Nesse segmento, a mão de obra paranaense é três vezes mais competitiva do que a dos outros Estados. É um segmento estratégico”, diz Adalberto Netto.

SAÚDE E BELEZA – A intenção é atrair novas empresas e investidores também para o setor de saúde e beleza. O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos de beleza do mundo, atrás dos Estados Unidos e da China. O faturamento do setor foi de R$ 101 bilhões em 2014, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). O Paraná gera 6% da receita do setor no País.

Segundo Marina Sperafico, assessora técnica da APD, uma das vantagens da indústria da beleza é que ela é menos suscetível aos efeitos da crise econômica e vem apresentando taxas de crescimento elevadas nos últimos anos. Dados da Abihpec mostram que nos últimos 19 anos, o setor registrou crescimento real (já descontada a inflação) de 10%.

AEROESPACIAL E DEFESA – O Paraná assinou um acordo com a fabricante de aeronaves russa Irkut para implantar em Maringá unidades de fabricação de peças e partes de aeronaves e centros de operação para atender o Brasil e a América Latina. A Irkut vai funcionar como uma espécie de “âncora” para atrair novos investimentos no setor. Entre as propostas está a criação de um curso de engenharia aeronáutica e de mecatrônica aplicada na Universidade Estadual de Maringá (UEM) para formar mão de obra especializada para as indústrias do setor. Uma parte da rede de fornecedores do setor automotivo também pode vir a integrar essa cadeia de produção.

TECNOLOGIA DA AGROINDÚSTRIA – Considerado um dos setores mais competitivos do Paraná e com uma participação de 30% na economia paranaense, o agronegócio é considerado prioritário para investimentos, com enfoque principalmente em inovação. O objetivo é desenvolver a área de biotecnologia.

ENERGIA – Maior gerador de energia do País e dono do 43% do potencial energético do Sul do País, o Estado quer atrair novos projetos, principalmente na área de energia renovável e novas tecnologias. Entre os alvos estão biomassa e energia solar.

TI e ELETROELETRÔNICOS – Com mão de obra qualificada disponível, o setor de Tecnologia de Informação (TI) é outro estratégico para investimentos no Estado. As regiões de Curitiba, Londrina e Pato Branco, se consolidaram no desenvolvimento de empresas do setor. O Paraná responde por 10% do faturamento do setor de TI no Brasil e 7,4% do número de empregados. De acordo com Adalberto Netto, o Governo do Paraná prepara uma nova lei para conceder benefícios para desenvolvimento de TI na área de e-commerce. “Duas líderes mundiais do setor estão negociando sua instalação no Estado”, afirma.

Fonte: Governo do Paraná

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Especialistas definem 18 setores portadores de futuro na Região Metropolitana de Curitiba para os próximos 10 anos

Da região que concentra o maior Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Paraná, a região metropolitana de Curitiba (RMC) – com 45% do total do Estado – formadores de opinião, líderes locais dos setores público e privado e representantes de instituições de ensino e pesquisa elegeram 18 setores – entre 26 – como portadores de futuro para o Paraná, para os próximos 10 anos. A RMC foi a área do Estado que obteve o maior número de setores priorizados pelo mapeamento dos Observatórios Sesi Senai IEL devido à grande diversidade econômica da região. A avaliação também foi realizada em outras 9 mesorregiões do Paraná.

A proposta do Sistema Fie é projetar a posição dos setores industriais paranaenses entre 2015 e 2025, em relação a tendências internacionais, levando em conta tendências tecnológicas, sociais e industriais.

“A saída para a atual crise é a união de pessoas que querem encontrar soluções e construir juntas caminhos mais produtivos. Trabalhos grandiosos como este, que vai traçar rumos para o desenvolvimento do Paraná para os próximos 10 anos, só são possíveis quando há o envolvimento de muitos representantes, das áreas pública e privada. Com este trabalho, teremos bases sólidas para trabalhar pelo crescimento do Estado”, disse o presidente do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo.

“O que o Sistema Fiep está fazendo, junto a lideranças locais de todo o Paraná, é um exercício de responsabilidade pública. Este estudo dos Observatórios será fundamental para que o governo defina ações, orientado pela sociedade”, disse o secretário de Planejamento do Paraná, Silvio Barros, avaliando o papel dos administradores públicos e sua relação com a comunidade. “O gestor público precisa tomar decisões que afetam a vida de todos e quando a informação é insuficiente, a decisão pode ser errada. Por isso estamos tão atentos a este tipo de iniciativa”, explicou Barros.

Metodologia – Para chegar aos setores relevantes para cada mesorregião do Paraná, os pesquisadores avaliaram 8 fatores – participação do setor, crescimento, concentração, competências, investimentos, importações, transversalidade e emergência. A partir destes indicadores, os técnicos chegaram a 26 setores na RMC – Saúde e Beleza; Biotecnologia; Economia Criativa; Nanotecnologia; Agroalimentar; Celulose, Papel e Gráfica; Madeira e Móveis; Minerais não Metálicos; Borracha e Plástico; Couro e Calçados; Cerâmica; Indústria da Defesa; Construção Civil; Meio Ambiente; Produtos Químicos; Infraestrutura e Logística; Tecnologia da Informação e Comunicação; Eletroeletrônica; Automotiva e Autopeças; Metalmecânica; Aeronáutica e Espacial; Economia do Turismo e Lazer; Bens de Capital; Economia Verde; Energia, e Economia da Água. Para identificar os segmentos portadores de futuro, os painelistas avaliaram 3 tendências âncoras de cada setor apresentado.

Esta é a segunda edição do projeto Perfis Portadores de Futuro para o Paraná. O superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley, participou da primeira edição, em 2005, e reconhece avanços em seu setor, desde a publicação do estudo. “Naquela época (2005), começava-se a propor energia distribuída – quando o gerador de energia também tem o direito a receber do distribuidor pelo excedente que produz. Hoje, isso é uma realidade, por meio da portaria 44, publicada em março deste ano, que já havia sido identificada neste trabalho dos Observatórios como uma ferramenta necessária para avanços nesta área”, pontuou Bley.

O painel de especialistas realizado em Curitiba nesta segunda-feira (13) reuniu 82 participantes. O trabalho deve ser concluído em junho deste ano.

Fonte: FIEP

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Curitiba recebe o 21º Congresso Brasileiro de Economia

Já está definida a data da 21ª edição do Congresso Brasileiro de Economia (CBE), que é considerado o maior evento de interesse dos economistas brasileiros. Ele será realizado entre os dias 09 e 11 de setembro, na Universidade Positivo (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300, em Curitiba). O tema central em discussão será “A Apropriação e a Distribuição da Riqueza – Desafios para o Século XXI”.

As inscrições para o Congresso estão abertas e podem ser feitas pelo site: www.cbe2015.org.br. Este evento é promovido pelo Conselho Regional Economia de Economia do Paraná, com apoio do Conselho Federal de Economia (COFECON).

Esta é a segunda vez que Curitiba recebe o CBE. Realizado sempre em anos ímpares pelos conselhos Federal e Regionais de Economia, o Paraná sediou pela primeira vez o evento em 1983, na época, a 5ª edição.

O Congresso reúne profissionais da área, empresários, autoridades, estudantes de economia e representantes dos principais segmentos da sociedade para o debate de temas fundamentais ao desenvolvimento sustentável do país.

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