Beto Richa defende, na ACP, corte de gastos e descarta aumento de impostos

A Associação Comercial do Paraná (ACP) promoveu nesta quarta (23) encontro com o governador Beto Richa e o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, na sede da entidade. Na ocasião, o governador prestou conta das ações realizadas pelo governo do Estado, além de apresentar perspectivas e projetos para os próximos meses. Durante o evento, houve a entrega dos prêmios aos consumidores sorteados no programa Nota Paraná em agosto, assim como o anúncio de simplificações no processo de registro de novas empresas no Paraná, na Junta Comercial.

A iniciativa para realização do evento partiu do próprio governador, que pela primeira vez fez amplo relato do panorama da administração estadual, diretamente aos cidadãos paranaenses, ex-presidentes, conselheiros, membros do G7 e lideranças sindicais, entre outras personalidades relevantes do associativismo presentes.

O presidente da ACP, Gláucio Geara, disse que a entidade, sabendo das dificuldades vividas pelo governo, apoiou uma reforma fiscal, entretanto, sem ignorar que a mesma teria duras consequências sobre a ação empresarial. “Prevíamos, na ocasião, que também era o momento da classe empresarial mostrar que não se pode viver do presente, lembrando a prática de outros Estados, mas acreditar no futuro da estabilidade da economia paranaense”.

“Na ocasião, em contrapartida, a ACP alertou que o governo deveria assumir o compromisso de readequar sua estrutura administrativa e funcional, com a redução do tamanho do Estado”, disse. Geara advertiu que o ajuste fiscal deve ser constantemente revisado, na medida de sua importância para a retomada dos empregos e recuperação das atividades comerciais.

Durante sua apresentação, Beto Richa destacou que o governo tem aplicado medidas permanentes de austeridade, de redução de gastos e despesas do governo para conseguir ampliação do percentual de investimentos em programas e ações eficazes em prol da população. Richa descartou o aumento de impostos, dizendo que “o dinheiro dos empresários está sendo muito bem investido no Paraná”. “A receita do Estado foi ampliada em 2,5%, mas reduzimos os gastos em 7,5%, então o Estado fez a sua parte pelo setor produtivo, o que nos possibilitou hoje estar numa posição mais tranquila com relação ao resto do país”, destacou.

De acordo com os números apresentados pelo governador, os recursos aplicados no Estado passaram de R$ 2,8 bilhões em 2015, para R$ 5,8 bilhões em 2016 e R$ 7,6 bilhões em 2017 com ações realizadas, principalmente, nas áreas de educação, desenvolvimento social, saúde, infraestrutura e segurança.

Richa destacou que foram aplicados R$ 10 bilhões em educação em 2016, com o aumento de 15% sobre 2015. “O mais importante é que no ensino público investimos 35,06% das receitas. Muito mais do que manda a lei”, ressaltou. Na área da saúde, houve redução da taxa de mortalidade materna em 29%, entre 2010 e 2016, e a redução da mortalidade infantil, de 12 óbitos por mil nascidos vivos, em 2010, para 10,49, em 2016.

Beto anuncia que prêmio da Nota Paraná no Natal será de R$ 1 milhão

O governador Beto Richa disse, após a apresentação do balanço de atividades de sua administração que “os servidores públicos estaduais não podem estar insatisfeitos com os salários que recebem, atualmente entre os mais elevados do país”.

Beto adiantou ainda que o governo não tem a pretensão de “agradar a quem não quer ser agradado”, ao se referir à pressão por reajustes oriundas de alguns sindicatos de servidores, citando entre eles o sindicato dos professores.

O governador esclareceu que o compromisso essencial da administração estadual é “trabalhar para atender melhor a população de 11,5 milhões de paranaenses”, ao reiterar que o servidor “não tem o que reclamar dos salários”.

Em complemento o secretário Mauro Ricardo Costa informou que “um professor em final de carreira recebe, em média, R$ 12 mil, e um delegado de Polícia, R$ 19 mil, podendo este servidor em particular chegar a R$ 30 mil quando se aposenta”.

Ao se referir ao ajuste fiscal feito por seu governo, Beto afiançou “que o mesmo valeu a pena, mesmo com a insatisfação inicial com as medidas duras anunciadas no lançamento do programa”.

Citando a grave crise econômica que também atingiu a administração pública de vários Estados, o governador disse que “agora é o Distrito Federal quem está anunciando a necessidade do parcelamento do pagamento de salários de seu quadro funcional”, ao passo que o Paraná “na contramão da crise não só concedeu reajuste salarial, como realizou o investimento de R$ 8 bilhões, o maior programa do país”.

Explicou também que o “ajuste fiscal foi necessário porque as alíquotas de ICMS e IPVA estavam grandemente defasadas”, assegurando, no entanto, que “o dinheiro arrecadado com impostos está sendo muito bem investido”.

Na conclusão, o governador anunciou que no próximo Natal o projeto Nota Paraná, que entregou na reunião realizada na ACP os prêmios a três ganhadores, sendo o maior de R$ 200 mil para uma moradora de São José dos Pinhais, “o premio maior será de R$ 1 milhão”. Os ganhadores de agosto foram a bancária Angela Maria Ferreira da Silva, 47 anos, moradora de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba; a costureira Neusa Teresa de Marchi, 57, moradora de Cianorte (Noroeste); e o relojoeiro Jorge Picoli, de Maringá (Noroeste).

Gostou? Quer compartilhar?

Governo do Estado extingue dívida da Cidade Industrial

A Curitiba S.A, empresa de economia mista responsável pela regularização de áreas da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), não é mais devedora do Governo do Estado. O passivo, que tinha a Prefeitura de Curitiba como fiadora, foi encerrado na tarde desta quarta-feira (12/7) com a sanção de uma lei pelo governador Beto Richa. A medida altera a Lei Estadual 16.348, que passa classificar a antiga dívida como uma subvenção de investimentos, o que não gera tributos.

Para o governador, a ação se justifica em razão da contribuição da capital e seu setor industrial para o Estado. “Curitiba deu grandes contribuições ao Paraná com as riquezas que foram proporcionadas pelas indústrias e, principalmente, pela geração de muitos empregos”, declarou.

Com a remissão, acrescentou o prefeito Rafael Greca, o valor que seria empregado no pagamento dos impostos será aplicado em benfeitorias para a população. “Agora a Cidade Industrial é de fato uma realidade econômica geradora de empregos e rendas”, completou.

A dívida original, de R$ 600 milhões, foi remida em 2008, porém os impostos federais decorrentes da operação ainda estavam em discussão. A proposta de alteração da lei é de autoria dos deputados Alexandre Curi e Luiz Cláudio Romanelli, que acompanharam a assinatura da sanção com o presidente da empresa, Bruno Rocha, e o diretor administrativo financeiro, Mateus Maranhão.

Histórico

O acordo começou a ser negociado em 2009, quando o governador Beto Richa era prefeito de Curitiba, e foi baseado em lei estadual que extinguiu a dívida das companhias municipais de desenvolvimento com o Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) e com os ativos provenientes do processo de saneamento e privatização do Banestado. Tanto o FDE como os ativos remanescentes do Banestado pertencem ao Estado do Paraná.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Gostou? Quer compartilhar?

Paraná terá seu primeiro parque de biociências

O Paraná terá o seu primeiro Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark). Iniciativa dos empresários fundadores da indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, de Toledo (Oeste), que conta com apoio do Governo do Estado, o Biopark terá quatro milhões de metros quadrados e espaço reservado para universidades, hospitais, incubadoras, indústrias e até áreas residenciais. O governador Beto Richa participou do lançamento, realizado nesta quinta-feira (22). Na mesma solenidade, Richa assinou decreto que cria o marco regulatório para a implantação do Complexo Paranaense de Parques Tecnológicos no Estado.

Idealizado por Luiz Donaduzzi e a esposa Carmen, o Biopark pretende gerar 30 mil empregos e transformar a região de Toledo em um polo do setor de biociências nas próximas décadas. O investimento inicial é de R$ 100 milhões. A expectativa é que esse volume possa chegar a R$ 500 milhões em cinco anos, de acordo com Luiz Donaduzzi.

Richa enalteceu a iniciativa. “É um projeto dos mais importantes para o Oeste do Paraná e demonstra, mais uma vez, a participação da Prati-Donaduzzi no desenvolvimento econômico e social da região. A indústria é a maior fabricante de medicamentos genéricos do Brasil e merece todo o apoio do governo do Estado”, afirmou o governador. “Já estive na Prati inúmeras vezes para celebrar parcerias, investimentos do Estado, anunciar a abertura do curso de farmácia e agora, temos mais uma demanda que é a abertura de um campus avançado da Unioeste dentro do Biopark”, disse.

Richa explicou que o apoio do Governo do Estado ao projeto do Biopark será com convênios, parcerias com entidades como o Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar) e Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), abertura de cursos de graduação nas universidades estaduais para ampliar a disponibilidade de técnicos. “É uma iniciativa que merece o apoio decisivo do Estado”, afirmou.

QUALIFICADA – A ideia do projeto Biopark é permitir a formação de mão de obra qualificada para o setor e estimular o desenvolvimento de pesquisas, a criação de startups e a instalação de empresas. “Na área de biociências há uma infinidade de possibilidades, desde a área de medicamentos, até produtos para animais e plantas, equipamentos, softwares, cosméticos e nutracêuticos” cita.

Um dos focos é o desenvolvimento de medicamentos a preço acessível para a população. Fundada há 22 anos, a Prati-Donaduzzi é atualmente a maior fabricante de medicamentos genéricos do País, com uma produção de 11 bilhões de doses por ano. “Hoje os parques em funcionamento estão dentro das universidades. O que vamos fazer aqui é o caminho contrário. Vamos trazer a universidade para dentro da indústria”, diz Donaduzzi. “Esse projeto vai se consolidar ao longo dos anos e vamos poder trazer progresso para a região toda”.

O objetivo da Prati-Donaduzzi é continuar produzindo medicamentos, sendo uma empresa brasileira e familiar, mas profissionalizada, e que continue crescendo ao longo dos anos. O parque tecnológico vai ajudar no crescimento. O empresário explicou que a intenção é trazer pessoas de fora, que demandarão moradias, veículos, escolas, lazer. “Há todo um desenvolvimento ao redor do projeto do parque, porque a ideia é que seja um ambiente seguro e agradável de trabalhar”.

UNIOESTE – O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, ressaltou o protocolo de intenções assinado, na mesma solenidade, pelo reitor em exercício da Unioeste, Moacir Piffer, e o empresário Luiz Donaduzzi. Pelo protocolo, será doado terreno para ampliação do campus da Unioeste em Toledo para dentro do Biopark. “Isso permitirá atender novos cursos da área de tecnologia que, por certo, serão importantes para o desenvolvimento e formação de recursos humanos dessa área aqui na região de Toledo”, disse ele.

Segundo o secretário, o primeiro curso será de química farmacêutica medicinal, que já existe na Unioeste e será transferido para o campus do Biopark. Atualmente a Prati já possui uma parceria com a Unioeste em residência industrial farmacêutica.

O Biopark vai abrigar, ainda, um campus do curso de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O projeto deve ficar pronto dentro de um ano e meio. Além disso, contará com a Unibio, universidade corporativa que vai oferecer cursos técnicos e de pós-gradução.

O parque também contará com dois hospitais – um da Unimed e outro da Hoesp (Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná). A Prati deve também construir no local uma fábrica de medicamentos oncológicos, no futuro.

Eder Mafissoni, CEO da Prati-Donaduzzi, lembrou que toda indústria farmacêutica depende de muita pesquisa e o desenvolvimento é caro e lento. “A ideia do parque é atrair talentos e mentes brilhantes para facilitar o acesso à tecnologia e ao conhecimentos. O grande desafio no Brasil é conseguir conexão entre as universidades que detêm o conhecimento e a iniciativa privada, dando oportunidade para que os projetos acadêmicos se transformem em produtos para a população”, disse ele.

HISTÓRICO – A maior fabricante de medicamentos genéricos do Brasil nasceu de um pequeno laboratório em Toledo, Oeste do Paraná, em 1993. O projeto nasceu pouco depois de o casal de farmacêuticos Carmen e Luiz Donaduzzi montarem um pequeno laboratório, após cursarem mestrado e doutorado na França. Atualmente são 24 horas de fabricação ininterrupta, em três turnos, de medicamentos líquidos e sólidos. A empresa emprega 4,5 mil pessoas e tem apoio do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade a empresária Carmen Donaduzzi, o coordenador de capacitação tecnológica da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, José Antônio Silvério; o presidente da Agência Paraná Desenvolvimento (APD), Adalberto Neto; o presidente do Tecpar, Júlio Felix; o secretário de Estado da Comunicação Social, Márcio Villela; o presidente da Itaipu, Jorge Samek, e os deputados José Carlos Schiavinatto (estadual) Dilceu Sperafico (federal).

Gostou? Quer compartilhar?

Paraná passa a ter Governança de Tecnologia da Informação e Comunicações

Em cerimônia no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o governador Beto Richa assinou o decreto que estabelece uma governança para o setor de Tecnologia da Informação e Comunicações no Paraná. O objetivo é proporcionar desenvolvimento integrado de diversas áreas da economia estadual com apoio de tecnologia, unindo esforços de setor público, empresariado e academia.

A Governança de TIC faz parte do Programa Paraná Inovador, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e é vinculada à Rede de Arranjos Produtivos Locais.

O governador do Paraná destacou a importância do setor de tecnologia para o desenvolvimento do estado. “Quem trabalha e quem produz merece o nosso apoio e o nosso respeito. Este setor, que congrega Arranjos Produtivos Locais, tem gerado riquezas e ajudado na formação da nossa economia. Basta ver o exemplo do Vale do Silício, nos Estados Unidos, Então, resolvemos criar aqui um sistema de governança com apoio do setor publico, reunindo várias secretarias como a de Ciência e Tecnologia, Fomento Paraná, secretaria de Planejamento, Celepar e Copel na busca de uma eficiência ainda maior desse setor”, explica Beto Richa.

João Carlos Gomes, secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirma que o Paraná é privilegiado pela organização e pela estrutura do setor produtivo. “E este setor de TIC tem uma qualidade muito grande. Seremos cada vez mais parceiros para o desenvolvimento de nosso estado”, completa.

O deputado estadual Guto Silva, que trabalha para o fortalecimento de uma bancada de tecnologia na Assembleia Legislativa, destacou o desempenho dos APLs que, segundo ele, “têm uma força impressionante”. Guto Silva conheceu os Arranjos Produtivos Locais de TIC em uma reunião estadual no Sebrae, em Pato Branco, no início de uma aproximação com a Assespro-Paraná, entidade que representa as empresas do setor.

Adriano Krzyuy, vice-presidente de Articulação Política da Assespro-Paraná, valorizou o apoio dos empresários na cerimônia: “O histórico da rede APL se concretiza e reforça a governance estadual. Temos APLs nas seis regionais da entidade e, nessa linha, vamos criar muitas iniciativas e conquistar muitos resultados para as empresas e toda a comunidade do Paraná”.

O presidente da Assespro-Paraná, afirma que o momento é de celebração de uma conquista de sete anos de trabalho. “Envolvemos, no início, os empresários, representados, hoje, pelos Arranjos Produtivos Locais, em um proceso conduzido pela Assespro juntamente com o Sebrae”,explica Sandro Molés da Silva. Ele também enaltece a iniciativa do Paraná ao criar uma governança de tecnologia. “O Brasil tem um estado diferenciado. A integração do setor público com a academia e iniciativa privada é fundamental. Essa medida mostra que o apoio à tecnologia é uma política de Estado no Paraná”, finaliza Sandro.

O Comitê Gestor é presidido pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e composto por representantes da Secretaria Estadual do Planejamento e Coordenação Geral; do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar); da Copel Telecomunicações; da Celepar; Fomento Paraná; da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, do Parque Tecnológico de Itaipu, pelas Federações da Indústria (Fiep) e Comércio (Fecomércio), Sebrae-PR; Assespro-Paraná, pelo APL de TI de Londrina e Região, APL de Software de Maringá e Região, APL Iguassu-IT (Oeste do Paraná), APL de TI do Sudoeste do Paraná, APL de TIC de Ponta Grossa e Região, APL de TI de Curitiba, Universidades Estaduais do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, do Centro de Tecnologia da Informação da Universidade Positivo.

Gostou? Quer compartilhar?

Estudo do Governo mostra setores estratégicos para atração de investimentos

Um estudo feito pelo Governo do Paraná definiu seis setores prioritários para atração de investimentos ao Estado nos próximos anos. A ideia é reforçar segmentos em que o Paraná já tem presença forte e também desenvolver mercados com potencial tecnológico, de geração de valor agregado e emprego.

Os setores estratégicos são Tecnologia da Informação e Eletroeletrônico, Tecnologia da Agroindústria, Saúde e Beleza, Automotivo e Transporte, Areoespacial e Defesa, e Energia.

“Em 2011 nós lançamos o Paraná Competitivo, programa de atração de investimentos baseado em vetores como geração de emprego e tecnologia e preservação do ambiente. Agora estamos dando um passo adiante em nossa política de desenvolvimento econômico, ao formular um plano direcionado a segmentos de alta tecnologia, nos quais temos grandes vantagens comparativas em relação a outros estados, ou mesmo outros países, como expertise, recursos materiais abundantes, infraestrutura e localização estratégica”, explicou o governador Beto Richa.

O Paraná Competitivo, lembrou Richa, cria mais de 180 mil empregos em curto e médio prazo. Agora, neste novo projeto, o Estado pensa mais a médio e longo prazos.

DIAGNÓSTICO – O Estado desenvolveu um plano estratégico, por setor, para atração de investimentos, segundo Adalberto Netto, presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento (APD), do Governo Estadual.

“É preciso ter em mente que precisamos gerar empregos de alto valor para as futuras gerações, para não corrermos o risco de perder a mão de obra especializada e qualificada para outros Estados”, afirma.

Um diagnóstico feito pela APD aponta para a necessidade de o Paraná aproveitar a sua alta competitividade para atrair investimentos de maior complexidade econômica. “O Estado precisa completar sua transformação industrial. Hoje o Paraná tem uma produção basicamente de média e baixa complexidade”, diz. Quanto mais sofisticado o produto, como aviões, máquinas, computadores, mais complexa e próspera a sua economia.

“Precisamos aproveitar o que temos de melhor, que é a mão de obra qualificada, a infraestrutura, a logística e o acesso aos grandes mercados consumidores e um bom diálogo com o setor privado para atrair esse tipo de investimento”, diz.

PARANÁ COMPETITIVO – O Paraná é um dos Estados que mais atraem investimentos produtivos no País. Desde 2011, já recebeu R$ 40 bilhões em investimentos de empresas privadas e estatais, com a criação de 99 mil empregos, por meio do programa de incentivos Paraná Competitivo.

O Estado é considerado o terceiro mais competitivo do País – atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro -, de acordo com o ranking da consultoria britânica Economist Intelligence Unit. O levantamento leva em conta oito categorias decisivas para a realização de negócios como ambiente político, econômico, regime tributário e regulatório, política para investimentos estrangeiros, recursos humanos, infraestrutura, inovação e sustentabilidade.

AÇÕES -Além de fazer o diagnóstico da atual situação dessas cadeias produtivas, a APD prepara estudos para guiar ações para o desenvolvimento, que envolvem desde capacitação de mão de obra e criação de novos cursos universitários até rodadas de visitas a possíveis investidores. Além disso, negocia com instituições financeiras internacionais parcerias com a Fomento Paraná para apoio a investimentos.

O Paraná já tem uma base consolidada na maioria dos setores incluídos no plano estratégico, mas a ideia é adensar a produção.

AUTOMÓVEIS E TRANPORTE – No setor automotivo, o Estado já é o terceiro maior polo do País, atrás de São Paulo e Minas Gerais. Atualmente são cerca de mil indústrias ligadas à produção automotiva e de transporte no Estado, que responderam por 11% da produção nacional em 2014, de acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea)

“Nesse segmento, a mão de obra paranaense é três vezes mais competitiva do que a dos outros Estados. É um segmento estratégico”, diz Adalberto Netto.

SAÚDE E BELEZA – A intenção é atrair novas empresas e investidores também para o setor de saúde e beleza. O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos de beleza do mundo, atrás dos Estados Unidos e da China. O faturamento do setor foi de R$ 101 bilhões em 2014, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). O Paraná gera 6% da receita do setor no País.

Segundo Marina Sperafico, assessora técnica da APD, uma das vantagens da indústria da beleza é que ela é menos suscetível aos efeitos da crise econômica e vem apresentando taxas de crescimento elevadas nos últimos anos. Dados da Abihpec mostram que nos últimos 19 anos, o setor registrou crescimento real (já descontada a inflação) de 10%.

AEROESPACIAL E DEFESA – O Paraná assinou um acordo com a fabricante de aeronaves russa Irkut para implantar em Maringá unidades de fabricação de peças e partes de aeronaves e centros de operação para atender o Brasil e a América Latina. A Irkut vai funcionar como uma espécie de “âncora” para atrair novos investimentos no setor. Entre as propostas está a criação de um curso de engenharia aeronáutica e de mecatrônica aplicada na Universidade Estadual de Maringá (UEM) para formar mão de obra especializada para as indústrias do setor. Uma parte da rede de fornecedores do setor automotivo também pode vir a integrar essa cadeia de produção.

TECNOLOGIA DA AGROINDÚSTRIA – Considerado um dos setores mais competitivos do Paraná e com uma participação de 30% na economia paranaense, o agronegócio é considerado prioritário para investimentos, com enfoque principalmente em inovação. O objetivo é desenvolver a área de biotecnologia.

ENERGIA – Maior gerador de energia do País e dono do 43% do potencial energético do Sul do País, o Estado quer atrair novos projetos, principalmente na área de energia renovável e novas tecnologias. Entre os alvos estão biomassa e energia solar.

TI e ELETROELETRÔNICOS – Com mão de obra qualificada disponível, o setor de Tecnologia de Informação (TI) é outro estratégico para investimentos no Estado. As regiões de Curitiba, Londrina e Pato Branco, se consolidaram no desenvolvimento de empresas do setor. O Paraná responde por 10% do faturamento do setor de TI no Brasil e 7,4% do número de empregados. De acordo com Adalberto Netto, o Governo do Paraná prepara uma nova lei para conceder benefícios para desenvolvimento de TI na área de e-commerce. “Duas líderes mundiais do setor estão negociando sua instalação no Estado”, afirma.

Fonte: Governo do Paraná

Gostou? Quer compartilhar?

Governo do Paraná firma parcerias com entidades que fornecerão o software para a NFC-e

Foto: Orlando Kissner/AENPr

O governador Beto Richa assinou nesta terça-feira (23), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, termo de cooperação com a Associação Comercial do Paraná (ACP), com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) e com a Associação das Micro e Pequenas Empresas de Curitiba (Microtiba) para a disponibilização de software gratuito de emissão de Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e).

A intenção é reduzir custos dos empresários e facilitar o acesso ao novo modelo que está sendo implantado no Estado. Assinaram o termo o governador Beto Richa, o secretário estadual da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, e os presidentes da ACP, Antônio Miguel Espolador Neto; da Faciap, Guido Bresolin Junior, e da Microtiba, Armando Santos Lira.

Richa destacou que a parceria com as entidades para a emissão da NFC-e faz parte de uma série de ações do governo para desburocratizar os processos junto ao setor produtivo. “É um importante avanço na desburocratização, agilidade, transparência e eficiência do poder público. A Nota Fiscal Eletrônica vai ajudar a combater a sonegação, a inadimplência e a concorrência desleal. É um processo em que todos saem ganhando”, ressaltou.

O secretário Mauro Ricardo Costa explicou que a NFC-e facilita a vida tanto do consumidor como do empresário porque ambos receberão as notas pela internet, sem ter mais a necessidade de imprimir o documento. “Além dessa facilidade, a ferramenta permitirá um controle maior por parte do governo, evitando a sonegação fiscal e aumentando a arrecadação pública”, disse.

DEMANDA – O uso da NFC-e vai resultar em aumento na demanda dos contribuintes em adquirir software de emissão do documento eletrônico. Para facilitar a adesão das empresas, a Secretaria da Fazenda publicou, em seu portal, um comunicado convidando instituições interessadas no desenvolvimento de aplicativo gratuito de emissão do documento.

As entidades de representação de classe que se mostraram interessadas foram a ACP, em parceria com a empresa desenvolvedora Inventti; a Faciap, em parceria com a Koinonia Sofware, e a Microtiba, em parceria com a Safeweb. Os aplicativos serão disponibilizados para download no site da Fazenda aos contribuintes paranaenses interessados.

ASSOCIADOS – A Associação Comercial do Paraná já disponibiliza o programa para seus associados desde 2010 e a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica é emitida desde o ano passado. “Nosso software faz o gerenciamento não apenas da nota fiscal, mas também de estoques e da parte financeira das empresas”, explicou Antônio Miguel Espolador. “Isso facilita, principalmente, para as micro e pequenas empresas, que não têm estrutura e dinheiro para fazer este investimento”, disse ele. “O mais importante deste sistema é a legalidade situação. A tendência é que as empresas se legalizem e que diminua a informalidade, tornando a concorrência mais leal”, afirmou.

REGISTRAR – O presidente da Faciap, Guido Bresolin Junior, lembrou que o sistema já é utilizado por outros estados. “O empresário vai poder registrar toda a sua movimentação, o que facilita para controlar o que foi vendido e até no momento de pagar os impostos”, disse ele.

“Estamos bem confiantes com esta nova ferramenta, que pode ser utilizada tanto online como offline. Em casos de falta de energia ou de acesso a internet, por exemplo, o comerciante pode emitir a nota e transmitir no final do dia”, explicou o presidente da Microtiba, Armando Lira.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o diretor-geral da Secretaria da Fazenda George Hermann Rodolfo Tormin; o Diretor da Coordenação da Receita do Estado (CRE), Gilberto Calixto; a presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CCR-PR), Lucélia Lecheta; o deputado estadual Guto Silva, diretores e gerentes das ACP, Faciap e da Microtiba, além de dirigentes e diretores das empresas parceiras.

POSTOS DE COMBUSTÍVEL SERÃO OS PRIMEIROS A SUBSTITUIR

A obrigatoriedade do uso da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica seguirá um cronograma que terá início no dia 1º de julho próximo. Os postos de combustíveis são os primeiros que terão de substituir o cupom fiscal e a nota fiscal de venda ao consumidor pelo novo documento, que tem existência apenas digital e é emitido e armazenado eletronicamente.

De acordo com o cronograma da Receita Estadual, a adesão de todas as empresas do Estado deve acontecer até janeiro de 2016.

A partir de agosto, restaurantes, comércios varejistas de livros, jornais, óticas e lojas de armas e munições passarão a emitir o documento. Comércios de calçados, tecidos, gás, artesanatos e similares aderem ao sistema em setembro. Já em outubro, será a vez das padarias, joalherias, lojas de informática, eletrodomésticos e telefonia.

A partir de novembro, passarão a emitir a NFC-e os comércios varejistas de vestuário, materiais de construção e similares. As lojas de departamentos, comércios de bebidas e padarias utilizarão o sistema a partir de dezembro. E, em janeiro, aderem à NFC-e os supermercados, farmácias, açougues, peixarias e mercearias.

Independentemente do cronograma de obrigatoriedade, as empresas podem antecipar sua adesão à NFC-e. Para adotar o novo modelo o contribuinte precisa ter um certificado digital, padrão ICP-Brasil, possuir um sistema emissor de NFC-e (que poderá ser gratuito) e formalizar o respectivo pedido de uso do sistema na área restrita do Portal da SEFA (www.fazenda.pr.gov.br).

Fonte: Governo do Paraná

Gostou? Quer compartilhar?

Fundação Araucária investe mais de R$ 55 milhões em bolsas, projetos de pesquisa e de divulgação científica

Buscando fomentar ainda mais o desenvolvimento da ciência e tecnologia no estado, o Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária (FA), anunciou o lançamento de 20 chamadas públicas para os próximos dias, totalizando o valor de R$ 55.466.800,00.

A estimativa é de que 3700 bolsas sejam lançadas, em diferentes modalidades, além da previsão do financiamento de projetos que visam aprimorar a qualificação de recursos humanos para atuação em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Paraná.

O Governador Beto Richa ressaltou a importância da aplicação de recursos direcionados aos pesquisadores e à produção científica e tecnológica do Paraná. “O avanço tecnológico é um compromisso prioritário e estamos investindo fortemente nele, assim como temos investimentos permanentes em todos os setores, especialmente educação, saúde, segurança, infraestrutura, agricultura e habitação, entre outros. O Paraná é feito agora para o presente e para o futuro”, afirmou.

Alinhada à política estadual e por acreditar no potencial do pesquisador paranaense, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Fundação Araucária trabalham para ampliar os investimentos em bolsas e projetos de pesquisa. Resultado que vem sendo alcançado junto com o apoio de entidades regionais e de fomento.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, destaca que mais da metade do orçamento da FA é destinada à verticalização do ensino superior e à formação de pesquisadores. “O desenvolvimento do estado está diretamente ligado ao incentivo à ciência e tecnologia. E investindo nos nossos professores, pesquisadores e alunos toda a sociedade paranaense é beneficiada já que estamos aumentando o número de profissionais capacitados para atuar em áreas fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico do estado”.

Sempre preocupada com os problemas socioeconômicos, a Fundação busca incentivar ações de mobilização e sensibilização de Instituições de Ensino Superior em políticas de inclusão social. Destacam-se, neste aspecto o Programa de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e de Iniciação Tecnológica (PIBIT), somente nesta chamada estão sendo disponibilizadas 1700 bolsas. Além do edital de Ações Afirmativas de Inclusão Social, com a oferta de mil bolsas. Portanto, só nestas duas chamadas públicas, 2700 bolsas serão financiadas com recursos totais do Governo do Estado.

“Ficamos orgulhosos em oferecer recursos para quem mais precisa, e ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento da pesquisa, da ciência, da tecnologia e da inovação, tendo como foco a meritocracia. Estamos buscando também angariar mais parcerias para que o montante do valor obtido para o investimento em projetos e bolsas aumente cada vez mais”, afirmou o presidente da Fundação Araucária Paulo Brofman.

O apoio do Governo do Estado, aliado às parcerias, vem contribuindo para que a entidade tenha alcançado nos últimos anos o maior número de bolsas de estudos da história da Fundação Araucária. Entre os anos de 2012 e 2013, por exemplo, mais de 7 mil bolsas e aproximadamente 2 mil projetos de pesquisa foram financiados. “Somados ao aumento no número de bolsas e projetos financiados, temos garantido o repasse dos valores rigorosamente em dia às instituições conveniadas”, ressaltou Paulo Brofman.

Além dos investimentos estaduais diretos, buscando ampliar o número de bolsas e projetos financiados, a Fundação Araucária conta com parcerias com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a Fundação Grupo Boticário, Parque Tecnológico Itaipu e Sanepar.

Gostou? Quer compartilhar?

Desenvolvedora de software do Paraná assina primeiro contrato do programa Inovacred

Foto: Jonas Oliveira - AENPR

A empresa Ciss Software e Serviços, da cidade de Dois Vizinhos, no sudoeste do Paraná, é a primeira a se beneficiar com a linha de crédito Inovacred, operacionalizada pela Fomento Paraná com recursos da Finep (Inovação e Pesquisa), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O contrato de financiamento foi assinado no Palácio Iguaçu, em Curitiba, e vai permitir aos clientes da Ciss a sistematização da legislação tributária, com controle gerencial, de estoque, financeiro e contábil das empresas.

Com o crédito (R$ 4,5 milhões de um projeto total de R$ 5,6 milhões), a empresa vai implantar um sistema de gestão tributária, que possibilitará armazenar informações tributárias para operações de compra, venda, transferência e devoluções, realizadas em todo o território nacional. A proposta do sistema é manter atualizados os cenários fiscais dos produtos de acordo com a legislação vigente em cada estado, de forma automática on line.

O público alvo deste serviço são os estabelecimentos varejistas no ramo de supermercados e de lojas de materiais de construção. “Utilizaremos o valor para automatizar nossos processos e criar o CISSMart, que englobará todos os sistemas tributários do Brasil e terá 100% de eficácia no pagamento de tributos por parte das empresas”, afirma Gilson Tedesco, fundador e administrador da empresa. “Se não fosse a atuação da Fomento, sem esse apoio, não seria viável desenvolver esse sistema”, completa ele.

“Isso mostra um novo olhar do Governo do Estado para os empreendedores. E também um novo olhar da Finep, descentralizando a análise do crédito. Com isso, podemos incentivar de perto a inovação no estado”, comenta Juraci Barbosa, presidente da Fomento Paraná. “A Ciss demonstra a força do interior e mostra que o Paraná é um celeiro de inovadores”, completa ele. De acordo com o superintendente de fomento e novos negócios da Finep, Paulo Resende, pensar a inovação como valor garante a sustentabilidade do empreendimento.

CENÁRIO DE TRIBUTAÇÃO – Com mais de três mil clientes distribuídos por todos os estados do país, a Ciss atende supermercados e lojas de materiais de construção com um sistema de informação que realiza a gestão de produtos, de compra e venda dos estabelecimentos. Segundo Gilson, haverá uma grande melhora para os clientes. “Cada item de um mercado, por exemplo, tem uma tributação diferente, com alíquotas diferentes. Hoje, muitas vezes, o empresário paga imposto errado por desconhecimento. Com o nosso novo sistema, o CISSMart, a chance de erro será nula”, explica ele.

“O Brasil tem um dos cenários tributários mais complexos do mundo. Só com nossos clientes, são mais de 15 milhões de combinações possíveis em pagamentos de impostos”, enfatiza Adriano Onofre Cagnini, diretor de operações da Ciss. “Nosso objetivo com o novo sistema, é englobar todos os cenários possíveis, diminuindo a chance de pagamento errado de tributos, o que é bom para a empresa, para o governo e para a sociedade como um todo”, complementa Gilson.

A empresa acaba de mudar para uma nova sede, maior e mais moderna, que comporta até 1.300 funcionários (hoje a Ciss emprega 370 pessoas da cidade). Além da expansão do quadro funcional e do faturamento, a empresa pretende aumentar a base de clientes. “Com esse novo sistema, mais ágil e completo, teremos pelo menos mais dois mil novos clientes. E para isso, precisaremos contratar mais gente. É o crédito em benefício da sociedade”, afirma Robson Tedesco, diretor administrativo da unidade.

Para o prefeito de Dois Vizinhos, Raul Camilo Isoton, a empresa é um exemplo a ser seguido. “É um orgulho ter a Ciss aqui, uma das maiores do país no ramo. Desenvolve tecnologia e exporta”, comenta. Segundo Isoton, o crédito que Fomento Paraná está intermediando vai ajudar muito a cidade. “A empresa já é de extrema importância para a região pelo que contribui. Esse crédito vai fomentar a economia do município, vai girar dentro do comércio de Dois Vizinhos e isso é excelente para a economia”, completa o prefeito.

TECNOLOGIA DE PONTA – A Ciss completa 25 anos em junho de 2014. Esteve nos últimos três anos entre as 100 melhores empresas do país para trabalhar em Tecnologia da Informação. Atualmente, conta com 370 funcionários (50 novos contratados para desenvolver o CISSMart). Possui uma universidade interna, em que capacita funcionários e também a desenvolve a população local, por meio do Sudotec (Associação para o Desenvolvimento Tecnológico e Industrial do Sudoeste do Paraná), com cursos voltados à área de tecnologia. Gilson também viabilizou, junto à unidade de Dois Vizinhos, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a criação de um curso de Engenharia de Software, que começa a ser ofertado na cidade a partir de agosto deste ano.

EVENTO TÉCNICO – Ao longo do dia, a Fomento Paraná e a Finep promovem um evento técnico para discutir o processo de difusão a linha de crédito Inovacred no Paraná.

O encontro, que será realizado no Gabinete de Gestão integrado (GGI), no Palácio Iguaçu, deve reunir representantes de universidades, centros de pesquisa, federações e secretarias de estado, entre outros organismos ligados à promoção da inovação e do desenvolvimento tecnológico.

INOVACRED – O objetivo do Programa Inovacred é oferecer financiamento a empresas que tenham receita operacional bruta anual ou anualizada de até R$ 90 milhões. Os recursos devem ser aplicados no desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, ou no aprimoramento dos já existentes, ou ainda em inovação em marketing ou inovação organizacional visando a ampliar a competitividade das empresas no âmbito regional ou nacional.

Esse apoio financeiro é concedido de forma descentralizada, por meio de agentes financeiros, que atuarão em seus respectivos estados ou regiões, assumindo o risco das operações.

A Fomento Paraná é agente financeira da Finep para a linha Inovacred desde o início de 2014 e para estas operações conta com um limite de R$ 80 milhões. A instituição recebeu e está analisando um conjunto de propostas que podem ser enquadradas nessa linha de crédito e que somam aproximadamente R$ 50 milhões.

Fonte: Fomento Paraná com AENPR

Gostou? Quer compartilhar?

Paraná negocia instalação de indústria de tecnologia no Estado

O Governo do Paraná negocia a instalação de uma indústria de painéis fotovoltaicos (solares), lâmpadas de led e medidores digitais inteligentes (smart grids). O projeto foi apresentado nesta terça-feira (15), em Curitiba, ao secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Monteschio, pelos executivos da Aider Telecom, Anderson de Santana e Adriana Brandão. A empresa planeja investir R$ 26,4 milhões (US$ 12 milhões) na construção da unidade que deve gerar 1 mil empregos diretos e indiretos em cinco anos. O foco é atender o mercado nacional e exportar para a América do Sul. “Há um grande potencial para crescimento e temos o total interesse de instalar a indústria no Paraná”, adiantou Anderson de Santana.

Monteschio detalhou aos executivos a política de industrialização do Estado e os benefícios do programa Paraná Competitivo, que deve confirmar até o fim do ano mais de R$ 30 bilhões em novos investimentos no Estado. “A área de tecnologia e inovação está entre as nossas prioridades. O Paraná dará todo o suporte para consolidarmos o empreendimento”, disse.

Santana explicou ainda que a Aider possui acordos com parceiros na China e em Taiwan para trazer a tecnologia asiática à unidade brasileira. “Vamos oferecer produtos inovadores que visam mais eficiência e racionalização do consumo energético”, disse o executivo.

Os custos logísticos e a necessidade de mão de obra qualificada devem ser os principais fatores da escolha da localização da unidade. Municípios da Região Metropolitana de Curitiba, pela proximidade do Porto de Paranaguá, e do Sudoeste, devido aos centros de tecnologia, surgiram como possíveis locais da indústria.

“Apresentamos os benefícios para cada uma das regiões e recebemos as reivindicações da empresa. Vamos analisá-los tecnicamente e agendar para breve mais uma rodada de negociação”, afirmou o secretário Monteschio.

Gostou? Quer compartilhar?

Novo Data Center: serviços do Governo do Estado na internet já estão disponíveis

Os sites e serviços do Governo do Estado estão disponíveis desde as duas horas da manhã desta segunda-feira (23). A complexa operação de migração de equipamentos para o novo Data Center da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), iniciada às 18h de sexta-feira (20), foi concluída com dez horas de antecedência. A previsão era que os sites estariam fora do ar até o meio-dia de hoje (23).

A operação incluiu a transferência de 750 equipamentos para uma nova sala cofre. Com o novo espaço, o Paraná passa a ter estrutura compatível com padrões internacionais de segurança e disponibilidade, garantindo a integridade do conjunto de sistemas informatizados que atendem a toda a administração.

Para a população, isso significa maior segurança e disponibilidade das informações do Governo do Estado.

Os serviços mais acessados pelos paranaenses estão nos portais do Detran e da Secretaria da Fazenda.

Fonte: Governo do Paraná

Gostou? Quer compartilhar?

Paraná vai usar gratuitamente soluções de TI da Microsoft

O governador Beto Richa assinou nesta terça-feira (09/04) um protocolo de intenções com a Microsoft Brasil para a utilização pelo Estado de soluções tecnológicas para capacitação de pessoas em tecnologia da informação (TI) e uso de plataformas de aprendizagem virtual. A cooperação não implica em qualquer custo para o Estado e terá vigência inicial de dois anos.

“O Paraná dá mais um passo na busca da modernidade e inovação. Este protocolo promoverá oportunidade de qualificação em tecnologia da informação aos paranaenses e melhor comunicação entre alunos e professores na rede estadual de ensino”, disse Beto Richa.

A assinatura do protocolo de intenções foi realizada durante o Fórum de Líderes de Governo na América Latina e Caribe, que acontece até esta quarta-feira (10), no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Richa ainda fará uma palestra no último dia do evento no painel temático Crescimento Econômico e Cidades, às 10h25.

Pelo protocolo firmado com a Microsoft ficam disponíveis opções de programas e softwares que poderão ser implantadas pelo governo nas áreas de educação, qualificação, inovação e empreendedorismo. Entre eles estão capacitação básica em tecnologia da informação e design, comunicação instantânea entre alunos e professores, softwares para projetos de alfabetização em informática e desenvolvimento de empresas iniciantes.

No Brasil, além do Paraná o Estado de São Paulo também participa da iniciativa. “Fomos contemplados com o projeto por que resgatamos a confiança de investidores nacionais e internacionais e por apresentar novas diretrizes de governo”, disse Richa, destacando que o Estado tem 100% de cobertura digital.

O acordo firmado faz parte da política de apoio aos governos nas áreas de educação, inovação e empreendedorismo, desenvolvido pela Microsoft em âmbito mundial. “O objetivo do protocolo é buscar a qualificação, promover a inovação e focar principalmente no público jovem. O mercado requer um profissional qualificado e a parceria tem esse objetivo de prepará-lo para a inserção profissional e para o empreendedorismo”, afirmou o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, para quem o Paraná está puxando o trem da inovação e da competitividade no país.

INTERFACE – A Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior farão a interface com a Microsoft na execução dos projetos. “Num processo de contínuo desenvolvimento a Secretaria investe no aprimoramento das universidades estaduais públicas, em programas e projetos estratégicos de governo e de interesse da sociedade, bem como no fomento das atividades da área de ciência, tecnologia e inovação”, disse o secretário estadual de Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal.

Para o presidente da Celepar, Jackson Carvalho Leite, o acordo é vital para o desenvolvimento de projetos na área de informática e que cheguem até a população.

Gostou? Quer compartilhar?