Indústria 4.0 é tema de simpósio SAE BRASIL em Curitiba

Discutir possíveis formas de interagir com as ferramentas da Indústria 4.0 e encontrar soluções eficazes para o aumento da produtividade nas empresas é a proposta do 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura. Sob a direção de Carlos Gallani, gerente técnico de Planta da Bosch, o encontro será realizado dia 30 de novembro, na FAE Business School, em Curitiba.

Sob o tema “Produtividade, Conhecimento e Tecnologia: Fábrica 4.0 como Alavanca para a Mudança Competitiva”, o simpósio anual reunirá representantes de montadoras, empresas fornecedoras e universidades, que irão difundir novas tecnologias e melhores práticas de manufatura em apresentações e sessões de debates, organizadas em dois painéis temáticos. (Ver abaixo a programação do encontro)

Para Gallani, é preciso aliar produtividade, conhecimento e tecnologia para alcançar as mudanças que irão alavancar o crescimento no contexto da Indústria 4.0. “Se por um lado nós temos desafios no preparo de nossas competências profissionais e no desenvolvimento de uma infraestrutura de dados robusta, há também oportunidades para criar essa nova realidade industrial e ser protagonista do futuro”, aponta.

O simpósio é destinado a engenheiros e profissionais das áreas de manufatura, processos e produtos, assim como estudantes de engenharia. “Os simpósios da SAE BRASIL abordam temas importantes para a comunidade da engenharia da mobilidade e trazem visão das tendências globais em tecnologias de ponta”, diz o engenheiro Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL.

Organizado pela Seção Paraná e Santa Catarina da SAE BRASIL, sob a direção do engenheiro Massami Murakami, o 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura conta com os seguintes apoiadores e patrocinadores: Bosch, CNH Industrial, FAE Business School, FIEP/ SESI/ SENAI/ IEL, Siemens e Stäubli.

PROGRAMAÇÃO DO 8º SIMPÓSIO SAE BRASIL DE SISTEMAS DE MANUFATURA

30 DE NOVEMBRO

8h15 – Boas-vindas com Jorge Apóstolos Siarcos, reitor da FAE.

8h40 – Solenidade de Abertura com Carlos Gallani, chairperson do 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura e gerente técnico de Planta da Bosch.

PAINEL TECNOLOGIA

9h – Palestra “Rota 2030, a Nova Política Industrial do Setor Automotivo”, com Antonio Megale, presidente da ANFAVEA.

9h30 – Palestra “As Mudanças da Automação Industrial com a Nova Revolução”, com Ronaldo Diotto, gerente de Manufatura da AGCO Group.

10h – Palestra “Desafios e Experiências da Indústria 4.0 na Fábrica”, com Bruno Ayusso, gerente de Engenharia de Processos da Empresa Brasileira de Compressores (Embraco).

11h – Palestra “A Manufatura na Fábrica do Futuro”, com Celso Placeres, diretor de Manufatura da Volkswagen.

11h30 – Palestra “As Fábricas Inteligentes da Nova Revolução Industrial”, com Antonio Mandalozzo, gerente industrial de Operações Inteligentes da Electrolux para América Latina.

12h – Palestra “Jornada para a Indústria 4.0”, com Mozarte Reck, gerente da Bosch.

12h30 – Debate moderado por José Vicente Cordeiro, diretor de Pós-graduação da FAE.

PAINEL CAPITAL HUMANO

14h – Palestra “Gestão do Conhecimento na Fábrica Digital”, com Jorge Muniz Junior, coordenador do Curso de Mestrado em Engenharia de Produção da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

14h30 – Palestra “Equipes de Alto Desempenho para a Nova Revolução Industrial”, com Luiz Quinalha, diretor de Fabricação da Renault.

15h – Palestra “Os Desafios da Qualidade na Nova Revolução Industrial”, com Richard Scwarzwald, diretor de Qualidade da FCA para América Latina.

16h – Palestra “Como Promover a Inovação Industrial”, com Alain Tissier, vice-presidente da Renault do Brasil.

16h30 – Debate moderado por Marcio Migues, acadêmico da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

17h10 – Cerimônia de Encerramento com Alexandre Maneira, gerente do 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura e professor da FAE.

8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura
Data: 30 de novembro de 2017, das 8h30 às 17h30.
Local: FAE Business School (auditório) – avenida Visconde de Guarapuava, 3.263, Centro, Curitiba, PR

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Confeitaria de Curitiba garante segurança alimentar e aumenta produtividade com etiquetas eletrônicas

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Está tramitando na Câmara Municipal de Curitiba um projeto de lei que visa promover políticas públicas para “respeitar e proteger o direto à alimentação adequada”. O Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional foi enviado pelo Executivo e, de acordo com a matéria, o município deverá garantir a qualidade sanitária e nutricional dos alimentos consumidos pela população da cidade. O texto passará pelas comissões temáticas, plenário da Casa e se for aprovado, será enviado para sanção do prefeito. A iniciativa será útil para que o conceito de segurança alimentar seja empregado definitivamente na sociedade, no setor produtivo e, como consequência, no varejo.

Mas a Confeitaria Jauense saiu na frente e encontrou na tecnologia uma alternativa para se adequar às exigências do projeto. Para otimizar o processo de precificação e o cadastro diário das informações nutricionais dos produtos, a confeitaria adotou as etiquetas eletrônicas da Seal Sistemas, principal integradora de tecnologia do país, em substituição às etiquetas de papel. Até a implementação, o trabalho era manual e o controle das informações era o grande desafio. Com a instalação dos dispositivos, que são capazes de descrever o valor calórico, quantidade de açúcar, se contem glúten, carboidratos e gordura, as informações nutricionais dos alimentos estão à vista do cliente, proporcionando uma experiência satisfatória para os consumidores.

De acordo com Eduardo Hermes, Diretor Executivo da Confeitaria Jauense, o consumidor é o principal beneficiado com essa mudança. “Agora, o cliente não tem mais dúvida sobre a veracidade das informações descritas sobre determinado produto”, afirma o executivo. Se a sensação de não cair mais na armadilha dos rótulos é uma vantagem para o cliente, outro ganho é o fim das longas filas. “A facilidade de encontrar as informações nutricionais, elimina a necessidade de realizar a consulta com funcionários, seja no balcão ou no próprio caixa”, disse Hermes.

A tecnologia da Seal trouxe uma melhor gestão operacional para a confeitaria e o diretor destaca o crescimento no número de clientes. “Em pouco menos de um mês de funcionamento do projeto, percebemos um aumento no fluxo de pessoas na loja, além de uma performance melhor nas vendas”.

Melhor nas vendas e na produtividade. O processo de precificação e cadastro das informações nas etiquetas de papel envolvia três profissionais, que eram responsáveis pela atualização dos preços, data de fabricação, prazo de validade, origem e composição dos alimentos. Hoje, é feito por apenas uma pessoa. Hermes ressalta que essa excelência operacional só foi possível atingir porque a tecnologia da Seal “é acessível e ajuda as pequenas e médias empresas a solucionar seus problemas do dia a dia”.

Inovação tecnológica mais acessível

Antes restrito às empresas de grande porte, por exigir grandes investimentos, o avanço tecnológico está passando por um processo de democratização e a demanda de pequenos e médios empresários por soluções inovadoras é crescente e tende a aumentar nos próximos anos.

Os pequenos varejistas sabem que a relação com o novo consumidor mudou bastante, e, por esse motivo, Wagner Bernardes, CEO da Seal Sistemas, destaca que esses empresários precisam de soluções pensadas dentro do mundo digital. “Quem não olhar para a inovação como uma aliada, enfrentará dificuldades de sobreviver no mercado”, disse.

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Shopping Curitiba aposta em Natal high-tech

Foto: Priscilla Fiedler

Foto: Priscilla Fiedler

O Shopping Curitiba preparou um Natal com muita tecnologia e interatividade. Além da tradicional decoração e da iluminação da fachada histórica, crianças e adultos vão se emocionar com o espetáculo musical “O Guardião dos Sonhos” e se divertir com o conteúdo da Realidade Aumentada.

Em um show que mistura o real e o digital, cantores e bailarinos vão interagir com um painel de Led de 50 m², instalado entre os pisos L2 ao L4. A coreografia vai se misturar com as imagens do telão, contando a história do Guardião dos Sonhos, personagem criado exclusivamente para esta edição e que tem a missão de fazer as pessoas voltarem a sonhar. As apresentações são gratuitas e abertas ao público, e acontecem todos os sábados, às 19h e às 21h, e domingos às 17h e 19h, no período de o2 a 23 de dezembro.

Quem passar pelo piso L2 do Shopping Curitiba vai entrar em uma nova dimensão. Com o efeito de Realidade Aumentada, os clientes terão a sensação de visualizar um portal mágico, em que a decoração do shopping muda de hora em hora. Além disso, poderão interagir com objetos virtuais e fazer fotos das imagens que aparecerão no gigantesco painel de Led, gratuitamente.

O Papai Noel chega no dia 12 de novembro e fica até o dia 24 dezembro, das 13h às 21h, no Largo Curitiba (piso L2), atendendo crianças e, como já é tradição, os pets também.

Os pequenos terão três novidades: o bom velhinho estará à disposição para receber cartas; uma árvore de chupetas vai ajudar a largar esse hábito de forma divertida; e durante todos os finais de semana de dezembro serão promovidas oficinas infantis, com atividades criativas monitoradas por equipe de especialistas.

“Preparamos uma experiência emocionante e surpreendente para os curitibanos e turistas que vem à capital paranaense nessa época do ano. Com certeza a história do Guardião dos Sonhos vai encantar e passar a nossa mensagem de final de ano de forma especial. Vamos nos transformar em um grande teatro aberto ao público”, conta Ronaldo Padilha, superintendente do Shopping Curitiba.

O Guardião dos Sonhos – o musical

Atores e cantores vão interpretar uma história de Natal, com total interação com o painel de Led, posicionado no piso L2 ao L4, no vão central do shopping.

O espetáculo conta com a participação de cantores e artistas com reconhecimento nacional e internacional. Como por exemplo, a cantora Michele Mara, ganhadora do concurso “Os imitadores”, do Domingão do Faustão, com cover de Aretha Franklin. Ela é uma das artistas que integrará este elenco.

O enredo conta a trajetória do Guardião dos Sonhos, que é responsável por transformar os sonhos das pessoas em estrelas. Ao anoitecer, ele e seus ajudantes Lira, Estela e Halley colocam cuidadosamente todas as estrelas no céu para brilhar e lembrar a todo mundo dos seus sonhos; ao amanhecer elas são guardadas à sete chaves para que nenhuma se perca pelo caminho. Nos últimos tempos, algo tem intrigando o Guardião e seus três auxiliares: justamente na época de Natal, quando as estrelas brilham mais forte, algumas delas estão se apagando. A missão: se até o dia de Natal, eles não encontrarem uma solução, não sobrarão nem mesmo as estrelas das árvores de Natal, acabando com a magia e os sonhos de toda a galáxia.

Após as apresentações, o personagem Guardião dos Sonhos e um dos seus ajudantes, vão receber o público em sessão de fotos. Serão distribuídas 50 senhas, que podem ser retiradas uma hora antes do espetáculo, no mesmo local, piso L2.

Os shows tem duração de 30 minutos, e estão marcados para os dias 02,03, 09,10,16,17 e 23 de dezembro; sábados, às 19h e 21h e domingos, às 17h e 19h. A entrada é gratuita e aberta ao público.
Serviço

Natal – “O Guardião dos Sonhos”

Papai Noel e decoração tradicional – a partir de 12 de novembro até o dia 24 dezembro, das 13h às 21h, no Largo Curitiba (piso L2).

Espetáculo musical – dias 02,03, 09,10,16,17 e 23 de dezembro; sábados, às 19h e 21h e domingos, às 17h e 19h.

Oficinas infantis: gratuitas, previstas para os dias 25,26 de novembro, 02, 03, 09,10, 16, 17 e 23 de dezembro.

Quanto: toda a programação é gratuita e aberta ao público.

Público: crianças e adultos

Shopping Curitiba

Rua Brigadeiro Franco, 2.300.

Curitiba (PR)

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Great Place to Work: conheça o time de empresas de TI do Paraná entre as melhores para trabalhar no Brasil

O Instituto Great Place to Work divulgou, durante o IT EXPO FORUM 2017, a lista com as melhores empresas de TI para trabalhar no Brasil. O Paraná alcança posição de destaque ao figurar com cerca de 10% das empresas premiadas. A 12ª edição do ranking de TI conta com 15 grandes, 75 médias e 20 pequenas empresas do setor. Dell EMC liderou entre as grandes, SAP Labas América Latina, entre as médias e Sydle entre as pequenas.

Os destaques são as maringaenses Tecnospeed, segunda colocada entre as pequenas empresas, e DB1, melhor paranaense entre as médias com a 11ªa colocação. Também de Maringá, aparecem SG Sistemas em 34º e Elotech em 51º lugar entre as médias. Ainda nessa categoria, aparecem GolSat, de Londrina, em 14º, Viasoft, de Pato Branco, em 47º, a curitibana Cinq Technologies, em 53º, Datacoper, de Cascavel, em 55º e a londrinense Advise em 75º lugar. Entre as pequenas, a SetaDigital, de Cascavel ocupa a 13ª colocação.

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Startup curitibana é pioneira em Cloud Corporativa

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Com o objetivo de impactar positivamente a vida de empresas, a Winov, startup de Curitiba, oferece soluções inovadoras de Cloud Corporativo que unem alta performance, personalização e segurança. Compreendendo que o setor de serviços em nuvem é disputado por gigantes da tecnologia – como Google, Microsoft e Amazon –, a jovem empresa, fundada em 2015, estabeleceu um patamar inovador de desempenho na área. É a primeira a investir mais de 20 milhões de reais em equipamentos hiperconvergentes da Nutanix, tecnologia que dispensa o NAS (sistema de armazenamento distribuído) e reúne storage, rede e servidores em uma única plataforma.

“O ganho de performance é absurdo em comparação com os servidores tradicionais. A plataforma é baseada em virtualização de servidores, o que simplifica o gerenciamento sem perder eficiência e performance. O investimento é muito maior, quando comparado a uma infraestrutura tradicional como o NAS, mas o ganho de performance pode chegar a oito vezes o gerenciamento da estrutura, sendo mais simples e seguro”, explica Richardt Steil, chefe de tecnologia da Winov. A infraestrutura hiperconvergente da Winov foi desenvolvida com o objetivo de expandir o processo e gerenciamento interno de forma linear. “Como o sistema é integrado na plataforma, abandonando a ideia do NAS, os custos operacionais são reduzidos e o processo se torna mais simples de ser gerenciado. Sendo assim, conseguimos entregar ao cliente um serviço único e performático por custos competitivos”, completa Steil.

Para Diego Coimbra, chefe de marca e marketing da Winov, o propósito da startup é entregar a melhor tecnologia em infraestrutura e softwares aos clientes, viabilizando custos competitivos e mensais, conforme o uso do cliente. “É pelo modelo de Cloud que fazemos com que nossos clientes foquem apenas no seu core business, sem se preocuparem com performance ou questões relacionadas à demanda de altos processamentos. Nossa tecnologia permite uma alta performance sob demanda de forma escalável”, comenta Coimbra.

Com mais de 300 lojas espalhadas pelo Brasil, a grande varejista Mercado Móveis (conhecida como Lojas MM) utiliza a solução de Cloud Corporativo da Winov. Segundo Fernando Silveiro, gerente de controladoria da Mercado Móveis, a experiência que a hiperconvergência proporciona é fascinante. “Há alguns meses, quando passamos a nossa primeira grande experiência dentro da Winov e em equipamentos hiperconvergentes, nossa performance melhorou cinco vezes. Além disso, pudemos experienciar toda a agilidade e praticidade do modelo em nuvem”, completa o gerente.

Atualmente, a Winov está localizada em um amplo Data Center desde 2012. Seguindo as melhores práticas e métricas de TIER 3 em todo seu ecossistema, a estrutura é dinâmica, altamente segura, constantemente monitorada e autossuficiente em energia elétrica. Além disso, o Data Center possui uma excelente conectividade que previne acidentes envolvendo dados.

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Projeto de chatbot vence o II Hackathon da OAB Paraná

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Com a criação de um chatbot – programa que simula uma conversa humana – a equipe Tesla foi a vencedora do II Hackathon da OAB Paraná, cuja etapa final foi realizada neste fim de semana (28 e 29), na sede da seccional. Como em 2016, a maratona de programação teve como objetivo a produção de soluções tecnológicas para o exercício da advocacia. A Tesla é composta por Philip Gonçalves Pencal, André Luís da Silva Praxedes, Daniel Waldschmidt de Alencar, Daniel Ribeiro Skorski e pela advogada Bibiana Oliveira Espíndola. A advogada integrou também a equipe vencedora do I Hackathon da OAB Paraná, com um projeto de jurimetria digital.

A equipe vencedora ganhou R$ 15 mil em dinheiro, um ano de aulas de idiomas para todos os integrantes, 1 bolsa integral para um dos participantes da equipe estudarem pelo programa de aceleração do Founder Institute e crédito em serviços e suporte no Microsof BizSpark.

O segundo lugar da maratona de programação foi conquistado pela equipe Jobs, composta pela advogada Hanna Paterno Coutinho Ferreira, por Leonardo Garcia Custódio, João Pedro de Goes Novochadio, Meline Rodrigues Garcia e por Lohann Paterno Coutinho Ferreira. Seu prêmio foi de R$ 10 mil em dinheiro e mais 50% de bolsa para o programa do Founder Institute. Em terceiro ficou a equipe Shaw, formada pelo advogado Lucas Zapater Bertoni, por Valdir Fogassa Júnior, Laís Graf Ribas, Wanner Cavagnolle Mota e João Pedro Medeiros de Farias. Por seu desempenho, a equipe Shaw recebeu R$ 5 mil em dinheiro.

A premiação foi feita pelo presidente da OAB Paraná, José Augusto Araújo de Noronha. “Somos pioneiros nesse tipo de evento que une os universos jurídico e tecnológico. Isso é resultado de nossa busca permanente pela inovação e pelas respostas às necessidades e desafios da advocacia”, afirmou. A secretária-geral da seccional, Marilena Winter, também participou da cerimônia.

Além da ideia

A realização criativa – e não apenas a conceituação do produto – foi a grande marca da segunda edição do Hackathon. Por isso, a competição foi dividida em duas fases. A primeira etapa ocorreu no dia 30 de setembro, com a presença de 21 das 24 equipes inscritas. Desse total, 18 tiveram seus projetos selecionados. Metade dos grupos cumpriram as entregas exigidas pelo regulamento para a criação de um MVP (Minimum Viable Product ou, em português, Produto Mínimo Viável), contemplando o tripé codificação, design e viabilidade comercial.

Após um mês inteiro de trabalho, a maratona deste fim de semana reuniu 8 times – um dos que chegaram ao MVP se ausentou da disputa. Os projetos foram analisados por auditores especializados nas áreas de Direito, Design e Negócios. As equipes também receberam um desafio extra: implementar melhorias sugeridas pelas concorrentes em feedback cruzado.

Responsável pela organização do evento, o presidente da Comissão de Inovação e Gestão da OAB Paraná, Rhodrigo Deda, faz um balanço muito positivo do II Hackathon. “Foi um mês intenso que culminou com as 36 horas de trabalho deste fim de semana. Dividir a maratona em fases funcionou muito bem. Premiamos, de fato, os realizadores criativos. As competições desse tipo são marcadas, em geral, por um baixo nível de execução. Trabalhamos para mudar isso e conseguimos. O resultado efetivo é o caminho para elevarmos o nível de colaboração e favorecer o ambiente de conhecimento tecnológico que nós, advogados, precisamos cultivar”, declarou Deda.

Aprendizado

A advogada Bibiana comemora a participação — e a vitória — nas duas edições do Hackathon. “Trabalhar com uma equipe inteiramente nova, em um projeto completamente diferente foi engrandecedor. Perceber o quanto aprendi nesse ano entre os dois eventos e ter a possibilidade de colocar em prática o que vivenciei dentro de aceleradoras, eventos de tecnologia e mentorias foi uma oportunidade única. Quero muito participar do próximo, mas como mentora. Poder dividir minha singela experiência com outras equipes já será uma vitória. E é sempre um prazer voltar à casa da OAB e fazer parte dessa história de inovação e pioneirismo da advocacia”, diz.

Fonte: OAB Paraná

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Encontro de Iniciação Científica reunirá pesquisadores de todo o Brasil

Um momento para incentivar a formação de novos pesquisadores, expor ideias e aperfeiçoar os estudos. Com esse propósito, o Centro Universitário Internacional Uninter realiza o ENFOC – XIII Encontro de Iniciação Científica, que reunirá professores e alunos em apresentações, debates e mesas-redondas sobre a importância da pesquisa para a excelência acadêmica.

O evento está marcado para os dias 17 e 18 de novembro, no auditório do campus Garcez, em Curitiba. As inscrições são abertas ao público geral, tanto para professores quanto para estudantes de qualquer instituição de ensino, e vão até o dia 31 de outubro. Quem estiver fora da capital paranaense poderá participar e acompanhar as transmissões de abertura e encerramento, que serão feitas à distância, via Youtube. “Com essa opção EAD, interessados no tema, de todo o Brasil, também poderão compartilhar as suas experiências e apresentar trabalhos de qualquer lugar do país”, explica a coordenadora do evento e da área de Pesquisa e Publicações Acadêmicas da Uninter, Desiré Luciane Dominschek.

Durante a programação do ENFOC também acontece o XII Fórum Científico, onde os participantes farão a apresentação dos seus trabalhos, e o IV Seminário do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), oportunidade para os acadêmicos do curso de Pedagogia da Uninter mostrarem os resultados das pesquisas desenvolvidas pelo grupo.

Entre as principais palestras confirmadas para o ENFOC, estão “Os Desafios da Pesquisa no Brasil”, com a professora da UFPR, Ana Sofia Oliveira, no dia 17, às 19h; e “A Pesquisa como Espaço de Formação – O PIBID e Iniciação Científica”, ministrada pela docente da Unespar, Márcia Marlene Stentzler, no dia 18, às 16h.

Segundo Desiré, a pesquisa é importante para o desenvolvimento de qualquer curso de graduação e os universitários vêm mostrando, a cada ano, mais interesse no assunto. “Percebemos isso pelo aumento nas inscrições de projetos, evidenciando que eles estão notando a importância da ciência na vida acadêmica e como isso pode ser fundamental para o futuro, seja no mercado de trabalho, Mestrado ou Doutorado”, exemplifica.

Mais informações e inscrições disponíveis em https://www.uninter.com/extensao/eventos/enfoc-2017/ . O valor da inscrição é R$ 30, 00 o que dá direito para participação em todas as atividades do ENFOC.

ENFOC – XIII Encontro de Iniciação Científica, XII Fórum Científico e IV Seminário PIBID
Data: 17 e 18 de novembro.
Local: Auditório do Centro Universitário Internacional Uninter, Campus Garcez. Endereço: Rua Luiz Xavier, 103, Centro, Curitiba.
Transmissão: pelo canal do Grupo Uninter no Youtube
Inscrições e informações pelo site https://www.uninter.com/extensao/eventos/enfoc-2017/

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Estudantes criam aplicativo mobile que coíbe assédio

O número de violência e assédio contra mulheres no Brasil é alarmante. Segundo dados divulgados em março de 2017 pelo Datafolha, um terço das mulheres do País foram vítimas de algum tipo de violência no último ano. Além disso, 40% das mulheres acima de 16 anos já sofreram algum tipo de assédio e, dessas, 5,2 milhões já passaram por situação de assédio físico em transporte público. Com a proposta de fazer algo para diminuir esses números, duas alunas do 9º ano do Colégio Positivo Júnior, de Curitiba, elaboraram um aplicativo que tem como objetivo constranger assediadores e auxiliar vítimas.

O SOS People, como foi denominado, é acionado por um botão discreto, que se conecta ao celular por bluetooth e, ao ser apertado uma vez, faz com o que o telefone emita um alarme. “Como o sinal é bem alto, as pessoas em volta irão olhar e o assediador será obrigado a parar”, explica uma das idealizadoras do projeto, Eduarda Rossi. Além do alarme, o telefone também envia uma mensagem de texto aos familiares e amigos cadastrados na plataforma, avisando que a remetente corre algum risco. Lara Prado, outra autora do trabalho, conta que, em casos de situações mais graves, como um sequestro, a vítima pode enviar um sinal silencioso. “Ao apertar o botão duas vezes, o alarme não será ativado e apenas a notificação será enviada aos familiares, junto com um link com a localização do celular”, explica.

O aplicativo, que ainda é um protótipo, é um dos trabalhos de destaque da décima edição da Mostra de Soluções do Colégio Positivo, que propõe aos estudantes experimentos científicos e comportamentais, de diferentes áreas do conhecimento. A professora de Língua Portuguesa e orientadora do trabalho, Claudia Morgenstern, lembra que esse tipo de atividade na escola, além de gerar resultados reais na sociedade, também influencia no futuro acadêmico dos estudantes. “Elas tiveram que fazer pesquisas, fundamentar o trabalho, realizar testes, etc., tudo o que serão demandadas no futuro, quando forem para o Ensino Médio e para a universidade”, conta. Agora, o projeto de Eduarda e Lara está concorrendo a uma vaga na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), promovida pela Universidade de São Paulo (USP).

Na última Mostra de Soluções do Colégio Positivo, 962 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental à 3a série do Ensino Médio apresentaram projetos que representaram 12 instituições de ensino, públicas e particulares, de Curitiba, Região Metropolitana, São Paulo e Maranhão. Ao todo, foram 1.300 participantes, entre alunos, professores e avaliadores.

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O que empresas tradicionais podem aprender com as startups

Por Eduardo L’Hotellier, fundador e CEO do GetNinjas

Contar sobre os desafios que tive nesses seis anos à frente do GetNinjas tem sido uma tarefa cada vez mais frequente e estimulante. Ao compartilhar minha experiência, também aprendo muito. Venho colecionando as dúvidas e sugestões das centenas de pessoas, de empresas tradicionais ou iniciantes, que encontro em eventos, palestras e painéis. De forma geral, acabam sendo muito parecidas, o que me inspirou a compartilhá-las para que mais pessoas e negócios sejam impactados.

Sempre começo minhas palestras contando os motivos que me levaram a trocar um emprego formal, no mercado financeiro, pela aventura de empreender. Sim, falo que é uma aventura, porque os desafios são muitos, o que exige do empreendedor um perfil profissional mais disposto a assumir riscos para propor novas ideias ao mercado.

Cada vez mais empresas tradicionais nos sondam em busca de inspiração. Esse perfil mais ousado, que tenta algo diferente do que já é feito, que testa, é algo que elas ainda não sabem como adotar, mas precisam aprender para inovar em seus segmentos de atuação.

Seleção de talentos

Para manter um negócio inovador, é preciso antes de tudo contar com um time engajado e colaboradores com uma identificação forte com a cultura e clima da empresa. E, acima de tudo, ter pessoas apaixonadas por criar negócios inovadores e com potencial de escalar e dominar o mercado.

Remuneração

É muito importante que todos colaboradores tenham uma participação ativa na empresa, o que é possível oferecendo ao funcionário a possibilidade se tornar acionista da empresa, numa combinação de salário e equity. Isso ajuda a gerar o sentimento de dono e motivar as pessoas a darem o melhor para ver a empresa crescer e serem recompensadas pelos esforços no futuro.

Propósito de negócio

Não é só com equity que se motiva uma equipe. Mostrar para o time o impacto gerado pelo nosso negócio, é o melhor estímulo para que as pessoas se dediquem a dar o melhor de si. Isso pode ser incentivado por meio de projetos de comunicação, usando vídeos, texto ou quadros espalhados pelas paredes do escritório, por exemplo, para contar histórias de sucesso dos usuários do seu produto ou serviço.

Organização dos times

Para continuar crescendo rapidamente e ajudar muito mais profissionais a terem clientes fieis, startups do mundo inteiro, incluindo as que já cresceram muito – como Uber, Netflix e Airbnb, uma estrutura de organização de times chamada Squad. Criada pelo Spotify, esse método propõe a divisão dos times em pequenos grupos com missões bem definidas sobre o produto. No GetNinjas, por exemplo, temos squads de aquisição, experiência do usuário, receita e marketing. Em cada um desses times, há pessoas de tech, produto, design, BI e conteúdo, o que os torna bem completos e independentes.

Outra metodologia bastante adotada por startups, e que ajudou o Google a se estruturar e crescer, é o OKRs (Objectives and Key Results). Criada pelo ex-CEO da Intel, o OKR é uma forma de se definir, medir e reavaliar resultados num curto prazo, 3 meses. Isso garante aos times manter um direcionamento e independência maior na execução dos projetos já pré-definidos e estipulados, o que permite tomar decisões mais rápidas para um crescimento contínuo do negócio.

Clima Organizacional

Outro ponto importante sobre um negócio de sucesso é o bem-estar da equipe. Para isso, o time de Recursos Humanos precisa ser bastante ativo e criativo. Sempre cito nas minhas palestras, as iniciativas lideradas pelo nosso RH, que visam melhorar a comunicação entre os times. Como exemplo, temos o Papo Reto, um encontro mensal com uma conversa informal que ajuda no desenvolvimento e satisfação de toda a empresa.

Outras ações do RH, que também contam com participação e engajamento de todo time são os Embaixadores da Cultura e o Gente Ninja. Os embaixadores são formados por um grupo de cerca de 10 funcionários que se reúnem periodicamente para construir uma cultura empresarial viva e ativa, que ajude a disseminar os propósitos da empresa para todos funcionários. O Gente Ninja é outro grupo que discute sobre tudo que engloba diversidade dentro e fora da empresa.

Com essas ideias de ações, empreendedores novos e também os mais tradicionais podem pensar em como trazer ideias simples e ativas para dentro das organizações a fim de estimular o poder criativo dos times e motivar a produção.

Iniciativas como essa são importantes para levarmos para empresários de todo país propostas inovadoras e de alto impacto social e econômico. Assim, mostrando como startups lideradas pela nova geração estão revolucionando a forma de se gerenciar e como indústrias de segmentos mais tradicionais podem impulsionar seus negócios com iniciativas simples, mas de grande impacto.

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Comércio paranaense vai usar base de dados do Estado para consulta

Governador Beto Richa, assina contrato entre Celepar e ACP - Associação Comercial do Paraná, para prestação de serviço de identificação biográfica , com o diretor presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite e o presidente da ACP, Gláucio José Geara. Curitiba, 26/10/2017 Foto: Ricardo Almeida / ANPr

Governador Beto Richa, assina contrato entre Celepar e ACP – Associação Comercial do Paraná, para prestação de serviço de identificação biográfica , com o diretor presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite e o presidente da ACP, Gláucio José Geara.
Curitiba, 26/10/2017
Foto: Ricardo Almeida / ANPr

O Governo do Estado, por meio da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), formalizou um termo de cooperação técnica que disponibiliza à Associação Comercial do Paraná (ACP) a base de dados do Estado. O sistema, além de ajudar a prevenir e diminuir as fraudes nas transações comerciais, facilita a vida do cidadão.

O contrato para a prestação do serviço de consulta biográfica foi assinado nesta quinta-feira (26), no Palácio Iguaçu, pelo governador Beto Richa e pelos presidentes da Celepar, Jacson Leite, e da ACP, Gláucio Geara. “É uma parceria inédita. O Paraná mais uma vez sai na frente com este serviço que deve se espalhar pelo Brasil”, afirmou Richa.

O sistema vai dar ao comerciante a possibilidade de, por meio de computador ou dispositivo móvel com acesso à internet, confrontar um documento apresentado pelo consumidor com as informações disponíveis nas bases oficiais do Governo do Estado – como Instituto de Identificação do Paraná e Detran-PR.

A solução, inédita no País, reduz significativamente a possibilidade de fraudes durante as transações comerciais, uma vez que a identificação do consumidor será precisa. Ao mesmo tempo a vida do cidadão será simplificada pela eliminação da necessidade de apresentar vários documentos para abrir um crediário, por exemplo. “É mais uma medida do nosso governo para proteger os comerciantes e os cidadãos. É possível sim combater a fraude e aumentar a segurança com uso da tecnologia da informação”, disse o governador.

Richa lembrou que, no início da semana, o Estado firmou contrato também com o Clube Atlético Paranaense para a prestação de serviço de biometria na Arena da Baixada. O sistema, também pioneiro, amplia a segurança nos estádios e grandes eventos ao permitir acesso à base de dados do governo.

24 HORAS – A Associação Comercial do Paraná vai disponibilizar o sistema, já nos próximos meses, para os 25 mil estabelecimentos associados. “É uma iniciativa inédita do governo que permite consultas e diminuir possíveis fraudes”, disse o presidente da entidade, Gláucio Geara. Pelo contrato, o serviço prestado pela Celepar garante o atendimento em período integral, 24 horas por dia, e nos 365 dias no ano.

Na prática, ao abrir a tela de consulta e informar o número do RG ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o comerciante vai acessar informações biográficas da pessoa pesquisada, como nome, filiação, data de nascimento, nacionalidade, naturalidade, entre outras, além da fotografia.

“O Governo do Estado fez grandes investimento em tecnologia de reconhecimento do cidadão. Esse trabalho evoluiu com o tempo e hoje permite uma maior segurança, seja nas transações comerciais ou em outras áreas”, disse o presidente da Celepar, Jacson Leite.

Hoje, a Celepar possui 8,6 milhões de pessoas cadastradas em seu banco de dados, o que representa quase 80% de toda a população do Estado. As informações da base de dados da entidade são alimentadas pela Secretaria de Segurança Pública, por meio do Instituto de Identificação do Paraná, e pelo Detran-PR.

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Gestor de fundos de investimentos americano conversa com investidores paranaenses

A situação dos juros americanos e as consequências no mercado brasileiro é o tema do evento “Encontro com o Gestor”, promovido pela consultoria de investimentos Inva Capital, em Curitiba, na próxima terça-feira, 29. O evento traz o vice presidente da PIMCO na América Latina, Luiz Otávio Oliveira, para um bate-papo com investidores paranaenses e administradores de recursos.

Uma das maiores gestoras de recursos do mundo, a PIMCO administra atualmente 1,6 trilhão de dólares e abriu recentemente um escritório de gestão de fundos de investimentos no Brasil. “A economia americana está consideravelmente alterada com o governo de Trump e a PIMCO está lá, onde tudo acontece. Essa experiência e as perspectivas são valiosas, uma vez que a economia americana é a que direciona todas as outras”, explica o CEO da Inva Capital, Raphael Cordeiro.

O encontro acontece a partir das 19 horas, no hotel Pestana, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (41) 3023-4580 ou por meio do e-mail investimentos@invacapital.com.br.

Encontro com o Gestor – Inva Capital

Quando: 29 de agosto, às 19h

Onde: Hotel Pestana – Rua Comendador Araújo, 499. Centro – Curitiba

Valor: Gratuito

Inscrições: (41) 3023-4580 / investimentos@invacapital.com.br

Vagas limitadas

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Big Data: três pequenas formas de utilizar em seu negócio – Por Siro Canabarro

O Big Mac é um hambúrguer. Quando você vai até o McDonald’s e pede por um Big Mac, você sabe exatamente o que é e o que quer fazer com ele: comê-lo.

Big Data não é tão simples assim. Você pode inclusive não estar tão seguro de que sabe o que Big Data realmente é. Você muito provavelmente não tem ideia do que fazer com isso.

Não se sinta mal. Se existe um consenso sobre big data é que realmente não há uma definição específica. Uma das melhores definições que eu pude ver é de Josh Dreller, Diretor de Pesquisa de Marketing da Kenshoo. Ele descreve big data simplesmente como: qualquer coisa grande o suficiente para não ser possível de lidar com uma planilha de Excel.

O escopo de dados sendo coletados pelas empresas hoje é de explodir qualquer mente. De acordo com a IBM, nós atualmente criamos 2.5 quintilhões de bytes em dados por ano. Não sabe o que é quintilhões? É isso: 2.500.000.000.000.000.000. A quantidade de dados que estamos gerando hoje é tão absurdamente grande que podemos dizer que 90% dos dados do mundo foram criados nos dois últimos anos.

Agora, o que raios vamos fazer com tudo isso de dados? Dados são ótimos, mas a maioria de nós não temos tempo de analisar um grande volume deles e ainda por cima realizarmos nossas tarefas diárias, temos negócios para gerenciar! Então o que nós realmente precisamos são de insights.

Por sorte, há ferramentas por aí que nos ajudam a tirar algum sentido desse monte de dados. Aqui estão três pequenas coisas que você pode fazer com big data.

Explorar tendências no Google

O Google é um dos gigantes nessa montanha de dados que criamos. A missão deles é organizar a informação do mundo e tornar ela universalmente acessível e utilizável. Todos nós podemos usar o Google para realizar buscas, mas o Google oferece outras ferramentas gratuitas que podem transformar dados em insights.

Digamos que eu esteja vendendo bananas. Eu posso acessar o Google Trends e explorar termos relacionados com uma palavra chave (nesse caso, “bananas”). O Google vai mergulhar em seu algoritmo de busca e me servir com os termos mais buscados que tenham a ver com bananas. Eu então descubro que no Leste Europeu e na Ásia quase não se busca por bananas. E que na Austrália se busca bastante por esse termo.

Então se eu for montar uma vendinha de bananas, eu iria para a Austrália, e não para a República Tcheca. Isso é um insight, por mais esdrúxulo que seja meu exemplo.

Monitorar mídias sociais

É muito útil saber o que as pessoas falam sobre sua marca, sobre seus concorrentes ou sobre outros termos relevantes para seu negócio. Cada um desses termos pode ser uma oportunidade para engajar, responder, resolver um problema, mostrar que sua marca se importa.

Vamos supor que você veja um tweet negativo sobre um produto seu. Se você perceber isso rapidamente, entrar em contato com a pessoa que está tendo problemas, e oferecer uma forma satisfatória de resolver esse problema, você com certeza irá transformar alguém que estava falando mal de sua marca em um ferrenho defensor, e irá ganhar muitos admiradores no processo.

Existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para esse fim. Se você trabalha em uma empresa que tem recursos para esse tipo de ação, existe o Radian6, ou o Adobe Marketing Cloud. Se não, dá pra se virar bem com algumas ferramentas grátis, como a www.socialmention.com.

Faça retargeting

Cookies estão em todo lugar. Sua “onipresença” mudou completamente como a grande maioria das publicidades online são feitas. Você pode oferecer um produto específico para uma pessoa que pesquisou anteriormente por um termo relacionado a esse produto. Se há maior sinal de interesse de compra do que esse, eu não conheço!

Pense no valor que isso tem para uma empresa de segmento específico, como a Netshoes, por exemplo. Mostrar o anúncio de um tênis de corrida para um usuário que estava anteriormente pesquisando por… tênis de corrida. Isso se chama retargeting ou remarketing. Faça ele!

Pronto, você já pode dizer que usa de big data para diferenciar-se no mercado. Claro que existem várias e várias outras formas de fazer big data, mas toda jornada começa com o primeiro passo. Dê o seu!

*Siro Canabarro, CMO da Gumga

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Como se antecipar ao cliente e oferecer as melhores soluções? – Por Carlos Cruz

Apesar de não ser o ideal, é muito comum que os clientes saibam mais que o profissional de vendas quando eles são abordados em termos de informação sobre o mercado e o produto. Esse fato é facilitado porque a população tem se especializado em consumo. Além disso, o autosserviço tem ganhado a atenção do consumidor e, consequentemente, deixado ele cada vez mais autônomo em suas decisões.

A tecnologia também colabora para essa independência na hora de comprar, com a facilidade ao acesso de informações relevantes de cada segmento. Atrelada a isso, está a escassez de inovação que deixa os itens e serviços ofertados semelhantes. O cliente passa a não ver diferença entre os produtos de empresas concorrentes.

Por outro lado, com as demandas da rotina, o profissional de vendas acaba se preparando menos que o comprador, que está sim mais atento em relação às tendências e possibilidades de seu mercado. Ao chegar à reunião, o cliente sabe tudo sobre o produto que será oferecido, às vezes, até mais que o próprio vendedor.

Porém, ainda é possível se diferenciar em um mercado saturado pelas mesmas ideias e compradores mais espertos! Veja abaixo três passos que podem mudar o rumo de uma venda e a opinião do consumidor:

1- Repertório adequado – O vendedor profissional precisa, de fato, se preparar mais. Com uma abordagem específica, ele deve ir para uma reunião com um case de sucesso daquele segmento. Para falar com o cliente, é necessário ter uma história relacionada ao mundo dele. Se não, fatalmente, o consumidor vai se sentir mal atendido.

2- Credibilidade – É necessário ouvir a necessidade no momento da abordagem. Em vez de falar do produto logo no início e correr o risco do cliente saber mais do que você, pergunte qual o problema que ele enfrenta e como acha que o seu produto pode ajudá-lo. Dessa forma, você vai conquistar sua confiança e deixar uma porta aberta para que ele fale das suas reais necessidades.

3- Diferenciação – Depois da “consulta investigativa” sobre o que o cliente realmente precisa, é possível oferecer algo a mais. Dessa forma, você consegue se destacar em relação ao concorrente e evita demonstrar falta de conhecimento. É necessário oferecer uma solução e ainda se diferenciar para garantir a preferência!

Com esses três passos, você conseguirá o que todo mundo busca: vender uma solução. E se você não propõe solucionar um problema, oferece aquilo que todo mundo já proporciona. Quer correr o risco de demonstrar que as únicas diferenças entre o seu produto e o do concorrente são o preço e disponibilidade? Fuja disso! Ouça o seu cliente e faça uma proposta diferenciada!

Carlos Cruz é diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas)

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Escrever um bom SQL: uma arte esquecida? – Por Gerardo Dada

Instruções SQL mal-escritas podem causar problemas de desempenho significativos no ambiente de banco de dados. Uma recente entrevista com um painel de especialistas determinou que o SQL mal-escrito pode causar até 70% de problemas gerais de desempenho. A adição de recursos pode mascarar vários dos problemas que acompanham um SQL mal-escrito, mas isso tem um preço. A arte de escrever SQLs de boa qualidade (incluindo códigos de bloco: procedimentos armazenados, pacotes, funções etc.) está morrendo? E se é uma arte tão importante, por que isso está acontecendo?

Por que se concentrar em ajustar instruções SQL?

Com o custo necessário para provisionar recursos de hardware adicionais, por que não deixar rolar? A maioria dos principais mecanismos RDBMS são licenciados de acordo com o número de processadores (núcleos) em que são executados ou foram executados (no caso de ambientes virtualizados); portanto, o custo de adicionar mais hardware a um problema de desempenho não se limita apenas ao custo do hardware adicional. Esse custo oculto torna ainda mais importante o ajuste do SQL, pois só assim os sistemas podem fazer mais com menos.

Motivos pelos quais não nos concentramos em ajustar instruções SQL

Diversas empresas com as quais e para as quais trabalhei em minha carreira implementaram a solução de adicionar hardware. No entanto, esse não é o único fator que desmotiva a aplicação de mais esforços ao ajuste de SQL. Veja a seguir outros fatores importantes:

• Geralmente, os desenvolvedores usam lógica algébrica. Quando solicitados a escrever SQL, eles precisam mudar para uma lógica baseada em conjunto (pense nos diagramas de Venn). Essa mudança de contexto significa que eles precisam pensar diferente durante grande parte do tempo que passam criando códigos.

• É muito importante garantir, ainda durante o desenvolvimento, que os resultados corretos sejam obtidos (seja em uma consulta ou uma transação) ao executar SQL em um banco de dados. Os ambientes de desenvolvimento não costumam ser dimensionados de acordo com o tamanho dos sistemas de produção; portanto, os testes não revelam antecipadamente problemas de desempenho ocasionados por SQL mal-escrito. Então, aparentemente não há nada com que se preocupar.

• O uso de ferramentas de mapeamento objeto-relacional (ORM, Object-Relational Mapping) ganhou popularidade. Essas ferramentas nem sempre produzem SQLs bem-ajustados para nossos ambientes de banco de dados exclusivos.

• Os desenvolvedores (também sou culpado) gostam de reutilizar códigos. Quando realizada sem critério, essa técnica pode fazer com que as instruções SQL sejam ajustadas apenas o suficiente para obter os resultados necessários, ou seja, as implicações na escalabilidade e no desempenho não são exploradas.

• É difícil escrever um bom SQL quando os modelos de dados são ruins. Isso pode significar tabelas enormes com dados que vão desde o início, uso incorreto de indexação e normalização inadequada à finalidade do aplicativo; isso para citar apenas alguns fatores.

• Falta de entendimento das tabelas de base. Ao mesclar várias tabelas, não é incomum a falta de noção sobre quais delas devem ser usadas como tabelas de base (incluídas anteriormente no plano otimizador para que um número menor de linhas precise ser avaliado posteriormente).

• Falta de entendimento ao ler planos de execução. Como é possível ajustar o SQL sem saber o que deu errado? Eu incluiria neste item o pressuposto questionável de que o custo otimizador associado a uma etapa do plano é exato.

• Se o foco é a produtividade (que, em desenvolvimento, geralmente assume a forma de linhas de código), raramente fazer direito é tão valorizado quanto fazer mais.
Agora está em produção!

Como mencionado, você pode citar vários motivos para não se concentrar mais no ajuste de SQL em ambientes de banco de dados. No entanto, talvez agora você esteja enfrentando uma redução significativa no desempenho da produção. Como isso é possível? Esse assunto poderia gerar uma coluna inteira, mas apontarei apenas algumas causas comuns para que os problemas só sejam descobertos quando o código chega na produção:

• São usados conjuntos de dados menores nos ambientes de pré-produção

• É muito difícil simular a carga de produção em ambientes de pré-produção

• Há falta de entendimento de casos de uso reais na produção

• Os dois primeiros itens da lista são caros

Conclusão

Acredito que a arte de escrever um bom SQL esteja correndo o risco de morrer em ambientes de desenvolvimento e banco de dados. Vários fatores contribuem para o desaparecimento dessa habilidade. Nem mesmo os fornecedores de mecanismos de banco de dados se sentem incentivados a corrigir SQLs mal-escritos, pois o lucro deles pode aumentar devido aos custos de licenciamento adicional quando o hardware é usado para reduzir o impacto. Com frequência, os problemas de instruções SQL só são descobertos quando liberados durante a fase de produção. Isso pode causar contenção entre as pessoas que escrevem o código e as pessoas cuja tarefa é oferecer suporte/responder às preocupações de produção. Eu gostaria de ver o ajuste de SQL entrar em foco novamente, o que traria vários benefícios, inclusive: a redução do TCO em organizações de TI, a diminuição da tensão entre disciplinas de TI e a satisfação de criar algo do qual se orgulhar, em vez de cumprir itens de uma lista de tarefas.

Gerardo Dada, vice-presidente de marketing de produtos da SolarWinds

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Realidade Virtual para tratamentos de fobias e ansiedade chega no Brasil

A psicóloga Nataly Martinelli, nos últimos meses, começou a tratar pacientes que sofrem de fobias e ansiedade, utilizando óculos de realidade virtual como peça chave para a imersão nas situações em que eles consideram apavorantes.

A realidade virtual é uma tecnologia desenvolvida há cerca de vinte anos, mas seu custo começou a torná-la acessível a tratamentos no Brasil nos últimos dez anos. Porém, apenas nos últimos três anos, o país passou a ter fácil acesso aos diversos aplicativos por meio dos smartphones.

A utilização dos óculos de realidade virtual surge como algo complementar aos diversos tratamentos já existentes, e permite que o paciente vivencie a experiência.

Os óculos de realidade virtual estão sendo utilizado no tratamento de Síndrome do Pânico, Medo de voar, Medo de injeçoÌ?es e agulhas, Medo de animais, Medo de dirigir, Medo de falar em puÌ blico, Agorafobia, Medo do escuro, Claustrofobia, TOC, Ansiedade e Ansiedade antes de exames/provas.

Nas sessões é realizado o acompanhamento do nível de estresse, o que permite dinamizar o tratamento.

O método coloca o paciente gradualmente frente a frente com suas maiores dificuldades, e semelhante a um jogo de videogame, ele vai subindo de nível. Um exemplo, no caso do tratamento da aerofobia – medo irracional de voar, inicialmente a pessoa irá viver a experiência de se preparar para ir ao aeroporto, posteriormente irá percorrer o trajeto até o aeroporto, para depois vivenciar a experiência do portão de embarque, pouso, decolagem e turbulências.

Os óculos são fundamentais para que a pessoa possa vivenciar a experiência, porém, existe um conjunto de atividades que são feitas em cada sessão de terapia, explica a psicóloga Nataly Martinelli. “Nas minhas sessões, trabalho com hipnose, acompanhamento do nível de estresse, parcerias para reforço no processo de dessensibilização e óculos de realidade virtual, tudo para ter um resultado efetivo”.

O programa utilizado na Realidade Virtual é vinculado a uma startup Européia que desenvolveu os vídeos que permitem que o paciente tenha contato direto com seus medos, conta Nataly Martinelli. “Essa ferramenta é muito mais abrangente, pois possui tratamento para inúmeras fobias. Além de relaxamentos, que podem ser úteis inclusive para sintomas de pânico, TDAH e estresse”.

O grande diferencial é que a com a facilidade para a imersão nos diversos tipos de fobias é possível facilitar o processo terapêutico, sendo possível reduzir o período do tratamento e melhorando os resultados.

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SAP promove SAP FORUM BRASIL nos dias 12 e 13 de setembro

Dias 12 e 13 de setembro, a SAP Brasil realiza a 21a edição do SAP Forum Brasil. Este ano, o evento mostra que o futuro prometido pelas inovações tecnológicas já chegou. Além de palestras e sessões sobre os mais importantes temas atuais, cases de sucesso e show cases vão comprovar que as tendências de mercado já se transformaram em negócios digitais graças a novas e acessíveis plataformas e soluções. No ano passado, mais de 8 mil pessoas participaram do encontro no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Desde sua primeira edição, o SAP Forum Brasil mostra a importância de uma constante inovação para os negócios de empresas de todos os portes. Nos últimos anos, a transformação digital foi tema dominante do evento que, nesta edição, traz resultados concretos de setores que já trilham a nova jornada tecnológica e usufruem de seus resultados para os negócios.

“Nosso objetivo principal é mostrar como as novas tecnologias, como Big Data, Machine Learning, IoT, Blockchain e Inteligência Artificial já estão alavancando a inovação, a reinvenção e a transformação de negócios em grandes, médias e pequenas empresas”, destaca Odélia Avny, gerente de Marketing da SAP Brasil. Para isso, o evento vai contar com grandes nomes do mercado, clientes e os principais executivos locais e globais da companhia, que estarão à frente de palestras, show cases e mais de 400 sessões de conteúdo.

As sessões do SAP Forum Brasil 2017 estarão divididas em grandes categorias, como Tecnologia e Plataformas, Compras, Finanças, Recursos Humanos, Cadeia de Suprimentos e Marketing e Vendas, entre outras. O evento será aberto por um Congresso que já tem confirmados, entre outros palestrantes, Flavio Pripas, diretor do Cubo. Entre outros executivos globais da SAP estarão presentes: Pat Bakey, presidente da SAP Industries; Jennifer Morgan, presidente para Americas e APJ de Global Customer Operations, e Mala Anand, presidente global de SAP Leonardo e Data & Analytics. Todos vão participar de bate-papos sobre transformação digital e o portfólio SAP Leonardo.

Shark Tanks: inovação na prática

Um dos destaques do Congresso será uma sessão exclusiva do Shark Tank Brasil para o SAP Forum. Para mostrar a inovação na prática – que será o grande tema das sessões de conteúdo do evento – os tubarões Cristiana Arcangeli, João Appolinário, Camila Farani e Caito Maia, participarão de uma simulação de negociação ao vivo, com a apresentação de quatro startups.

SAP Forum Brasil 2017

Data: 12 e 13 de setembro de 2017

Hora: das 8h às 20h

Local: Transamérica Expo Center – Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – São Paulo, SP.

Para se inscrever e mais informações, acesse www.sapforum.com.br

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Tecnologia deve focar em soluções relevantes para o consumidor

Foto: Gelson Bampi/Agência Fiep

O consumidor final como protagonista e como alvo de todas as soluções é o que deve nortear os avanços tecnológicos na era da quarta revolução industrial. O tema foi debatido por especialistas nesta quarta-feira (16), em Curitiba, na Jornada para o Mundo Digital, realizada pelo Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O evento reuniu cerca de 850 pessoas entre industriais, lideranças empresariais e profissionais da área de tecnologia para mostrar os avanços tecnológicos que já aconteceram nas duas últimas décadas e falar sobre o que está por vir na Indústria 4.0.

O evento foi aberto pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, que destacou o papel da entidade no apoio ao setor produtivo na adesão à indústria 4.0. “ Especialmente o Senai sempre foi reconhecido pela alta competência na área de educação profissionalizante. Nos últimos anos investimos também em inovação tecnológica com um reposicionamento de sua marca não só fortalecendo sua atuação como principal interlocutor da sociedade em educação profissional, mas também com capacidade de atender a indústria na área da inovação tecnológica”, destacou.

A presidente da Microsoft, Paula Bellizia, trouxe o dilema entre respeitar o legado das indústrias e buscar novas formas de contato com o consumidor. “A indústria de tecnologia não respeita a tradição, respeita, sim, a inovação. É preciso quebrar paradigmas e sempre fazer o melhor para o cliente e sem atalhos, de forma direta. Isso não tem erro”, disse Paula Bellizia. Segundo ela, a tecnologia deve empoderar as pessoas e as organizações para que elas conquistem cada vez mais. Nesta busca, de acordo com ela, a Microsoft mantém mais de 100 data centers em todo o mundo, onde investe US$ 5 bilhões ao ano.

Fazer e pensar diferente

“A transformação digital não pode ser mais do mesmo. Tem que ser algo diferente e deve acontecer em toda a organização e não mais apenas em um setor”, destacou Cassio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisa da Gartner Research, organização de pesquisa na área tecnológica. Segundo ele, a tecnologia está disponível. “O problema é a cultura e isso não se muda do dia para a noite”, disse. Para ele, esta transformação deve estar pautada em quatro pilares: tecnologia, gestão, gente e liderança.

Dreyfus diz que a transformação digital vai acontecer num prazo de quatro a cinco anos e deve começar com o engajamento das pessoas. “É preciso engajar as pessoas, depois criar a visão e o plano. Este plano deve ser executado, monitorado e ajustado sempre que necessário”, disse. “A transformação digital prevê a mudança das organizações que trabalham no sistema de comando e controle para passar a trabalhar com liderança e colaboração”, frisou.

O prazo para implementar a digitalização e conexão dos processos pode variar, mas é algo que em breve será realidade. “A jornada digital é um caminho sem volta e sem fim. É permanente. É preciso falhar cedo e aprender rápido. É preciso ser rápido e sair na frente”, disse Rogério Martins, vice-presidente global da Whirlpool – Inovação e Desenvolvimento de Produtos de Refrigeração. Segundo ele, o tempo é o recurso mais valioso para todas as pessoas. Por isso, todas as empresas devem ter o consumidor no centro de suas atenções para promover soluções que facilitem a sua vida. “É preciso conhecer melhor o consumidor. É para ele que devemos fazer a transformação digital. Se focarmos em qualquer outra coisa que não seja o consumidor vamos nos desviar do nosso propósito. “A tecnologia sem propósito é complexidade”, disse.

No setor onde atua, Martins conta que a transformação digital viabiliza, por exemplo, o monitoramento da performance dos eletrodomésticos remotamente e consegue atuar de forma proativa com a prestação de serviços. “Não é um redesenho. É preciso repensar tudo e tudo tem que estar focado em soluções relevantes para o consumidor”, frisou.

Tecnologia e produtividade

O diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Rafael Lucchesi informou que a indústria brasileira ainda usa a tecnologia de forma incipiente. “Embora 85% dos executivos brasileiros considerem a indústria 4.0 como algo importante, apenas 48% afirmam que fazem uso das modernas tecnologias de digitalização. “Temos que melhorar o uso da tecnologia, adotar plantas industriais inteligentes e customizadas. Segundo ele, a tecnologia pode contribuir para melhor os níveis de produtividade no Brasil. Hoje o rendimento de quatro trabalhadores brasileiros equivale a um trabalhador norte-americano. “Neste quesito estamos atrás de México e Argentina”, disse.

Lucchesi destacou a importância de formar o trabalhador para atuar na Indústria 4.0. “Hoje 78% do emprego no Brasil é desempenhado por pessoas com qualificação técnica e apenas 3% por profissionais com ensino superior”, informou. Ele lembrou que o Senai teve papel decisivo na terceira revolução industrial formando mão de obra e agora terá também papel decisivo na quarta revolução”, disse, acrescentando que cerca de 95% das vagas abertas pelo setor industrial demandam profissionais formados pelo Senai. Segundo Lucchesi, o desafio é grande porque estima-se que 65% das crianças de hoje atuarão no futuro em profissões que ainda não existem.

O diretor da CNI citou o programa Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta), do Senai. O programa começou com a meta de buscar um ganho de 20% de produtividade e nas 2.300 indústrias que estão sendo atendidas já conseguimos alcançar um aumento médio de 52% em cerca de dois anos do programa.

Lucchesi falou também das soluções tecnológicas que estão em desenvolvimento na rede de institutos de tecnologia e de inovação do Senai, como robôs autônomos para trabalhos em poços de alta profundidade e tintas automotivas regenerativas.

Fonte: Fiep

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5 Fintechs para ficar de olho

O ano de 2016 foi, sem dúvida, importante para as startups, pois muitas das que surgiram nos anos anteriores se consolidaram em seus segmentos e, em contrapartida, muitas outras foram lançadas durante este período.

Um dos setores que mais se destacou pela criação de novas startups foi o de fintechs. As novas empresas têm como principal objetivo implantar inovações tecnológicas no mercado financeiro alterando os padrões tradicionais do setor, além de facilitar processos de pagamentos, melhorar fluxos de caixa e otimizar o gerenciamento financeiro das empresas. Com isso, há uma automatização de processos que antes eram arcaicos, favorecendo a entrada de novos consumidores e fortalecendo a estrutura operacional das empresas de qualquer porte ou segmento.

De acordo com um levantamento feito pela FintechLab, o número de fintechs no Brasil cresceu significativamente em menos de um ano, passando de 130 em abril de 2016, para 244 em janeiro de 2017, o que representa um crescimento de 87%. Segundo a consultoria CB Insights no mundo existem cerca de 12 mil fintechs, sendo que 26 delas já são consideradas unicórnios, empresas que possuem valor de mercado de mais de 1 bilhão de dólares cada.

Diante deste cenário, sugiro cinco fintechs para ficarmos de olho em 2017:

Contabilizei – Criada no início de 2012, a startup oferece serviços de contabilidade de forma automatizada e simples como, por exemplo, a elaboração de relatórios, registros contábeis, emissão de nota fiscal, controle de resultados e guia de impostos feito por meio de uma ferramenta online que permite simplificar, agilizar com um preço mais acessível;

Nubank – A startup, que foi criada em setembro de 2014, tem como objetivo automatizar alguns serviços bancários e melhorar a experiência do cliente, ao oferecer aos consumidores cartões de crédito sem tarifas, além de cobrar taxas de juros abaixo do mercado, em caso de atraso ou parcelamento da fatura. Uma das principais diferenças é o atendimento desburocratizado da startup e a satisfação dos seus clientes ao usar os cartões, principalmente porque os mesmos conseguem ter o controle do que foi gasto;

iugu – Fundada em 2012, a iugu é uma plataforma online de infraestrutura financeira e tem se consolidado no mercado como a principal solução para diminuir a barreira na implementação de pagamento digital, oferecendo serviços personalizados, de acordo com a necessidade de cada cliente. A empresa, pioneira no Brasil, em oferecer serviços financeiros 360º, desde o processamento de pagamentos e antecipação de recebíveis, até a conciliação financeira, diminuindo o custo da operação e tempo, tornando o negócio mais eficiente, atua como facilitadora para companhias que desejam realizar cobranças de forma recorrente e acompanhar métricas de negócios.

FoxBit – Criada em 2014, a startup é maior corretora de bitcoins do Brasil, que permite que vendedores encontram compradores em um ambiente simples, ágil e seguro, com a maior liquidez do Brasil. Possui cerca de 90 mil clientes cadastrados e mais de R$ 600 milhões transacionados;

Konduto – Primeira empresa do mundo a monitorar todo o comportamento de navegação e compra de um usuário em uma loja virtual ou aplicativo mobile e, com isso, calcular a probabilidade de fraude em uma transação on-line. Além disso, também leva em consideração informações “básicas” da análise de risco, como geolocalização, dados cadastrais e características do aparelho utilizado na compra utilizado na compra (fingerprint), gerenciamento de regras condicionais e revisão manual. A empresa já possui mais de 150 clientes e processa mais de 4 milhões de pedidos mensalmente.

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Curitiba receberá o 14º Fórum SAE BRASIL de Tecnologia de Motores Diesel

A conectividade avança tanto no desenvolvimento dos veículos comerciais, que são equipados com avançados sistemas de gerenciamento de frotas, quanto nos processos de manufatura, que dispõem de sistemas que realizam trabalhos remotos de engenharia. Debater os desafios e as oportunidades neste cenário é a proposta do 14º Fórum SAE BRASIL de Tecnologia de Motores Diesel, que será realizado no Teatro Positivo, em Curitiba/ PR, dias 22 e 23 de agosto, sob a direção de Michael Kuester, presidente da DAF no Brasil.

Reconhecido como principal fórum de discussão sobre motores diesel no Brasil, o encontro receberá lideranças de montadoras, fabricantes de motores e seus principais fornecedores de sistemas e componentes, além de indústria petroquímica, academia, sociedade e governo.

“Nesta edição, o fórum abordará o mundo conectado que tanto influencia os investimentos em inovação e as decisões estratégicas atuais, mas manterá o foco nos negócios ligados ao mercado diesel”, adianta Maurício Lavoratti, diretor de Engenharia da Bosch e chairperson da comissão organizadora do fórum. O objetivo é discutir tendências para veículos comerciais leves, pesados, extrapesados, fora de estrada, marítimos e de geração de energia.

PROGRAMAÇÃO – O encontro terá seis painéis com palestras e sessões de debate. No primeiro dia, o painel de abertura, “Perspectivas para América Latina”, colocará em debate visões de economia, mercado e regulamentação de emissões. À tarde, o painel “Conectividade” discutirá novas soluções para otimização de custos operacionais; seguido do painel “Inovação em Powertrain”, que abordará tendências como a eletrificação.

No segundo dia, haverá dois painéis sobre novas tecnologias, o primeiro focado em soluções para motores Euro 6 e o segundo destinado a lubrificantes e combustíveis. No último painel, “Desenhando o Futuro”, Michael Kuester, presidente da DAF no Brasil, fará considerações sobre as principais lições aprendidas durante o encontro.

“Os fóruns da SAE BRASIL são ferramentas eficazes para o acompanhamento de mudanças e de tendências tecnológicas na profundidade e na velocidade dos mercados”, afirma Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL.

Organizado pela Seção Paraná e Santa Catarina da SAE BRASIL, sob direção de Massami Murakami, o 14º Fórum SAE BRASIL de Tecnologia de Motores Diesel é patrocinado pela AGCO, AVL, Basf, BorgWarner, Bosch, CBMM, CNH Industrial, Cummins, Curtiss-Wright, DAF, Ford Caminhões, FPT – Powertrain Technologies, Innospec, Mercedes-Benz, NGK, Perkins, Tenneco, Texaco e Volvo. O encontro também recebe o apoio da Abimaq, Afeevas, Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria do Paraná, CREA-PR, CREA-SC, FIEP/ SESI/ SENAI/ IEL, NTC & Logística, NTU, Setcepar, Sobratema e Universidade Positivo.

14º Fórum SAE BRASIL de Tecnologia de Motores Diesel

Data: 22 e 23 de agosto
Local: Teatro Positivo – rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300, Campo Comprido, Curitiba/ PR

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Enquanto as novas tecnologias avançam, mulheres ainda são minoria em TI

Celebrado em 15 de agosto por profissionais de tecnologia em todo o mundo, o Dia da Informática marca a data em que os norte-americanos John Eckert e John Mauchly apresentaram, em 1946, o ENIAC: o primeiro equipamento eletrônico chamado de computador no mundo. Criado a pedido do Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, o equipamento tinha capacidade de processamento de 5 mil operações por segundo.

Se por um lado muita coisa mudou – de lá para cá – com o surgimento das novas tecnologias, por outro, este mercado pouco avançou com as diferenças de gênero. Apesar de as mulheres já representarem mais de 49% dos postos de trabalho no mundo, a área de TI ainda apresenta-se pouca aberta ao público feminino.

Entre as companhias do S&P 100, o ranking com as maiores empresas do mundo compilado pela agência de risco Standard & Poor’s, 20% delas têm, pelo menos, uma diretora. No Brasil, o quadro não é diferente. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, dos mais de 580 mil profissionais de TI que atuam no país, apenas 20% são mulheres.

A empresa britânica de software de gestão Sage, que tem como vice-presidente de Bots e Inteligência Artificial, Kriti Sharma, uma das 30 especialistas em tecnologia abaixo dos 30 anos escolhidas pela Forbes, vem investindo em uma série de iniciativas para reverter o atual cenário. “As empresas precisam redefinir o conceito de liderança, entender que a diversidade é necessária e benéfica para os seus negócios e, ainda, valorizar as competências das profissionais que têm o potencial para cargos estratégicos”, explica José Carlos Nascimento, diretor de RH da Sage Brasil. Na sua opinião, é inadmissível nos dias de hoje as mulheres ainda enfrentarem eventuais desvantagens em relação aos homens por questões de gênero, como a desigualdade salarial.

O Programa de mentoria chamado Women@Sage é uma das frentes escolhidas pela empresa para apoiar e desenvolver as competências de suas colaboradoras. Desde a sua criação em fevereiro de 2016, quase 80 mulheres já receberam algum tipo de aconselhamento, ideias e insights que ajudaram no enriquecimento das suas experiências profissionais na companhia. Indicados pelos Business Partners da empresa de acordo com suas aptidões e conhecimentos, os 29 mentores – compostos por homens e mulheres vindos de toda a organização, incluindo o comitê executivo – atuam como um consultor confidencial e confiável, fornecendo orientação, treinamento e ferramentas que contribuem para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de seus mentorados. “O programa é um importante passo para o nosso compromisso com a diversidade e a inclusão na empresa”, esclarece Nascimento.

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