Big Data: três pequenas formas de utilizar em seu negócio – Por Siro Canabarro

O Big Mac é um hambúrguer. Quando você vai até o McDonald’s e pede por um Big Mac, você sabe exatamente o que é e o que quer fazer com ele: comê-lo.

Big Data não é tão simples assim. Você pode inclusive não estar tão seguro de que sabe o que Big Data realmente é. Você muito provavelmente não tem ideia do que fazer com isso.

Não se sinta mal. Se existe um consenso sobre big data é que realmente não há uma definição específica. Uma das melhores definições que eu pude ver é de Josh Dreller, Diretor de Pesquisa de Marketing da Kenshoo. Ele descreve big data simplesmente como: qualquer coisa grande o suficiente para não ser possível de lidar com uma planilha de Excel.

O escopo de dados sendo coletados pelas empresas hoje é de explodir qualquer mente. De acordo com a IBM, nós atualmente criamos 2.5 quintilhões de bytes em dados por ano. Não sabe o que é quintilhões? É isso: 2.500.000.000.000.000.000. A quantidade de dados que estamos gerando hoje é tão absurdamente grande que podemos dizer que 90% dos dados do mundo foram criados nos dois últimos anos.

Agora, o que raios vamos fazer com tudo isso de dados? Dados são ótimos, mas a maioria de nós não temos tempo de analisar um grande volume deles e ainda por cima realizarmos nossas tarefas diárias, temos negócios para gerenciar! Então o que nós realmente precisamos são de insights.

Por sorte, há ferramentas por aí que nos ajudam a tirar algum sentido desse monte de dados. Aqui estão três pequenas coisas que você pode fazer com big data.

Explorar tendências no Google

O Google é um dos gigantes nessa montanha de dados que criamos. A missão deles é organizar a informação do mundo e tornar ela universalmente acessível e utilizável. Todos nós podemos usar o Google para realizar buscas, mas o Google oferece outras ferramentas gratuitas que podem transformar dados em insights.

Digamos que eu esteja vendendo bananas. Eu posso acessar o Google Trends e explorar termos relacionados com uma palavra chave (nesse caso, “bananas”). O Google vai mergulhar em seu algoritmo de busca e me servir com os termos mais buscados que tenham a ver com bananas. Eu então descubro que no Leste Europeu e na Ásia quase não se busca por bananas. E que na Austrália se busca bastante por esse termo.

Então se eu for montar uma vendinha de bananas, eu iria para a Austrália, e não para a República Tcheca. Isso é um insight, por mais esdrúxulo que seja meu exemplo.

Monitorar mídias sociais

É muito útil saber o que as pessoas falam sobre sua marca, sobre seus concorrentes ou sobre outros termos relevantes para seu negócio. Cada um desses termos pode ser uma oportunidade para engajar, responder, resolver um problema, mostrar que sua marca se importa.

Vamos supor que você veja um tweet negativo sobre um produto seu. Se você perceber isso rapidamente, entrar em contato com a pessoa que está tendo problemas, e oferecer uma forma satisfatória de resolver esse problema, você com certeza irá transformar alguém que estava falando mal de sua marca em um ferrenho defensor, e irá ganhar muitos admiradores no processo.

Existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para esse fim. Se você trabalha em uma empresa que tem recursos para esse tipo de ação, existe o Radian6, ou o Adobe Marketing Cloud. Se não, dá pra se virar bem com algumas ferramentas grátis, como a www.socialmention.com.

Faça retargeting

Cookies estão em todo lugar. Sua “onipresença” mudou completamente como a grande maioria das publicidades online são feitas. Você pode oferecer um produto específico para uma pessoa que pesquisou anteriormente por um termo relacionado a esse produto. Se há maior sinal de interesse de compra do que esse, eu não conheço!

Pense no valor que isso tem para uma empresa de segmento específico, como a Netshoes, por exemplo. Mostrar o anúncio de um tênis de corrida para um usuário que estava anteriormente pesquisando por… tênis de corrida. Isso se chama retargeting ou remarketing. Faça ele!

Pronto, você já pode dizer que usa de big data para diferenciar-se no mercado. Claro que existem várias e várias outras formas de fazer big data, mas toda jornada começa com o primeiro passo. Dê o seu!

*Siro Canabarro, CMO da Gumga

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