Valor do aluguel registra alta de 6,7% em Curitiba

De acordo com o relatório elaborado pelo Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País, o preço médio de locação segue trajetória de alta na capital paranaense. Em agosto, foi registrado um sutil crescimento de 0,2%, levando o custo médio do aluguel de um imóvel padrão – 65m², 2 dormitórios e 1 vaga de garagem – ao patamar de R$ 1.199,00/mês. Em 2020, houve uma elevação de 0,9%, enquanto nos últimos 12 meses, o preço subiu 6,7%.

O estudo, que analisa as variações dos valores imobiliários, apontou que Matriz (R$ 1.528,00/mês) é a região mais cara para morar de aluguel em Curitiba, seguida de Santa Felicidade e Cajuru, que possuem médias mensais de R$ 1.426,00 e R$ 1.267,00, respectivamente. Enquanto Bairro Novo (R$ 965,00/mês), Pinheirinho (R$ 970,00/mês) e Boqueirão (R$ 1.029,00/mês) são as localidades mais econômicas para locação de imóveis.

Considerando os últimos 12 meses, Mercês (R$ 1.930,00/mês), registrou o maior crescimento no preço do aluguel, com alta de 18,9%. Assim como Vista Alegre (R$ 1.411,00/mês) e Santa Cândida (R$ 997,00/mês), que evoluíram 17,7% e 17,5%.

Neste mesmo período, Alto da Rua XV (R$ 1.337,00/mês), Santa Felicidade (R$ 1.160,00/mês) e Barreirinha (R$ 876,00/mês) marcaram o oposto, com os registros mais negativos na capital, sofrendo quedas de 18,0%, 5,7% e 5,6%, nesta mesma ordem.

Conheça os bairros mais onerosos e acessíveis para locação de imóveis na capital:

Rentabilidade: Em Curitiba, são precisos, em torno de 21,6 anos de aluguel para rever o valor investido na compra do imóvel

Em agosto, o índice de rentabilidade imobiliária não apresentou alterações. No mês, foi identificado 4,6%, como a média anual do valor de aluguel X preço de venda. Dado que mostra que serão necessários 21,6 anos de aluguel para reconquistar o valor demandado na compra – período 2,8% menor que um ano atrás.

“A rentabilidade imobiliária total, dos últimos 12 meses, subiu ao indicador de 8,3%, índice que é crescente desde março de 2018. Ou, seja, ela está superando o retorno da poupança (3,0%)”, comenta o CEO do Imovelweb, Leonardo Paz. “Atualmente, investir em imóveis tem sido um ótimo negócio. Para quem pensa em fazer essa aquisição, o cenário é promissor e apresenta as menores taxas de juros dos últimos tempos”, reitera.

Analisando por regiões, Bairro Novo (5,6%), Cajuru (5,5%) e Boqueirão (4,8%) são as mais atrativas. Já Matriz (3,9%), Santa Felicidade (4,1%) e Fazendinha-Portão (4,2%) apontam os índices mais baixos e demandam mais tempo de aluguel para rever o valor investido na compra.

Veja quais bairros apresentam os maiores e menores indicadores de rentabilidade em Curitiba:


Valor dos imóveis na capital paranaense sobe 3,5% nos últimos dois semestres

O preço do metro quadrado em Curitiba continuou subindo e apresentou, em agosto, crescimento de 0,6%, o que fez sua média atingir a marca de R$ 4.870,00/m², acumulando elevação de 2,2%, em 2020, e aumento de 3,5% quando analisamos a evolução dos últimos 12 meses.

Ou seja, para adquirir um imóvel padrão (65m², 2 dormitórios e 1 vaga de garagem) são precisos R$ 316.550,00, em média. Para aqueles que pensam em um empreendimento maior, com 90m² e 3 quartos, será necessário desembolsar R$ 462.650,00.

Matriz (R$ 7.285,00/m²), Santa Felicidade (R$ 6.062,00/m²) e Fazendinha Portão (R$ 5.431,00/m²) são as áreas da capital com os valores mais altos para comprar. Porém, os imóveis mais econômicos podem ser encontrados em: Bairro Novo (R$ 3.039,00/m²), Pinheirinho (R$ 3.766,00/m²) e Boqueirão (R$ 3.984,00/m²).

Falando agora sobre a evolução imobiliária, os destaques são Pilarzinho (R$ 5.985,00/m²), Santa Quitéria (R$ 6.066,00/m²) e Guaíra (R$ 5.278,00/m²), onde são encontrados os índices de crescimento mais altos, nos últimos 12 meses. O preço do metro quadrado nesses bairros aumentou 18,7%, 18,1% e 16,7%, nesta mesma ordem.

Também no último ano, Butiatuvinha (R$ 4.068,00/m²) sofreu o maior índice de queda (15,1%) no valor do m². Assim como Parolin (R$ 4.056,00/m²) e São João (R$ 4.389,00/m²), com desvalorizações de 9,6% e 6,9%, respectivamente.

Saiba quais bairros apresentam os m² mais caros e econômicos:

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