Como a troca de gerações afeta a propriedade das empresas familiares?

O universo das empresas de controle familiar é vasto e apresenta uma série de nuances que interferem diretamente no desempenho empresarial. Hoje, apenas 12% das empresas familiares brasileiras sobrevivem após a 3ª geração, segundo levantamento recente da PricewaterhouseCoopers (PwC), empresa de auditoria e consultoria. Um dos principais obstáculos é a ausência de um planejamento sucessório e uma governança corporativa bem estruturada, fatores que interferem na propriedade e gestão das empresas.

Muitos dos dilemas e angústias enfrentados são causados pela passagem do tempo. “As famílias são uma série infindável de entradas de pessoas por meio de casamentos e nascimentos. E também de saídas por meio de divórcios e mortes. Estes movimentos afetam diretamente a propriedade quando novos proprietários assumem a responsabilidade pela sua condução em razão de falecimentos ou pela passagem do bastão. Dessa forma, a propriedade vai passando de uma geração para outra”, diz a advogada Monique de Souza Pereira, sócia do escritório Souza Pereira Advogados, em Curitiba.

Segundo Monique, muitos são os desafios que interferem no dia a dia dessas empresas ao longo dos anos. “Vencer cada etapa é uma vitória, mas a maioria não consegue ultrapassar tantas barreiras, seja por falta de informação, de organização ou até mesmo de vontade. Dessa forma, o que precisamos fazer é auxiliá-las a trilharem o caminho do sucesso, utilizando-se de controles eficazes, constante participação e aperfeiçoamento dos membros da família e instrumentos jurídicos bem redigidos para que a propriedade se mantenha de maneira segura com as famílias por várias gerações”, orienta.

A maioria das empresas inicia suas atividades no estágio do proprietário controlador, em que são administradas por um único dono ou por um casal. Monique aponta a dificuldade de capitalização como o principal desafio dessa fase, pois os bancos tendem a ser exigentes e conservadores na avaliação para concessão de crédito, sendo necessário utilizar as economias do fundador e de sua família. “Outro desafio é encontrar o equilíbrio entre a autonomia do patriarca fundador na direção da empresa e a retenção de talentos dedicados e construtivos, uma vez que os fundadores tendem a não delegar tarefas e acreditam que precisam estar presentes em todos os momentos e decisões, inibindo a atuação dessas pessoas”, afirma.

Já no estágio da sociedade entre irmãos, o controle é partilhado entre irmãos e irmãs, o que acontece geralmente na segunda geração. “Os desafios dessa fase são inúmeros, como desenvolver um método efetivo no compartilhamento do controle entre os novos proprietários e incentivar as próximas gerações a participarem desde cedo do negócio familiar; criar uma boa comunicação entre os membros familiares; desenvolver Conselhos de Família e estruturas de controle como Conselhos Consultivos ou de Administração; e o equilíbrio de prioridades entre reinvestimentos e dividendos”, afirma Nelson Luiz de Paula Oliveira, coordenador do Capítulo Paraná do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

No estágio do consórcio entre primos, o controle é exercido por primos, sem que nenhum deles exerça sozinho as decisões em razão da diluição da propriedade. “Quando atingem esse estágio, as empresas geralmente encontram-se na terceira geração. Os principais desafios são: administrar a complexidade da família e do grupo de acionistas tendo em vista os conflitos interpessoais; a distância entre o convívio dos membros; e a ausência de interesse de atuação na empresa da família”, afirma Nelson, destacando que outro desafio nessa fase é criar um mercado interno viável entre sócios, de modo que membros da família tenham a opção de vender suas participações para investirem em outros projetos e sonhos que viabilizem realizações pessoais.

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Sete sinais de que sua empresa precisa de uma estratégia tributária

Cerca de 50% das empresas no Brasil pagam mais impostos do que deveriam, segundo estudos da Becomex , uma empresa especializada no gerenciamento integrado na área tributária e operações internacionais. Isso porque não aproveitam corretamente os benefícios fiscais e aduaneiros existentes, e muitas empresas sequer sabem o potencial que poderiam economizar com o pagamento de impostos e tributos.

“Atualmente, os ‘serviços de inteligência fiscal’ já registraram uma redução média de 18% na carga tributária das empresas, melhoria do fluxo de caixa por meio da recuperação de impostos acumulados e mitigação do risco fiscal de 40% aproximadamente. É um novo horizonte que pode agregar mais valor ao negócio e proporcionar à área financeira da empresa um status mais estratégico que operacional”, declara o vice-presidente da Becomex, Rogerio Borili.

O trabalho estratégico voltado à gestão tributária é fundamental para criar um modelo focado na busca de oportunidades, por meio da otimização de ganhos e redução de riscos em incentivos fiscais. Em razão disso, Rogério Borili destaca abaixo sete importantes sinais que apontam quando uma empresa deve investir em inteligência tributária:

1. Equipe interna sobrecarregada

As equipes internas estão sobrecarregadas com as constantes atualizações nas legislações, o que dificulta a realização de uma gestão tributária mais estratégica, focada na busca de oportunidades na área. Atualmente existem mais de 150 obrigações acessórias e as empresas gastam mais de 2,6 mil horas por ano para cumpri-las. Para que isso aconteça, é preciso deixar as áreas internas mais estratégicas com o suporte de uma consultoria com metodologia e tecnologia adequadas garantindo segurança, agilidade e rastreabilidade.

2. Erros nos cálculos de pagamentos de imposto

Planilhas com informações incongruentes e que geram risco no pagamento de impostos geram penalidades e prejuízos à empresa. O antídoto é a automatização do processo, a partir de tecnologias avançadas e personalizadas, tornando o pagamento de impostos mais seguro e dentro do compliance, livre dos riscos.

3. Quando é uma exportadora e importadora de produtos

Exportadoras podem tornar a recuperação de impostos um tema estratégico a partir de uma gestão tributária e fiscal inteligente. A correta utilização dos benefícios concedidos pelo governo às empresas pode trazer bons resultados em curto espaço de tempo, aumentando a competitividade e reduzindo custos.
Um exemplo é o Programa Reintegra, benefício que permite que as empresas exportadoras recebam os valores pagos em tributos federais ( PIS e Cofins) em etapas anteriores do processo produtivo. Porém, dos R$ 19 bilhões que o governo esperava devolver às empresas brasileiras exportadoras por meio do Reintegra, somente metade (R$ 9,5 bilhões) foi resgatada, mesmo em tempos de crise. A outra metade ainda está na Receita, esperando que as empresas exportadoras do Brasil requisitem o benefício.

4. Quando paga mais impostos que o necessário

Estudos apontam que cerca de 30% dos valores recuperados pelas empresas vieram de impostos pagos a maior, seja por erros internos ou por prevenção. A Classificação Fiscal de Mercadorias NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), é um exemplo. Trata-se de uma espécie de RG do produto a ser comercializado, estabelecido para identificar a natureza das mercadorias e promover o desenvolvimento do comércio internacional. Somente um serviço especializado é capaz de classificar corretamente as cerca de 10 mil classificações fiscais no total. Por ser um processo complexo, as empresas optam por classificar seus produtos com códigos genéricos, que geram um aumento da exposição fiscal devido à falta de informações que caracterizam o produto. Os custos de uma peça importada podem aumentar os custos diretos da empresa em 14%, caso seja utilizada uma NCM genérica, por exemplo.

5. Quando possui uma cadeia de fornecimento

As possibilidades de potencializar ganhos com a recuperação de impostos aumentam quando é realizado um trabalho dentro da cadeia de fornecedores e clientes, cujo objetivo é apurar todos os benefícios fiscais e aduaneiros concedidos pelo governo à indústria.

6. Para reduzir multas e penalidades

Devidos aos processos de controle da Receita Federal, cada vez mais tecnológicos e com o total cruzamento de informações, as multas e penalidades por erros nos pagamentos de impostos estão no dia a dia das empresas e os principais motivos são: informação inexata, falta de informação e não-cumprimento de prazos na entrega das Declarações. Esses motivos apontam a necessidade de auditar todos os processos antes de transmitir as informações, pois fazer a entrega da declaração não evita multa. É necessário entregá-la corretamente.

7. Contabilidade pode trazer dinheiro novo para empresa

Por não estarem preparadas para acompanhar as cerca de 5 mil leis que sofrem constantes modificações, as empresas brasileiras deixam de receber créditos que têm por direito. Porém, uma gestão tributária eficaz pode tornar-se a maior fonte de riqueza por meio da recuperação tributária, trazendo “dinheiro novo”.

“Vender mais e com maior margem não é o único caminho para capitalizar a empresa. É preciso cada vez mais utilizar os benefícios fiscais para reduzir custos e aumentar a rentabilidade, especialmente em tempos de crise”, conclui Rogério Borili.

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O que empresas tradicionais podem aprender com as startups

Por Eduardo L’Hotellier, fundador e CEO do GetNinjas

Contar sobre os desafios que tive nesses seis anos à frente do GetNinjas tem sido uma tarefa cada vez mais frequente e estimulante. Ao compartilhar minha experiência, também aprendo muito. Venho colecionando as dúvidas e sugestões das centenas de pessoas, de empresas tradicionais ou iniciantes, que encontro em eventos, palestras e painéis. De forma geral, acabam sendo muito parecidas, o que me inspirou a compartilhá-las para que mais pessoas e negócios sejam impactados.

Sempre começo minhas palestras contando os motivos que me levaram a trocar um emprego formal, no mercado financeiro, pela aventura de empreender. Sim, falo que é uma aventura, porque os desafios são muitos, o que exige do empreendedor um perfil profissional mais disposto a assumir riscos para propor novas ideias ao mercado.

Cada vez mais empresas tradicionais nos sondam em busca de inspiração. Esse perfil mais ousado, que tenta algo diferente do que já é feito, que testa, é algo que elas ainda não sabem como adotar, mas precisam aprender para inovar em seus segmentos de atuação.

Seleção de talentos

Para manter um negócio inovador, é preciso antes de tudo contar com um time engajado e colaboradores com uma identificação forte com a cultura e clima da empresa. E, acima de tudo, ter pessoas apaixonadas por criar negócios inovadores e com potencial de escalar e dominar o mercado.

Remuneração

É muito importante que todos colaboradores tenham uma participação ativa na empresa, o que é possível oferecendo ao funcionário a possibilidade se tornar acionista da empresa, numa combinação de salário e equity. Isso ajuda a gerar o sentimento de dono e motivar as pessoas a darem o melhor para ver a empresa crescer e serem recompensadas pelos esforços no futuro.

Propósito de negócio

Não é só com equity que se motiva uma equipe. Mostrar para o time o impacto gerado pelo nosso negócio, é o melhor estímulo para que as pessoas se dediquem a dar o melhor de si. Isso pode ser incentivado por meio de projetos de comunicação, usando vídeos, texto ou quadros espalhados pelas paredes do escritório, por exemplo, para contar histórias de sucesso dos usuários do seu produto ou serviço.

Organização dos times

Para continuar crescendo rapidamente e ajudar muito mais profissionais a terem clientes fieis, startups do mundo inteiro, incluindo as que já cresceram muito – como Uber, Netflix e Airbnb, uma estrutura de organização de times chamada Squad. Criada pelo Spotify, esse método propõe a divisão dos times em pequenos grupos com missões bem definidas sobre o produto. No GetNinjas, por exemplo, temos squads de aquisição, experiência do usuário, receita e marketing. Em cada um desses times, há pessoas de tech, produto, design, BI e conteúdo, o que os torna bem completos e independentes.

Outra metodologia bastante adotada por startups, e que ajudou o Google a se estruturar e crescer, é o OKRs (Objectives and Key Results). Criada pelo ex-CEO da Intel, o OKR é uma forma de se definir, medir e reavaliar resultados num curto prazo, 3 meses. Isso garante aos times manter um direcionamento e independência maior na execução dos projetos já pré-definidos e estipulados, o que permite tomar decisões mais rápidas para um crescimento contínuo do negócio.

Clima Organizacional

Outro ponto importante sobre um negócio de sucesso é o bem-estar da equipe. Para isso, o time de Recursos Humanos precisa ser bastante ativo e criativo. Sempre cito nas minhas palestras, as iniciativas lideradas pelo nosso RH, que visam melhorar a comunicação entre os times. Como exemplo, temos o Papo Reto, um encontro mensal com uma conversa informal que ajuda no desenvolvimento e satisfação de toda a empresa.

Outras ações do RH, que também contam com participação e engajamento de todo time são os Embaixadores da Cultura e o Gente Ninja. Os embaixadores são formados por um grupo de cerca de 10 funcionários que se reúnem periodicamente para construir uma cultura empresarial viva e ativa, que ajude a disseminar os propósitos da empresa para todos funcionários. O Gente Ninja é outro grupo que discute sobre tudo que engloba diversidade dentro e fora da empresa.

Com essas ideias de ações, empreendedores novos e também os mais tradicionais podem pensar em como trazer ideias simples e ativas para dentro das organizações a fim de estimular o poder criativo dos times e motivar a produção.

Iniciativas como essa são importantes para levarmos para empresários de todo país propostas inovadoras e de alto impacto social e econômico. Assim, mostrando como startups lideradas pela nova geração estão revolucionando a forma de se gerenciar e como indústrias de segmentos mais tradicionais podem impulsionar seus negócios com iniciativas simples, mas de grande impacto.

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O que Neymar pode nos ensinar sobre carreira

Por Alexsandro Nascimento

Há uma máxima no futebol que diz: “Em time que está ganhando, não se mexe!” Talvez esta mesma lógica é muitas vezes equivocadamente adotada por vários profissionais em suas carreiras, ou seja, estou numa organização/empresa que é destaque em sua área de atuação, tenho um bom salário, sou reconhecido em minha profissão e tenho bons relacionamentos, por que mudar? Por que trocar o certo pelo duvidoso?

E o que podemos dizer então de Neymar, que há pouco estava em um dos maiores times do mundo, com um salário acima da média até mesmo para os melhores profissionais da sua área, com um bom reconhecimento do seu trabalho e ainda com várias amizades no clube? Se você estivesse no lugar dele, mudaria? Ainda mais para uma empresa de expressão menor? E o caso do Paris Saint Germain, time grande na França, mas, com bem menos expressão internacional do que o Barcelona.

Será que Neymar errou? Estava insatisfeito ou com problemas que muitos não sabiam? Será que foi por causa de dinheiro.

Nenhuma das alternativas anteriores. Acompanhamos não apenas a maior transferência do ponto de vista financeiro de um jogador de futebol da história, mas, sim, o maior acerto de todos os tempos de um jogador em sua carreira na história do futebol mundial.

Para entendermos o tamanho do acerto que Neymar, fica mais fácil à luz do modelo dos 3 “R’s” da motivação profissional. Este modelo se baseia em outros estudos realizados por especialistas, bem como, na experiência profissional do autor.

O primeiro R é o da Razão. Adaptado do círculo dourado de Simon Sinek, a razão é o “motivo”, “porque” cada um de nós faz o seu trabalho. E isto, não é fácil descobrir e validar, como o próprio estudo de Sinek apresenta, boa parte dos profissionais não tem clareza exata do “porque” fazem o seu trabalho, o que os inspira. Geralmente os que se destacam, tem!

Fica claro no caso de Neymar que é um profissional movido a desafios e, o projeto apresentado a ele pelo novo clube, é talvez um dos maiores desafios de sua carreira. O que poderia “paralisar” muitos, foi justamente um dos principais combustíveis para a decisão dele, pois tem clareza de que é um profissional movido a desafios (sua razão, seu porque) e precisa de grandes desafios para “performar” em alto nível, como se espera dele e como ele mesmo se cobra;

O segundo R é o do Reconhecimento. Conforme Mário Sergio Cortella, o reconhecimento é um dos principais fatores que influencia na motivação dos profissionais. Ninguém questiona se o Neymar era reconhecido no Barcelona, mas o fato a ser analisado é se o reconhecimento que ele tinha era suficiente para ele, ou mesmo, se era o que ele esperava depois dos anos e resultados obtidos. Ainda segundo Cortella, não é apenas a questão de promover elogio pelo elogio e, sim, reconhecer o profissional na medida adequada para que ele tenha a energia para continuar a atuar em alta performance e, esta é a realidade de profissionais do nível de Neymar, sempre obtendo resultados diferenciados;

O terceiro R é o do Relacionamento, e para verificarmos este, podemos levar em conta o estudo que tem como responsável Robert Waldinger professor da Harvard Medical School, o qual ao longo de 75 anos acompanhando a vida de 724 homens ano após ano e, tentando entender o que mais os fazem felizes, identificou que o principal causador da felicidade era: bons relacionamentos. Sejam eles, no ambiente de trabalho, amigos ou família. Ter e manter bons relacionamentos está entre as principais causas de felicidade das pessoas.

É claro que Neymar não tinha um ambiente ruim ou hostil no Barcelona, longe disto, mas, por outro lado, também terá um excelente ambiente do ponto de vista de relacionamentos, com pessoas que já conhece, tem empatia e por isto gosta e, convive antes mesmo de chegar ao clube, o que no mínimo é um agente facilitador para a decisão e impulsionador para o sucesso no médio e longo prazo.

Neymar é uma pessoa e profissional muito acima da média, até mesmo pela maturidade que precisou ganhar numa velocidade muito grande, pode-se chegar à conclusão de que cercado de profissionais como ele é, uma decisão como esta de carreira é mais fácil, porém, no caso de Neymar ele chegou a contrariar a opinião do pai, responsável por sua carreira e, este é um exemplo de que ele realmente é uma pessoa e profissional muito acima da média dos excelentes jogadores.

Ele mostrou ao mundo nesta decisão de mudança na carreira o seu mais belo gol até o momento e, que em time que está ganhando e bem, pode-se sim mexer para melhorar ainda mais.

Alexsandro Nascimento , Mestre em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, especializado em Administração Pública e de Empresas (FGV-EBAPE) e graduado em Ciência da Computação pela Universidade Santa Cecília (UNISANTA).

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“Liderança não é cargo, é comportamento”, diz especialista

Napoleão Bonaparte, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Sócrates, Steve Jobs, Jorge Paulo Lemann, Ayrton Senna, Bernardinho… Esses são alguns exemplos de pessoas que são ou que foram líderes, cada um em sua área de atuação.

Segundo o coach e consultor de carreira Emerson Weslei Dias, liderança está relacionada com personalidade e visão – definir metas, planejar a estratégia, criar as ferramentas, apontar a direção, orientar e mobilizar seguidores. “Liderança envolve inspirar pessoas, evocando o melhor de cada um para atingir um objetivo”, diz.

Chefe X Líder. Diferente do que muitos pensam, nas empresas, o exercício da liderança pouco tem a ver com o cargo. Dias destaca que há muitos casos de pessoas que não têm o cargo, mas que exercem a liderança pelo conhecimento, pela influência, e, assim, exercem algum tipo de poder sobre os outros. “Lembro-me, enquanto gerente, de situações em que tinha mais poder (influência) do que muitos diretores. Outras vezes, já como diretor, outras pessoas com cargos menores, em algumas situações, tinham mais liderança que eu. De uma simples reunião à condução de um projeto, liderança é comportamento, tem a ver com autoridade sobre determinada situação”, afirma.

O coach ainda ressalta que os gestores estão em um papel de liderança porque podem influenciar o comportamento de uma equipe de trabalho, mas apenas o fato de “estar líder” não significa que sejam eficientes nesse papel. Ele explica que em geral, há dois tipos de líderes em uma organização: formais e não formais. A liderança formal é aquela exercida por uma pessoa nomeada, contratada, indicada ou eleita para o cargo. Já a liderança informal é exercida, naturalmente, por pessoas que conseguem influenciar outros por suas habilidades especiais e recursos.

Características para ser um líder de sucesso. Comandar ou dar orientações? Centralizar ou motivar? Mandar ou inspirar? Algumas características são fundamentais para exercer a liderança. Saiba o que fazer para conquistá-la.

Seja um bom exemplo
Deixe que suas atitudes falem mais alto que suas palavras. Caso contrário, não conseguirá exigir das pessoas aquilo que você mesmo não faz.

Tenha coragem
Líderes de sucesso são corajosos e isso não significa ausência de medo, mas aprender a reconhecer seus medos, enfrentar a realidade de cada situação e escolher a melhor maneira de agir para que os objetivos sejam alcançados.

Seja humilde
Tenha humildade para reconhecer seus erros, fracassos e pontos fracos. Peça desculpas se errou e aceite ajuda dos que estão dispostos a contribuir.

Valorize as críticas
Escute as pessoas que discordam de você e que possuem opiniões diferentes. Tente entender os seus pontos de vista e identifique o que você pode fazer para melhorar.

Reflita
Autoconhecimento é fundamental no processo de liderar outras pessoas. Dedique-se alguns minutos do seu dia para refletir sobre a maneira que tem liderado.

Multiplique boas lideranças
É fundamental para um bom líder saber identificar e estimular outras lideranças dentro da organização, garantindo a continuidade do trabalho.

Sobre Emerson Weslei Dias
Possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV. É coach, consultor de carreira e autor do livro “O inédito viável”. Diretor de Liderança e Gestão de Pessoas da ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

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Líderes assertivos, colaboradores engajados

Não é novidade que a comunicação interfere diretamente nos relacionamentos e contribui para a melhoria do clima organizacional. Mas, afinal, como a sua empresa lida com a comunicação? Como está o clima interno entre os departamentos da organização? A comunicação entre líderes e colaboradores é eficaz? Nesta terça-feira (4), a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná) auxiliará as organizações para uma comunicação mais assertiva.

Na oportunidade, a psicóloga organizacional, Ana Wilges, vai aprofundar o entendimento sobre o conceito de comunicação; apresentará técnicas que favorecem o compartilhamento de informações de modo assertivo; trará algumas ferramentas de comunicação, como a DEEC (Descrever, Expressar, Especificar, Consequências), enfim, durante o encontro, os participantes terão a possibilidade de definir novas estratégias de comunicação e interação para as suas empresas.

O curso será realizado na sede da AHK Paraná, das 08h às 12h30. Mais informações e inscrições: ahkparana@ahkbrasil.com ou (41) 3323-5958.

Curso Comunicação Assertiva

Data: 4 de julho (terça-feira), das 8h às 12h30
Local: Câmara de Comércio e Indústria Brasil – Alemanha – Junto ao Clube Curitibano Sede Concórdia – Curitiba
Mais informações e inscrições: ahkparana@ahkbrasil.com ou (41) 3323-5958

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Como analytics pode ajudar a evitar erros e trazer economia de recursos público – Por Cynthia Bianco

Todos os dias são descobertos novos esquemas de fraudes envolvendo programas e instituições governamentais. Estamos falando de recursos públicos em larga escala que deveriam ser destinados a populações mais carentes e que acabam indo parar nas mãos de golpistas, onerando não só os cidadãos como também o erário. Exemplos não faltam, aparecem novos casos diariamente, basta uma rápida folheada nas páginas dos jornais.

Para se ter uma ideia do tamanho do rombo, um levantamento do governo mostrou que, somente entre 2013 e 2014, cerca de 2,6 bilhões de reais do total da verba reservada ao Bolsa Família, foram parar no bolso de pessoas não vinculadas ao programa. Já no Seguro Desemprego, mais prejuízo: estima-se que os pagamentos indevidos realizados em 2016 corresponderam a algo entre 3% e 5% dos R$ 36,7 bilhões desembolsados para essa finalidade.

Combater essas fraudes não é tarefa fácil e, inevitavelmente, demanda grande organização e metodologia. Primeiramente, é necessário identificar as irregularidades, após, parte-se para a investigação; somente depois de analisados os fatos, confirma-se ou não o golpe. Saber a fundo tudo o que acontece, conhecer os perfis, padrões e até mesmo manter um histórico de informações, é crucial nesse processo. E o analytics é a tecnologia capaz de ajudar a obter as respostas certas.

As soluções de inteligência analítica permitem o cruzamento de diferentes informações e bases de dados, independentemente do volume. Tecnicamente falando, significa que sempre que uma fraude é constatada e confirmada, o sistema é capaz de apreender esse comportamento e compará-lo com outras situações similares, já ocorridas no passado ou que possam vir a ocorrer. E assim, desvendar padrões comuns e permitir atuar de maneira preventiva.

Foi exatamente o analytics que ajudou o MTb (Ministério do Trabalho) a descobrir uma quadrilha que forjava demissões e levantar suspeita sobre 40 mil pedidos de benefícios de seguro-desemprego que poderiam ser, na verdade, indevidos. Apoiando-se em uma plataforma analítica que reúne diferentes funcionalidades de integração, qualificação, governança e armazenamento de dados, inclusive em grande volume, e cruzando informações tanto de fontes internas como externas (INSS, Caixa Econômica Federal e Receita Federal), o MTb chegou a conclusões que permitiram bloquear milhões, que seriam pagos, entre agosto e dezembro de 2016, a cerca de 11,5 mil trabalhadores que legalmente não eram merecedores desse benefício. Descobriu-se, por exemplo, que uma única pessoa havia solicitado o benefício de seguro-desemprego por seis empresas diferentes; e que um CNPJ de uma microempresa, que normalmente emprega no máximo 10 funcionários, despediu simultaneamente 280 trabalhadores.

Tão claro quanto o fato de serem inúmeros os motivos que levam o fraudador a agir ou que viabilizam a sua ação, é evidente a necessidade de evitar esses golpes, seja na esfera pública ou até mesmo na privada. Afinal, as fraudes ocorrem também através de compras fraudulentas e homéricas nos mais variados canais de comércio eletrônico, sites de instituições financeiras invadidos, dados forjados e inúmeros outros estratagemas que vemos por aí. Ser preventivo, estar preparado para o processo de investigação e, principalmente, fazer de tudo para minimizar as perdas, são palavras chave nesse cenário. No qual, sem dúvida nenhuma, o analytics pode ser o grande protagonista.

Cynthia Bianco é presidente da MicroStrategy, um dos principais fornecedores mundiais de plataformas de software para empresas, que possui casos de sucesso e aplicações que ajudam a combater fraudes em empresas dos mais diversos segmentos de mercado, globalmente.

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Liderança é a chave para desenvolvimento de equipes e crescimento dos negócios

Tema estará em discussão no Intensive Leadership Academy (ILA), seminário organizado pela Dale Carnegie que acontece nos dias 9 e 10 de junho, em Curitiba

Liderança é o poder de ativar ação nas pessoas, de obter resultados por meio delas, de fazê-las adotar a visão do líder, mas sem precisar usar de coação ou corrupção. “O líder investe seu tempo em construir pessoas. Ele sabe quais são as reais prioridades, obtém a confiança da equipe, a administra solidamente e a mantém motivada. Ser chefe é fácil. Ser líder é para quem consegue assumir o papel e a responsabilidade de ser exemplo e guia”. A afirmação é de Guilherme Amaral, Carnegie Master e diretor em Minas Gerais e Paraná noroeste, palestrante da segunda edição do Intensive Leadership Academy (ILA), que acontece nos dias 9 e 10 de junho, em Curitiba. O seminário é organizado e ministrado por executivos da Dale Carnegie Training, referência mundial em desenvolvimento de competências e habilidades profissionais.

Na avaliação de Amaral, os resultados de uma equipe podem ser atribuídos ao tipo de liderança que ela recebe. “Quando uma liderança forte reage, ela impacta emocionalmente as pessoas do projeto, e isso é como trocar uma música ruim por uma outra maravilhosa em uma festa. Todos seguem o novo ritmo. Temos visto exemplos, como o da Ford, que contratou o executivo da Boeing Alan Mulally como CEO e recuperou-se de sua pior crise sem ajuda governamental. As pessoas respondem a uma liderança positiva e poderosa”, destaca.

Os líderes são aqueles que continuam a enxergar o melhor caminho para o grupo. Eles conseguem ver as necessidades emocionais, forças e limitações de seus liderados, as oportunidades e desafios do caminho, e integram em tempo real todas essas informações, com o critério de construir prosperidade para todos enquanto obtém os resultados que sua organização precisa. “Algumas características são fundamentais em bom líderes, como focar na fonte dos problemas e enxergar as pessoas como solução. Além disso, ele comunica assertivamente e mostra seu engajamento 100% do tempo. Ele se importa, quer saber o que acontece com as pessoas, além de saber dos números”, observa Amaral.

Dale Carnegie Training – Por 104 anos, a Dale Carnegie Training, por meio de seus programas de treinamento pessoal e profissional vem orientando seus participantes a construir objetivos claros de forma planejada, organizada, com estratégias eficazes, desenvolvendo seus talentos, atitudes, valores, habilidades práticas de comunicação, gestão, liderança, relações humanas, engajamento, vendas, negociação, controle de estresse e apresentações de alto impacto.

Segundo Amaral, a Dale Carnegie é a única organização que genuinamente fornece processos de treinamento transformadores. “Levamos nossos participantes a mudarem emocionalmente, mentalmente e em seus comportamentos e habilidades. Nosso limite é o interesse de nossos clientes em desenvolverem-se. Somos a única empresa de treinamentos que comprova o retorno sobre o investimento em pessoas”, diz.

Mais informações sobre o Intensive Leadership Academy, programação completa e inscrições no site www.ilabr.com.br.

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Quatro soluções para sua empresa parar de perder dinheiro

Os fundadores da Equipo Gestão perceberam que a má gestão de contratos e estoques, por exemplo, gerava um descontrole e dissipação de tempo e dinheiro nas grandes empresas. Em virtude disso, decidiram criar seus produtos atuais.

“Falta de condição de verificação e medição da margem a erros e consequentemente a perda de dinheiro”, diz Robert Barbosa, Diretor de Operações e Financeiro da Equipo Gestão. Veja quatro soluções para sua empresa parar de perder tempo e dinheiro:

Análise de fluxo de medição

Normalmente a realidade das médias e grandes empresas engloba um serviço de requisição de compras com um extremo desperdício. “Diversas compras avulsas são feitas e passam despercebidas por falta de tempo, mas depois são sentidas no bolso”, diz Robert.

Os fundadores da Equipo Gestão recomendam que as empresas passem a trabalhar com contratos guarda-chuva. Que permitem a junção de uma gama de obras ou serviços. A ideia é explorar oportunidades em estoques de insumos, compras, procedimentos de consumo.

“Com gestão de estoque é possível revisar e controlar os fluxos e metodologias em gestão de materiais. Economizando assim, um montante considerável para a sua empresa”, comenta Robert Barbosa, Diretor de Operações e Financeiro da Equipo Gestão.

Estudo de performance e produtividade

Contratos feitos por performance dão menos prejuízo. “É importante olhar a empresa como um todo”, comenta Luiz Godoy, diretor comercial na Equipo Gestão. Essa prática gera mais rentabilidade, otimiza o trabalho e o fornecedor presta serviços de uma maneira mais eficiente.

“O contrato de performance, por exemplo, evita que uma máquina fique em desuso para o contratante”, comenta Godoy. “Temos cases de empresas que passaram a ter 100 horas a mais de uma máquina em funcionamento, depois da mudança para o contrato de performance”, completa. Com auditoria nos contratos de serviços, a Equipo já retornou mais de 200 milhões em saving.

Aprimoramento do contrato guarda-chuva

Através de um sistema de gestão de contrato, o contratante pode planejar a demanda e avaliar orçamento de diferentes empresas. Ao invés de trabalhar com valores pré-determinados, a parte consome quando houver necessidade.

Funciona assim: a parte encaminha sua solicitação e recebe um orçamento de diferentes empresas cadastradas. Assim, ela consegue optar pela que atenda melhor suas demandas e orçamento.

O Sigec Hoc (produto oferecido pela Equipo) é responsável pelo cadastro, homologação e monitoramento de fornecedores. A Equipo disponibiliza um portal exclusivo para o processo de homologação, trazendo vantagens competitivas aos fornecedores aderentes. “Dessa forma mantemos uma base de fornecedores saneada e qualificada a partir de critérios definidos por categoria de compras”, diz Mario Nogueira, Diretor de TI da Equipo.

Implantação de célula de gestão de contrato (Sigec Web)

O Sigec Web é uma célula que realiza uma operação padronizada, eficiente, com ação proativa, oferece transparência e visibilidade durante o ciclo dos contratos, com alertas direcionados aos gestores dos contratos, garantindo a blindagem do processo.

“Assim o gestor consegue visualizar medições, diminuir processos e verificar evidências”, comenta Luiz Godoy. O sistema garante que todas as cláusulas pactuadas sejam devidamente respeitadas, possibilita a segurança de que os pagamentos são realizados de acordo com os valores pactuados. Além de possibilitar uma revisão do fluxo, sugerindo ou mudando o fluxo de liberação.

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Gestão do tempo e desafios para lideranças da geração pós-workaholic será tema de evento em Curitiba

No próximo dia 6, a partir das 8h30, a Sodexo Benefícios e Incentivos realizará em Curitiba a segunda edição do evento Sodexo Vida Profissional. Com o tema “Rotinas Criativas: Gestão do tempo e desafios para lideranças da geração pós-workaholic”, o evento contará com a palestra de Alexandre Teixeira, autor dos livros “Felicidade S/A”, “De dentro para Fora” e “Rotinas Criativas”, e que já realizou pesquisas com executivos de diversas empresas sobre Práticas de Gestão de Pessoas e Comportamento Organizacional.

Com 95 mil clientes, 6,4 milhões de usuários e 410 mil estabelecimentos credenciados no Brasil, a Sodexo Benefícios e Incentivos é referência em serviços inovadores de qualidade de vida. Baseada em seus valores, como espírito de progresso, de serviço e de equipe, a multinacional francesa compartilha com seus clientes e parceiros conteúdo relevantes sobre qualidade de vida, melhores práticas e tendências em gestão de pessoas.

O evento Sodexo Vida Profissional é fechado para convidados e acontecerá no Bourbon Curitiba Convention Hotel.

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Gestão de custos faz sentido? Por Leonardo Matt

Se até em alguns órgãos da administração pública a otimização de custos já passa a ser discutido, certamente nas organizações da iniciativa privada o assunto é mais do que pertinente.

A Pesquisa CIO Global 2016-2017, realizada pela consultoria Deloitte em 48 países, mostra que os CIOs (Chief Information Officers) brasileiros estão mais preocupados com a gestão de custos. Segundo o estudo, este foi o tema a ser priorizado por executivos no contexto local, com 60% das referências,

No Brasil, a situação econômica momentânea com certeza acentua o foco no controle dos custos. E o assunto não gira unicamente em torno do corte dos custos, mas sim do controle e gerenciamento.
Mas o que contempla essa ação? A rigor é simples: a questão é adequar os custos aos níveis comportados pela receita e a avaliação da real necessidade do desembolso, sempre tomando o devido cuidado para não comprometer atividades vitais e sujeitar a organização a prejuízos decorrentes de algum corte feito de maneira inadvertida ou irresponsável.

E se a pergunta for “por onde começar”. Traçar metas ou estabelecer um orçamento pode ser uma boa prática, para gerar indicadores de gestão que permitam um bom acompanhamento, lembrando da máxima de que quem nao mede nao gerencia. De qualquer forma, é imprescindível conhecer os custos, seu comportamento (quais estao crescendo e quais nao) e, principalmente, quais são os mais representativos, para poder iniciar a gestão pelos mais relevantes.

Instrumentos para isso: um balancete, sem duvida, é uma bela e (via de regra) confiável fonte de informação, mas com pouca flexibilidade para filtrar dados ou fazer análises comparativas. Levar dados para planilha eletrônica, pode ser outro recurso e que dá uma certa flexibilidade no processo de análise, mas é trabalhoso e às vezes vulnerável. O instrumento ideal, para a organização que possui um sistema de gestão operacional implantado, é a adoção de um software de BI (Business Intelligence) que pode ajudar sob vários aspectos, como:

1) Representação gráfica dos indicadores. Se dizem que um gráfico fala mais que mil relatórios, por que não fazer uso de gráficos para acompanhar os indicadores, as evoluções etc. ?

2) Utilização de recursos dinâmicos de filtragem e “mergulho” (aprofundamento) nos dados, para entender a origem dos dados e buscar “insights” em torno de alternativas a algo que não está adequado.

3) Identificação de riscos ou anomalias a serem alertados de forma proativa ao(s) gestor(es) responsável(is) pelas possíveis providências.

Enfim, a recomendação do uso de um software de BI tem a intenção de assegurar uma boa gestão e controle dos custos, custos esses, que existem, são necessários e inevitáveis em toda organização. Por conseguinte, seu controle e acompanhamento contínuo faz todo o sentido.

Leonardo R. M. Matt, CEO da BXBsoft

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“Jeitinho alemão”

Além de ser o celeiro agrícola do país, o Paraná é um importante polo industrial, que concentra boa parte de suas indústrias entre Curitiba e Ponta Grossa. A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná) representa cerca de 200 das maiores e mais importantes empresas instaladas no estado.

Neste contexto, não há dúvida que o investimento e a transferência de tecnologia compartilhados pela Alemanha contribuíram para o desenvolvimento industrial do Paraná.

A primeira economia da Europa é reconhecida pela gestão focada e disciplinada. Outras características do estilo da gestão alemã são o planejamento e a racionalidade, segundo relata o diretor da AHK Paraná e cônsul honorário da Alemanha em Curitiba, Andreas Hoffrichter.

“O que é prometido deve ser cumprido no prazo estabelecido. Disciplina é fundamental quando se trata da gestão alemã”, diz Hoffrichter. Ele afirma que o planejamento a longo prazo e a visão objetiva são outros diferenciais das empresas alemãs, que atuam no Paraná.

De acordo com o diretor da AHK Paraná, uma coisa é a empresa fazer o planejamento estratégico, a outra é executá-lo. “Os alemães têm facilidade para executar o que planejam, certamente isso é possível porque há foco, disciplina, objetividade. Além disso, os alemães são confiantes”, conta.

Na Alemanha, conforme expõe Hoffrichter, o planejamento estratégico das empresas abrange um período que varia entre cinco e 15 anos. “Temos que nos preparar para o futuro, sem planejamento não vamos muito longe”, conclui o cônsul.

O consultor alemão Heinrich Josef Taprogge, que atende empresas alemãs e brasileiras oferecendo consultoria em Gestão e Processos, menciona a objetividade, dedicação à produtividade e separação clara entre questões profissionais e pessoais, como características marcantes dos empresários alemães.

“Do meu ponto de vista, a separação entre o ‘profissional’ e a ‘vida privada’ é a diferença mais expressiva entre alemães e brasileiros. Os profissionais de uma empresa alemã, quando estão no trabalho, lidam diretamente com questões profissionais e falam diretamente sobre assuntos profissionais, são adeptos do chamado ‘go directly to the point’ e, de alguma maneira, pode-se dizer que não são tão ‘diplomáticos’ como os brasileiros nesse sentido”, esclarece.

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Gestão de qualidade: mudanças da ISO 9001

Os parâmetros de qualidade de uma empresa são estabelecidos por meio da ISO 9001 que, após as alterações efetuadas em 2015, trouxe alguns questionamentos para as organizações. Para quem busca se atualizar sobre a norma, o Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos, de Doces e Conservas Alimentícias do Paraná (Sincabima) realizará no próximo dia 16 de fevereiro, quinta-feira, uma palestra com o tema “Mudanças da ISO 9001”.

O encontro será conduzido pela Engenheira Química Rubia Elaine Moisa, especialista em Gestão e Engenharia Ambiental. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail consultoria@sincabima.org.br. Os participantes receberão certificado.

Serviço:

Mudanças da ISO 9001

Data: 16 de fevereiro, quinta-feira
Horário: 13h30
Local: Sincabima/ Rua General Teodorico Guimarães, 303 – Fanny, Curitiba
Investimento: R$ 85 por participante

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B Certification: conheça a novidade que atrai atenção de startups e empresas de TI

O empresário Maurício Castro entrevista Fernando Granato, diretor da Quiron. A conversa foi na Aldeia Coworking em Curitiba. Eles falaram sobre B Certification, uma novidade que atrai o interesse de startups e empresas de tecnologia.

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Compliance tributário precisa estar no foco da gestão de empresas, afirma consultor

Carlos Nascimento, especialista em soluções fiscais e tributárias da Thomson Reuters fala sobre a Sped Fiscal e compliance tributário em Café da Manhã Fiscal, em Curitiba, organizado pela empresa de tecnologia 4Results em parceria com o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças – IBEF PR. Com o Tema “Cenário Fiscal Atual e as Projeções Futuras”, o palestrante apresentou um cenário fiscal em transição, que impõe forte mudança cultural com a quebra de paradigmas. Veja como foi o evento, que aconteceu no Palacete dos Leões, sede do BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul.

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Serviços em TI: Fernando Baldin fala sobre livro “A Revolução Invisível”

Diretor da Premier IT, especialista em outsourcing, Fernando Baldin é autor de livro que trata de novos modelos a serem seguidos para quem presta serviços, principalmente no setor de tecnologia da informação. Acompanhe vídeo da entrevista concedida ao programa de tv Valor Agregado.

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Business Intelligence: ferramenta ajuda gestor a “pilotar avião” carregado de informações gerenciais

Na sede do Sebrae-PR, em Curitiba,dezenas de executivos acompanharam a palestra de Allan Pires sobre Business Intelligence, tratando da importância da utilização de ferramentas e métodos para tomada de decisão nas empresas. Allan compara o ambiente de tomada de decisão nas empresas à dificuldade de se pilotar,por exemplo, um caça stealth, avião de combate conhecido por não ser detectado por radares. O stealth precisa do auxílio de muita tecnologia embarcada para ser pilotado porque gera muitas variáveis, dificultando as decisões do piloto. No mundo empresarial, o executivo, como o piloto do caça , tem muitas variáveis para analisar. E com o auxílio da tecnologia fica mais preparado para enfrentar a “guerra do mercado” que se enfrenta todo dia.
Veja como foi o Café Bem Acompanhado, realizado pela Acom Sistemas em parceira com a Solusoft Informática.

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Business Intelligence: BXBmaster da Solusoft melhora gestão de pequenas empresas

Análise gerencial com relatórios completos e fáceis de manusear não é privilégio apenas de grandes corporações. Pequenas e médias empresas já podem contar também com ferramentas completas de Business Intelligence. Um bom software de BI permite uma tomada de decisão com base em dados extraídos e organizados de maneira rápida , de forma segura e com importantes informações gerenciais. E para empresas de menor porte, um baixo custo de aquisição e manutenção se torna um grande diferencial. Esse é o caso das catarinenses Inside System e Seifert Óptica, que utilizam o BXBmaster, desenvolvido pela paranaense Solusoft Informática.
A Seifert é especializada em jóias, relógios e óculos de sol com lentes corretivas. É uma empresa completa com venda e assistência de produtos, além de laboratório próprio. Utiliza BXBmaster agregado a um sistema de gestão empresarial (ERP) desenvolvido pela Centrium Informática, parceira da Solusoft. O proprietário da loja Gabriel Seifert destaca a facilidade de analisar a gestão da empresa com a nova ferramenta. “Antes era demorado e às vezes eu até deixava de fazer porque dava trabalho e ocupava muito o meu tempo. Agora eu mesmo gero quantos relatórios quiser e na hora que preciso. Todas as informações estão juntas e tem gráficos e cores para facilitar a análise” , conclui Gabriel.
A Inside System atua com sistemas na área de gestão de planos de saúde, previdência complementar e benefícios assintenciais. O ISA (Inside Sytem Aplications) atende de pequenas a grandes operadoras. A gerente de suporte Roseli Honório explica que o Sabidus, baseado no BXBmaster, trata dados extraídos dos sistemas ISA Saúde, ISA Previdência e ISA Assistencial e facilita as decisões dos clientes. Eles podem elaborar e analisar suas próprias visões dos dados e exibir as informações sob a ótica requerida pela análise. Roseli também afirma que “a nova ferramenta proporciona aumento de receita e maior penetração de mercado para a Inside System” .
A Solusoft Informática oferece o BXBmaster como uma solução completa de Business Intelligence para atender um público que necessita de uma ferramenta completa, simples de trabalhar e de baixo custo. Mais informações podem ser encontradas em www.solusoft.com.br

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